<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361</id><updated>2011-11-02T11:19:35.075Z</updated><category term='ALGARVIOS NOTÁVEIS'/><category term='CRÍTICA LITERÁRIA'/><category term='«Algarve Mais»'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de PORTIMÃO'/><category term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><category term='Apresentação de livros'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de SILVES'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de FARO'/><category term='Artigos sobre LITERATURA PORTUGUESA'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de ALCOUTIM'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de LAGOS'/><category term='Artigos de Imprensa'/><category term='Artigos sobre LITERATURA ALGARVIA'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de LOULÉ'/><category term='Curiosidades históricas e culturais de TAVIRA'/><category term='ALGARVIANA'/><category term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>PROMONTÓRIO da MEMÓRIA</title><subtitle type='html'>Blog de J. C. Vilhena Mesquita, destinado a comunicar com o público em geral, sendo a maioria dos "spots" preenchidos com trabalhos inéditos ou que publiquei na imprensa. Coloquei também outros textos, como Prefácios, crítica literária, biografias, apresentação de livros, etc. No fundo pretendi tornar este Promontório numa espécie de ponto de encontro entre a memória do passado e a reflexão sobre o presente, nas suas mais diversas facetas politico-socioculturais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>162</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-9146397875856049900</id><published>2011-06-27T10:18:00.003+01:00</published><updated>2011-06-27T10:53:05.175+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>ALGARVE - Planos Hidrográficos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na secção designada por «Casa Forte» do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, existem em devido e criterioso recato dezenas de mapas, planos e desenhos da mais variada índole, elaborados por Engenheiros e Arquitectos integrados em diversas Comissões oficiais pertencentes a diferentes Secretarias do Reino. A maior parte desses mapas foi desenhada à mão, colorida com aguarelas e tintas da china, sendo que em alguns casos recorreu-se a ocres e outras improvisadas colorações. Possuem grandes dimensões, razão pela qual foram dobrados em várias partes, cujos vincos com o tempo se partiram e rasgaram. Alguns estão enrolados, mas igualmente em deficiente estado, devido ao seu manuseamento. Deve, porém acrescentar-se que a maioria deles são verdadeiras obras primas, não só no pormenor e exactidão orográfica como sobretudo na sua beleza artística. Consultei vários, e sobre alguns deles cheguei mesmo a escrever artigos e comentários de carácter científico que correm impressos em catálogos e revistas da especialidade. Lembro-me, porém, que três desses Planos me deixaram surpreso e até muito positivamente impressionado. Por isso aqui os deixo citados para quem deles se possa interessar, frisando em primeiro lugar o número do seu registo, designação oficial e data:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nº 3 - &lt;em&gt;Plano Hidrográfico das barras e portos de Faro e Olhão&lt;/em&gt; - 1885.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nº 23 - &lt;em&gt;Plano Hidrográfico da barra e porto do Rio Guadiana&lt;/em&gt; - 1874.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nº 29 - &lt;em&gt;Plano Hidrográfico das Enseadas de Belixe, Sagres e Balieira&lt;/em&gt; - 1924.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acresce dizer, aos interessados no estudo da hidrografia algarvia, que para consultarem estes mapas terão que se deslocar a Lisboa, dirigirem-se ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo, e fazerem a respectiva requesição, não se esquecendo de nela mencionar que estes documentos se encontram depositados na «Casa Forte», secção de Mapas e Planos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-9146397875856049900?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/9146397875856049900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/algarve-planos-hidrograficos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/9146397875856049900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/9146397875856049900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/algarve-planos-hidrograficos.html' title='ALGARVE - Planos Hidrográficos'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1737834186098636358</id><published>2011-06-26T11:25:00.003+01:00</published><updated>2011-06-26T12:04:44.322+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>AFTAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos sabemos que aquelas manchas esbranquiçada, redondas, com uma auréola vermelha, que nascem na ponta da língua e a que vulgarmente chamamos &lt;em&gt;aftas&lt;/em&gt;, causam grande incómodo, chegando mesmo a tornarem-se num verdadeiro suplício. Na verdade, as aftas não são mais do que pequenas ulcerações, geralmente dolorosas e insuportavéis, que aparecem de forma inesperada na mucosa bucal. Ninguém sabe o porquê do seu aparecimento, embora se avente a hipótese de terem origem nervosa. Em geral têm menos de 12 mm de diâmetro e costumam aparecer em grupos de duas ou de três, sendo certo que normalmente desaparecem ao fim de poucos dias, sem deixarem, felizmente, rasto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não existe especificamente um tratamento para as aftas. Mas aqui no Algarve o povo, que se habituou a designá-las por «sapos», arranjou uma forma &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; de se livrar delas, bastando para isso dizer , em voz clara e sem se enganar, a seguinte ladaínha: «Tenho um sapo na língua, um cento à roda d'este, nem este nem outro, nem outro como este». &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As gentes da serra simplificaram a coisa, para dizerem três vezes seguidas, simplesmente assim: «Em cima deste sapo, outro, nem este nem outro».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diziam também alguns idosos da serra de Alte que mais eficaz do que as ladaínhas era passar a língua pelas paredes caiadas. Por isso, quando viam alguém encostado às paredes sombrias da Igreja, a lamber a frescura da sua alvura, diziam logo: "pobre coitado deve estar cozido de sapos".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1737834186098636358?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1737834186098636358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/aftas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1737834186098636358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1737834186098636358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/aftas.html' title='AFTAS'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1117648750671760063</id><published>2011-06-25T13:53:00.002+01:00</published><updated>2011-06-25T14:22:01.436+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ANDRINO, Teodora Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Confesso que sei muito pouco sobre esta hábil e talentosa pintora, nascida na freguesia urbana de Santa Maria, na cidade de Tavira. Era filha de Bernarda da Assunção e do pintor João Rodrigues Andrino, que segundo constava nos "livros da fábrica" relativos a algumas igrejas locais, ganhava a vida fazendo pinturas e restauros, nomeadamente em retábulos, móveis e alfaias religiosas; encarregando-se também de pinturas e de antigos murais, presumindo-se que terá pintado alguns quadros e retocado as paredes das mais antigas igrejas da cidade, na época de seiscentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sua filha Teodora herdou-lhe o talento, e só não se tornou famosa porque morreu cedo demais, impedindo-se assim a progressão da sua obra. Conhece-se da sua autoria apenas um quadro, representando Nossa Senhora da Graça, que estava na cela do prior dos agustinianos de Tavira, que o Dr. Silva Carvalho tanto apreciava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faleceu a 10 de Agosto de 1716, com pouco mais de 24 anos de idade, na cidade de Faro, para onde veio residir por causa do seu casamento com André de Mendonça, que era daqui natural. Ficou sepultada na igreja de S. Pedro, cuja pedra tumular depois de levantada, por força da lei higiénica, levou sumiço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1117648750671760063?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1117648750671760063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/andrino-teodora-maria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1117648750671760063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1117648750671760063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/andrino-teodora-maria.html' title='ANDRINO, Teodora Maria'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1016714201609673971</id><published>2011-06-25T12:27:00.003+01:00</published><updated>2011-06-25T13:24:57.355+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>Neve no Algarve</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Algarve sempre foi conhecido pela amenidade do seu clima. Foi essa particularidade, associada à beleza paisagística da sua linha costeira, ao rendilhado rochoso das suas praias e à tepidez das suas águas marítimas, que justificaram o despontar duma frutuosa actividade turística, capaz de cativar meios humanos e de incentivar rendimentos económicos até então nunca alcançados.&lt;br /&gt;Mas se o bom tempo, com sol radioso e celestial azul, identificam a paradisíaca envolvência climática e ambiental desta região, certamente que o contrário - frio, chuva, neve e gelo - traduzem as agruras pelas quais passam os povos do norte europeu, que logicamente por essa razão se tornaram nos principais clientes do nosso turismo internacional. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-C7QJyWJNeLE/TgXTTaxpukI/AAAAAAAAA3s/Wgeo4ZxHzVw/s1600/Loul%25C3%25A9%2B-%2Bladeirta%2Bda%2BM%25C3%25A3e%2BSoberana%252C%2B1933%252C%2Bcoberta%2Bde%2Bneve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5622132040400484930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-C7QJyWJNeLE/TgXTTaxpukI/AAAAAAAAA3s/Wgeo4ZxHzVw/s400/Loul%25C3%25A9%2B-%2Bladeirta%2Bda%2BM%25C3%25A3e%2BSoberana%252C%2B1933%252C%2Bcoberta%2Bde%2Bneve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não admira pois, que a queda de neve no Algarve (mercê do seu posicionamento geográfico no extremo sul da Europa) seja um fenómeno meteorológico muito raro. De tal forma assim é que, desde longa data, se arreigou no espírito do povo algarvio a quase impossibilidade de tal ocorrência poder vir algum dia a suceder. Por isso surgiu na sua vivência popular, ou naquilo que podemos considerar como a sua etnografia linguística, esta capciosa expressão: «para o ano dá neve». Similarmente os algarvios querem dizer que tal só acontece «quando as galinhas tiverem dentes», ou, mais provavelmente, «para a semana dos nove dias».&lt;br /&gt;Nesta irónica expressão «para o ano dá neve» traduz o povo algarvio a certeza ou o sentimento de algo que só muito dificilmente (senão mesmo impossível) terá realização ou poderá ocorrer. Esta expressão deixou de se ouvir no Algarve com a assiduidade que só a ironia crítica e a sabedoria popular sabe empregar nos momentos mais apropriados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1016714201609673971?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1016714201609673971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/neve-no-algarve.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1016714201609673971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1016714201609673971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/06/neve-no-algarve.html' title='Neve no Algarve'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-C7QJyWJNeLE/TgXTTaxpukI/AAAAAAAAA3s/Wgeo4ZxHzVw/s72-c/Loul%25C3%25A9%2B-%2Bladeirta%2Bda%2BM%25C3%25A3e%2BSoberana%252C%2B1933%252C%2Bcoberta%2Bde%2Bneve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2682741004036540685</id><published>2011-03-05T17:09:00.006Z</published><updated>2011-03-05T19:32:07.092Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ALBUQUERQUE, Teresa de Jesus Lopes de Pina Marques e</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Foi certamente uma das primeiras mulheres portuguesas a tirar um curso superior, sendo provavelmente a primeira a licenciar-se em Engenharia Agrónoma.&lt;br /&gt;Não tenho a certeza se era natural de Faro, mas sei que era algarvia, descendente de boas famílias, que teve uma educação esmerada, com a qual, aliás, honrou os pergaminhos herdados dos seus antepassados.&lt;br /&gt;Estudou no Liceu Nacional de Faro, nos anos iniciais do século vinte, tendo sido, juntamente com suas irmãs, uma das primeiras que abriram as portas daquele preclaro estabelecimento de ensino à frequência do belo sexo, num tempo em que só aos homens competia discernir o futuro, através da formação e chefia da família, da organização da sociedade e da liderança da vida política. Os rapazes, descendentes das famílias mais distintas e com maior poder financeiro, usufruíam do privilégio de investirem na sua própria formação intelectual, científica e profissional, frequentando para isso os melhores colégios e escolas, não só no país como até no estrangeiro.&lt;br /&gt;O movimento feminista, que nos finais do século dezanove despontara na Grã-Bretanha, e que tivera na martirizada Rosa Luxemburgo o expoente máximo da grandeza intelectual da mulher, fez despontar em certas famílias a necessidade de cuidar da educação das suas filhas para as não deixarem à mercê dos maridos, nem do despotismo marital que tanto caracterizava a sociedade burguesa anterior à implantação da República. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nu08-Onm_mA/TXKPfUgB60I/AAAAAAAAA1E/wo_rBghCOVw/s1600/Faro%2B-%2Bpra%25C3%25A7a%252C%2Bjardim%2Be%2Bcoreto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580680656507235138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-nu08-Onm_mA/TXKPfUgB60I/AAAAAAAAA1E/wo_rBghCOVw/s400/Faro%2B-%2Bpra%25C3%25A7a%252C%2Bjardim%2Be%2Bcoreto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qfozfUGglV0/TXKOsnJ7ywI/AAAAAAAAA08/NxTnT6Pznyk/s1600/Faro%2B-%2Bpra%25C3%25A7a%252C%2Bjardim%2Be%2Bcoreto.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após concluir o curso liceal em Faro, com altas e distintas classificações, partiu para Lisboa onde se revelaria como uma das mais inteligentes e dedicadas investigadoras do curso de Agronomia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Projectada para uma grande carreira científica acabou por se apaixonar por esse grande valor nacional que foi o Eng.º Agrónomo e Silvicultor José de Pina Manique e Albuquerque, com quem se casou pouco depois. A distinção social e meios de fortuna do seu marido, descendente directo do grande Pina Manique e também da insigne família dos Albuquerque, não lhe permitiram prosseguir os seus trabalhos de investigação agronómica, resignando-se aos prazeres do lar e às responsabilidades de mãe. Ainda assim acompanhou o marido na direcção da Estação Agronómica Nacional, em torno da qual evoluíam as classes mais avançadas dos cursos de Agronomia e Silvicultura.&lt;br /&gt;Resta acrescentar que a Eng.ª Agrónoma Teresa de Jesus Lopes, que presumo natural de Tavira, faleceu a 18-8-1965, em Lisboa, no seu requintado apartamento da Avenida da República, confortada pelos carinhos da sua filha, Helena Guiomar de Pina Manique e Albuquerque. Não quero terminar este breve apontamento biográfico, sem deixar de lembrar as suas irmãs, que a seu lado frequentaram o Liceu de Faro, e foram igualmente distintíssimas mulheres da sociedade do seu tempo, ambas licenciadas, figuras ilustres e de grande nobreza de carácter, que, igualmente, só não marcaram vincado relevo nos meios intelectuais e científicos, porque também elas foram casadas com prestigiadas figuras nacionais. A mais velha, a Dr.ª Branca Lopes Martins, casou-se com o eminente Professor Doutor Augusto da Silva Martins, de quem enviuvou relativamente cedo; e a mais nova, Dr.ª Maria João Lopes do Paço, foi casada com o notável arqueólogo Tenente-Coronel Afonso do Paço, que muito amou o Algarve e aqui mantinha residência de férias, para não falar já nos trabalhos de investigação que deu à estampa sobre esta região. No fundo foram três mulheres, belas e inteligentes, que tendo-se libertado da sociedade machista do seu tempo, através do investimento na sua própria formação intelectual e científica, acabaram por ser simplesmente distintas esposas de três grandes homens. Aquilo que poderia ter sido a excepção tornou-se na confirmação da regra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2682741004036540685?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2682741004036540685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/03/albuquerque-teresa-de-jesus-lopes-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2682741004036540685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2682741004036540685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/03/albuquerque-teresa-de-jesus-lopes-de.html' title='ALBUQUERQUE, Teresa de Jesus Lopes de Pina Marques e'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nu08-Onm_mA/TXKPfUgB60I/AAAAAAAAA1E/wo_rBghCOVw/s72-c/Faro%2B-%2Bpra%25C3%25A7a%252C%2Bjardim%2Be%2Bcoreto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8343667634534424961</id><published>2011-02-02T12:57:00.001Z</published><updated>2011-02-02T12:59:30.748Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>SILVEIRA, Maria Caiado da</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local, nasceu em S. Brás de Alportel e faleceu em Faro, a 26-9-1954, com 89 anos de idade.&lt;br /&gt;Prestigiada senhora da melhor sociedade do seu tempo, estimada e admirada pelas suas acções de benfeitoria para com a Igreja católica, de que era fiel servidora e muito crente, e para com os pobres que todos os dias lhe batiam à porta em busca de alimento e protecção. O facto de ser a conceituada viúva do famoso e muito abastado proprietário Mateus Joaquim da Silveira, permitia-lhe despender significativas verbas em prol dos mais carenciados, distribuindo esmolas e apoiando diversas obras sociais ou instituições de benemerência local, como era o caso da Misericórdia, do Refúgio das Raparigas, das Florinhas do Sul, do Asilo de Santa Isabel, etc.&lt;br /&gt;Entre as suas acções de apoio à Igreja merece particular destaque o financiamento das obras de restauro da Capela de S. Sebastião, situada no largo que tem o mesmo nome, cujas origens deverão remontar ao séc. XVII. Também a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, a cuja Ordem Terceira pertencia com honra e muito orgulho, recebeu sempre que necessário as suas avultadas esmolas, para recuperação dos retábulos e embelezamentos das capelas.&lt;br /&gt;Era mãe de D. Maria da Silveira Santana, que foi casada com José Joaquim Santana; de D. Berta Bebiana da Silveira Barbosa, que estava viúva do Dr. António dos Reis da Silva Barbosa; de D. Adelaide Gabriela da Silveira Borges, casada com Henrique Borges, que foi um amador das letras e colaborador da imprensa farense. Deixou vários netos e bisnetos, que estão hoje ainda felizmente vivos mantendo acesa, e com igual prestígio, o nome da família Silveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8343667634534424961?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8343667634534424961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/02/silveira-maria-caiado-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8343667634534424961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8343667634534424961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/02/silveira-maria-caiado-da.html' title='SILVEIRA, Maria Caiado da'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-9091314733862408900</id><published>2011-01-29T12:24:00.001Z</published><updated>2011-01-29T12:26:25.506Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>RIBEIRO, Lucinda Vieira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pianista e professora de música, natural de que faleceu, após prolongado sofrimento, em Lisboa, nos finais de Setembro de 1954.&lt;br /&gt;Era casada com Horácio Ribeiro, cidadão honesto e trabalhador que sentiu profundamente a sua morte. Era irmã do conhecido Coronel Santos Vieira e sobrinha do Dr. Urbano José dos Santos, prestigiado e muito competente professor do ensino técnico, e de Luís Urbano, reputado comerciante em Portimão.&lt;br /&gt;Lucinda Ribeiro possuía inatas aptidões artísticas, pelo que a família a mandou estudar para a capital, matriculando-se no Conservatório de Lisboa onde realizou o curso de música e se distinguiu como brilhante aluna de piano, recebendo o respectivo diplomada que a habilitava para o ensino.&lt;br /&gt;Voltou a Portimão onde deu aulas de música no Liceu local e manteve durante largos anos um colégio particular de piano, que foi muito bem frequentado e com resultados muito positivos para o desenvolvimento da música no barlavento algarvio.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-9091314733862408900?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/9091314733862408900/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/ribeiro-lucinda-vieira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/9091314733862408900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/9091314733862408900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/ribeiro-lucinda-vieira.html' title='RIBEIRO, Lucinda Vieira'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5154329010739014666</id><published>2011-01-27T19:02:00.000Z</published><updated>2011-01-27T19:04:34.179Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>PONTES, Mariana da Conceição Rodrigues Martins</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senhora distinta e da melhor sociedade algarvia, natural de Albufeira, residente numa belíssima quinta agrícola em Paderne, onde faleceu a 6-5-1954, com 75 anos de idade. Era esposa do conceituado José Martins Pontes, rico proprietário agrícola e cacique local, que gozava de grande prestígio social, económico e até político.&lt;br /&gt;As qualidades humanas de D. Mariana Pontes eram objecto da maior admiração, sobretudo pelo desvelo com que tratava os mais desprotegidos pela sorte, tendo sempre para os indigentes uma esmola, um agasalho, um pão e até um abrigo. Pela estima e consideração de que usufruía entre os seus conterrâneos, tanto na freguesia de Paderne como na vila de Albufeira, não admira que por largos anos fosse a alma-mater e principal dirigente da Acção Católica e até de outras organizações de piedade e de assistência social. As suas inúmeras acções de benemerência e protecção á pobreza valeram-lhe o amor de todo um povo, que lhe chamava a “mãe dos pobres”.&lt;br /&gt;Era mãe de Laura Martins Pontes de Sousa Dias, do Dr. Salvador Rodrigues Martins Pontes, que foi notário em Grandola, e de José Martins Pontes Júnior, regente agrícola e conhecido proprietário em Loulé.&lt;br /&gt;Ao seu funeral compareceu quase na íntegra o povo de Paderne, principal visado nas suas acções de filantropia e benemerência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5154329010739014666?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5154329010739014666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/pontes-mariana-da-conceicao-rodrigues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5154329010739014666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5154329010739014666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/pontes-mariana-da-conceicao-rodrigues.html' title='PONTES, Mariana da Conceição Rodrigues Martins'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8250428722566054760</id><published>2011-01-23T14:23:00.000Z</published><updated>2011-01-23T14:24:11.922Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ORTIGÃO, Teresa Magallanes de ArandaRamalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Distintíssima senhora da melhor sociedade farense, nascida em Sevilha, na vizinha Andaluzia, e falecida em Faro a 15-9-1954, com 77 anos de idade.&lt;br /&gt;Descendia das mais ilustres famílias de Espanha, e pela linha varonil corriam-lhe ainda nas veias o sangue de Fernão de Magalhães, o famoso navegador da viagem de circum-navegação da terra.&lt;br /&gt;Veio para Faro em resultado do seu casamento com o não menos nobre e ilustre algarvio, o almirante António de Macedo Ramalho Ortigão, que amou profundamente e de quem teve insigne descendência. Além de esposa dedicada e de mãe virtuosa, foi também uma cidadã de notáveis qualidades de benemerência e filantropia, zelosa da protecção dos pobres, das crianças órfãs e das famílias sem sustento nem conforto. Por outro lado era uma mulher muito inteligente, culta e educada, que sempre marcou ao lado do marido a altiva presença da sua nobreza andaluza. Difícil era em qualquer acto público ou cerimónia privada, deixar de notar na sua beleza, no seu porte e na sua elegância de gesto e de movimento. Sem exagerar na riqueza dos vestidos, no exotismo dos perfumes, nos adereços ou nas jóias, com que geralmente se apresentava em público, o certo é que D. Teresa Ortigão cativava logo a atenção dos presentes, concitando no marido um redobrado brilho e até alguma inveja...&lt;br /&gt;Acima de tudo ficou conhecida na sociedade farense do seu tempo como uma bondosíssima senhora, inspirada nos mais puros sentimentos cristãos e numa irrepreensível conduta religiosa, presidindo com grande dedicação e até sacrifício dos seus bens à obra de Protecção às Raparigas, instituição que largamente beneficiou da sua protecção e esmola. Gratos pelos serviços prestados os restantes membros directivos, pouco antes do seu falecimento, inauguraram-lhe o retrato, numa singela homenagem de gratidão.&lt;br /&gt;Era mãe de D. Teresa Antónia Ramalho Ortigão Cosp e de D. Maria da Conceição Ramalho Ortigão de Mello Sampayo; era sogra do proprietário e industrial espanhol António Cosp y Corominas, e do Tenente-Coronel Manuel Vilhena de Mello Sampaio, que foi comandante do Regimento de Infantaria 4 aquartela do em Faro. Era avó de D. Maria da Conceição, D. Isabel Maria, D. Teresa Maria e Maria Antónia de Ortigão de Mello Sampayo, e dos srs. Manuel, Francisco, João Manuel, Ventura José e Luís Frederico, usando todos os nobre apelidos Ortigão de Mello Sampayo.&lt;br /&gt;Morreu, segundo creio, vítima de doença cancerosa que lhe minou o corpo de forma paulatina e irreversível, roubando a tão ilustre e bondosa senhora a dignidade própria da sua nobreza. O funeral foi uma sentida homenagem do povo farense àquela que foi uma das mais ilustres e mais dignas protectoras das crianças desvalidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8250428722566054760?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8250428722566054760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/ortigao-teresa-magallanes-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8250428722566054760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8250428722566054760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/ortigao-teresa-magallanes-de.html' title='ORTIGÃO, Teresa Magallanes de ArandaRamalho'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4208217143356554673</id><published>2011-01-19T18:22:00.001Z</published><updated>2011-01-19T18:25:55.679Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>FORMOSINHO, Maria José Barata</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local e senhora da melhor sociedade algarvia, descendente de algumas das mais ilustres e fidalgas famílias de Abrantes. Residiu a maior parte da sua vida em Lagos, onde viria a falecer a 21-5-1954, com 64 anos de idade. Era a esposa amantíssimo do Dr. José dos Santos Pimenta Formosinho, prestigiado intelectual e publicista lacobrigente, fundador e director do Museu Municipal de Lagos, que hoje muito justamente ostenta o seu nome.&lt;br /&gt;Muito considerada e admirada entre os seus conterrâneos D. Maria José Formosinho pertencia a várias organizações de piedade e de assistência social, dedicando o melhor do seu esforço aos mais desfavorecidos, sobretudo às crianças que cuidava com o maior desvelo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A prática do bem e a protecção dos indigentes constituiu a razão do seu viver, ainda que todos soubessem que não gozava da saúde necessária às constantes e cansativas solicitações de benemerência e filantropia.&lt;br /&gt;A sua morte causou a maior consternação entre as gentes do barlavento algarvio.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4208217143356554673?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4208217143356554673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/formosinho-maria-jose-barata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4208217143356554673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4208217143356554673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/formosinho-maria-jose-barata.html' title='FORMOSINHO, Maria José Barata'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5734360233417523902</id><published>2011-01-15T12:55:00.001Z</published><updated>2011-01-15T12:55:38.051Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ESPERANÇA, Adelaide Assis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caridosa senhora, dotada de grande vivacidade de espírito, brilhante inteligência e excepcionais qualidades humanas, que sofreu entrevada no leito uma prolongada e degradante doença, que a vitimaria a 29-11-1954, com 52 anos de idade. Era esposa do famoso escritor algarvio Júlio Assis Esperança, conceituado inspector da casa «Singer».&lt;br /&gt;Era mãe de D. Maria Fernanda da Silva Assis Esperança Costa e sogra de Henrique Costa. Por outro lado, era cunhada do ilustre publicista António Assis Esperança e do industrial Dário Pedro Assis Esperança.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5734360233417523902?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5734360233417523902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/esperanca-adelaide-assis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5734360233417523902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5734360233417523902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2011/01/esperanca-adelaide-assis.html' title='ESPERANÇA, Adelaide Assis'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3005566849007774111</id><published>2010-12-27T13:05:00.000Z</published><updated>2010-12-27T13:06:06.980Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>COSTA, Isabel Maria da Cruz de Brito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senhora muito bondosa e estimada em Estoi, sua aldeia natal onde sempre residiu e onde veio a falecer a 19-9-1954, com 69 anos de idade.&lt;br /&gt;Embora fosse uma senhora de excelsas qualidades humanas e cristãs, foi na companhia de seu esposo, o médico e poeta Augusto Emiliano da Costa, que mais e melhor se distinguiu, quer na assistência ao seu consultório, quer no apoio aos doentes mais pobres e às crianças desvalidas.&lt;br /&gt;Sucumbiu ao cabo de alguns meses a uma doença incurável, deixando o marido e todo o povo da sua aldeia natal na mais inconsolável saudade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3005566849007774111?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3005566849007774111/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/costa-isabel-maria-da-cruz-de-brito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3005566849007774111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3005566849007774111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/costa-isabel-maria-da-cruz-de-brito.html' title='COSTA, Isabel Maria da Cruz de Brito'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5651931846058099699</id><published>2010-12-22T16:40:00.000Z</published><updated>2010-12-22T16:41:06.506Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>BRITO, Maria Josefina Júdice Guerreiro de</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Distintíssima senhora da melhor sociedade algarvia, natural da freguesia de Pêra, que faleceu em Faro, onde residia desde há décadas, em 4-6-1954, com 86 anos de idade.&lt;br /&gt;Muito estimada pela sua lhaneza de trato e pela bondade de carácter, sobretudo pelos seus primorosos dotes de piedade e ternura pelos mais desfavorecidos. Toda a vida se ouviu falar do seu nome com estima e admiração, tendo juntamente com outras senhoras velado pelos pobres, combatendo a fome, o frio e a falta de lar das famílias mais carenciadas.&lt;br /&gt;Era viúva do ilustre Dr. José Luís de Brito, que como juiz exerceu em Faro e noutras comarcas do País, sempre com a maior dignidade e isenção, o múnus da magistratura. Era mãe das senhoras Lucília de Brito Pavão Leal e Laura de Brito de Bivar Weinholtz, viúva do ilustre museólogo Dr. Justino Henrique de Bivar Weinholtz, e dos senhores Almirante José Augusto Guerreiro de Brito, que foi chefe do Estado Maior Naval; Eng.º Anastácio Guerreiro de Brito e António Guerreiro de Brito, que na altura vivia na Bélgica. Era avó das senhoras Maria Filomena de Brito Leal de Bivar Weinholtz, Maria Lucília de Brito Leal Monteiro e Isabel Maria de Brito Bivar da Silva e Sabbo; e dos senhores Eng.º Manuel de Bivar Weinholtz, Dr. Luiz Frederico de Bivar Weinholtz, 1.º tenente da Armada José Luís Sales Henriques de Brito, João Artur Sales Henriques de Brito e António Sales Henriques Guerreiro de Brito. Para além destes seus ilustres e mui dignos descendentes, deixou ainda 14 bisnetos.&lt;br /&gt;Ficou sepultada em jazigo de família no cemitério de Pêra, tendo honrado o seu funeral a presença do Governador Civil do Distrito de Faro, eng.º Manuel de Mascarenhas Gaivão, ao lado do Comandante, e seu descendente, José Henriques de Brito, que representava o Ministro da Marinha, o Comandante Geral da Armada e o Director Geral da Marinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5651931846058099699?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5651931846058099699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/brito-maria-josefina-judice-guerreiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5651931846058099699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5651931846058099699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/brito-maria-josefina-judice-guerreiro.html' title='BRITO, Maria Josefina Júdice Guerreiro de'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6861724078992468232</id><published>2010-12-21T19:11:00.000Z</published><updated>2010-12-21T19:16:32.408Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>WEINHOLTZ, Maria Gabriela da Fonseca de Bivar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senhora da mais elevada sociedade farense e descendente das mais nobres e prestigiadas famílias algarvias. Era natural de Faro, onde faleceu a 5-5-1950, com 53 anos de idade. Era a esposa do conhecido e muito estimado Raul Cúmano de Bivar Weinholt, vereador na Câmara de Faro e presidente da Comissão Municipal de Turismo.&lt;br /&gt;Dotada de uma educação esmerada, aliava a sua superior inteligência a um soberbo porte de nobreza, quer nos sentimentos como nas atitudes sociais, dedicando-se a obras de solidariedade para com os mais desprotegidos, com especial incidência nas crianças e nas mulheres pobres. As crianças do asilo de Santa Isabel em Faro foram objecto permanente do seu desvelo.&lt;br /&gt;Gozava da mais profunda estima do povo farense, não só pelas suas origens como também pelas suas actividades de benemerência, auxiliando os desfavorecidos com boa parte dos seus bens de fortuna. Do seu finíssimo espírito e preclaras virtudes nasceu em torno do seu nome e da sua casa um ambiente de bondade e uma fama de santidade, que o povo animava a todo o momento com a divulgação de novos gestos de altruísmo e inimitável generosidade.&lt;br /&gt;Um ano antes de falecer declarou-se-lhe uma doença incurável, com a qual lutou com grande coragem, padecendo de doloroso sofrimento que o povo foi acompanhando com indescritível tristeza. Por isso quando faleceu teve o maior enterro de que havia memória na cidade. As senhoras mais ilustres da sociedade algarvia, concentraram-se junto ao féretro, acompanhadas pelos representantes das principais instituições e autoridades locais. O município mandou colocar as bandeiras a meia haste em sinal de luto e em respeito à memória da sua ínclita cidadã.&lt;br /&gt;Era filha de D. Maria Teresa Eusébio da Fonseca e do conhecido industrial José Alexandre da Fonseca, figura de proa da sociedade farense. Era irmã de D. Maria Teresa Fonseca Leal de Oliveira, do industrial José Alexandre Eusébio da Fonseca, do Dr. Manuel Eusébio da Fonseca, do major do Estado Maior, Jorge Eusébio da Fonseca e do comandante Henrique Eusébio da Fonseca, que foi capitão do porto de Olhão.&lt;br /&gt;Era mãe de D. Isabel Luísa Fonseca de Bivar Azevedo e de José Manuel Fonseca de Bivar Weinholtz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6861724078992468232?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6861724078992468232/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/weinholtz-maria-gabriela-da-fonseca-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6861724078992468232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6861724078992468232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/weinholtz-maria-gabriela-da-fonseca-de.html' title='WEINHOLTZ, Maria Gabriela da Fonseca de Bivar'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1916893067361306217</id><published>2010-12-17T19:57:00.001Z</published><updated>2010-12-17T19:57:35.108Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>WEINHOLTZ, Maria Francisca Ribeiro de Carvalho Bivar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ilustre benemérita e dama da mais nobre estirpe nacional, nascida em terras nortenhas, e falecida em Portimão, a 15-1-1946, com 84 anos de idade.&lt;br /&gt;Veio para o Algarve como esposa do engenheiro agrónomo Francisco de Bivar Weinholtz, também ele pertencente a uma das mais notáveis e tradicionais famílias algarvias, grande benemérito local, estudioso e intelectual, a quem a cidade de Portimão muito ficou devendo.&lt;br /&gt;Uma irmã de D. Maria Francisca havia-se ligado também em Portimão à família Maravilhas, de não menos tradição e popularidade local.&lt;br /&gt;Foi sempre uma bondosíssima senhora, verdadeira protectora dos pobres, tendo nesse sentido presidido durante largos anos à Associação de Caridade de Portimão, financiando várias das iniciativas que ela própria promoveu em benefício dos mais desafortunados. Por essa razão é que o governo a condecorou com o oficialato da Ordem de Benemerência.&lt;br /&gt;O seu funeral transformou-se numa das mais comoventes manifestações de pesar jamais vistas no Algarve, tendo a autarquia decretado luto municipal.&lt;br /&gt;Acresce dizer que o município portimonense, após o falecimento de D. Maria Francisca, entrou imediatamente na posse do chamado palácio Bivar, que por morte de seu marido, e com sua absoluta concordância, coube em partilhas a seu sobrinho, Manuel de Almeida Coelho de Bivar, que por sua vez, no cumprimento dos desejos expressos pelo tio, o doou à Câmara para ser transformado num Hospital, num asilo ou em qualquer instituição de beneficência local.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1916893067361306217?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1916893067361306217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/weinholtz-maria-francisca-ribeiro-de.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1916893067361306217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1916893067361306217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/weinholtz-maria-francisca-ribeiro-de.html' title='WEINHOLTZ, Maria Francisca Ribeiro de Carvalho Bivar'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-54898668647226707</id><published>2010-12-16T16:01:00.001Z</published><updated>2010-12-16T16:01:56.129Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>VARGAS, Maria da Conceição Santinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local, faleceu em S. Marcos da Serra, vítima de congestão cerebral, a 16-1-1950, com 57 anos de idade.&lt;br /&gt;Bondosíssima senhora, alma de eleição pela sua generosidade e benemerência, sempre preocupada com os desvalidos, que tratou e protegeu de uma forma a todos os títulos exemplar. O facto de ter sido muito esmoler e condoída para com os mais desafortunados, fizeram com que o povo a tratasse como a “Mãe dos Pobres”, devido aos gestos e atitudes que tomou em favor dos indigentes. Aliás, nesse sentido merece salientar o facto de haver doado um vasto terreno no qual se construiu a residência do médico e as instalações da farmácia de S. Marcos da Serra, na altura pouco mais do que uma vilória esquecida no mapa.&lt;br /&gt;Era casada com o abastado proprietário e industrial José Ventura Vargas, de quem teve dois filhos: Mário Santinho Vargas e de José Santinho Vargas.&lt;br /&gt;O seu funeral foi a maior manifestação de pesar que algum dia se realizou naquela vila.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-54898668647226707?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/54898668647226707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/vargas-maria-da-conceicao-santinho.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/54898668647226707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/54898668647226707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/vargas-maria-da-conceicao-santinho.html' title='VARGAS, Maria da Conceição Santinho'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-533549154046370262</id><published>2010-12-14T16:17:00.000Z</published><updated>2010-12-14T16:21:21.860Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>TENGARRINHA, Teresa de Jesus Marques do Carmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em 1895, na vila de Monchique, e faleceu, de doença incurável, na sua residência de Portimão, a 31-12-1956.&lt;br /&gt;Era uma senhora de reconhecidos dotes para as artes, embora fosse também grande apreciadora das Belas Letras. Casou-se com José Mendes Tengarrinha Júnior, agente do Banco de Portugal na cidade de Portimão, onde era muito estimado e apreciado pela sua educação, honradez e lisura de trato.&lt;br /&gt;Era irmã de D. Maria Isabel Marques do Carmo de Oliveira Correia e do Dr. José Marques do Carmo, juiz desembargador muito conceituado na capital.&lt;br /&gt;Foi mãe, extremosa e dedicada na apurada educação de seus dois filhos, que se tornariam notáveis cidadãos e reconhecidas figuras públicas na área da política, da cultura e da educação, refiro-me à Dr.ª Maria Margarida do Carmo Tengarrinha e ao Prof. Doutor José Manuel Marques do Carmo Tengarrinha.&lt;br /&gt;Encontra-se sepultada no cemitério de Monchique.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-533549154046370262?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/533549154046370262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/tengarrinha-teresa-de-jesus-marques-do.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/533549154046370262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/533549154046370262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/tengarrinha-teresa-de-jesus-marques-do.html' title='TENGARRINHA, Teresa de Jesus Marques do Carmo'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-927691306402942973</id><published>2010-12-13T23:20:00.000Z</published><updated>2010-12-13T23:21:47.351Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>SOARES, Mariana Pacheco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pianista e compositora, natural de Faro, onde faleceu a 26-6-1951, com 91 anos de idade.&lt;br /&gt;Distintíssima senhora, de esmerada educação e bondosíssimo carácter, uma das principais figuras femininas de Faro do princípio do século XX.&lt;br /&gt;Exerceu o magistério da música durante mais de sessenta anos, educando gerações sucessivas de jovens oriundos das melhores famílias locais. Além da docência dedicou-se também à difícil arte da composição, escrevendo partituras de grande nível e exigente execução. No decurso dos anos foi granjeando a admiração e o prestígio dos seus conterrâneos, a ponto de se tornar numa venerável artista, uma espécie de patriarca da cultura musical algarvia.&lt;br /&gt;As suas composições musicais foram publicadas e comercializadas pelas melhores casas da especialidade em Lisboa. Algumas dessas músicas foram escritas com objectivos pedagógico-didácticos, razão pela qual foram adoptadas em muitas escolas de instrução musical, tornando-se o seu nome muito admirado em todo o país.&lt;br /&gt;Foi mãe da também distintíssima pianista D. Maria Isabel Pacheco Soares que o Algarve tanto admirou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-927691306402942973?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/927691306402942973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/soares-mariana-pacheco.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/927691306402942973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/927691306402942973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/soares-mariana-pacheco.html' title='SOARES, Mariana Pacheco'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1768320421814089269</id><published>2010-12-11T00:10:00.000Z</published><updated>2010-12-11T00:12:13.371Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>SANCHO, Maria Dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Natural de S. Brás de Alportel, faleceu em Faro, a 28-9-1946, com 84 anos de idade. Senhora dotada de grande inteligência e com uma enorme sensibilidade para as artes. Ciente das perspectivas do futuro, e sobretudo das oportunidades suscitadas após a implantação da República, tratou de mandar educar os filhos, enviando-os para Faro e depois para Lisboa, onde todos deram boa conta das suas qualidades morais e intelectuais. Teve aliás o mesmo procedimento em relação aos netos, cujo sucesso foi igualmente notável no panorama intelectual português.&lt;br /&gt;Por outro lado, D. Maria Sancho preocupou-se com a administração das suas propriedades e com os negócios do marido, sem nunca descurar os mais desprotegidos, de tal forma que distribuía regularmente avultadas esmolas pelos pobres e pelas instituições locais de beneficência social.&lt;br /&gt;Acresce dizer que era mãe do escritor, então já falecido, José Dias Sancho e de D. Adelina Dias Sancho Nobre, casada com o Dr. João da Silva Nobre, em cuja residência faleceu, confortada pelo carinho dos seus familiares.&lt;br /&gt;Era avó de Maria Júlia e Maria Spiridinova Dias Nobre, do artista João Nobre, do publicista e escritor Roberto Nobre, do Dr. José de Sousa Uva, que foi advogado em Faro, e do Dr. Alberto Dias de Sousa Uva, que residindo na cidade do Porto foi professor liceal e jornalista consagrado, chegando mesmo a ser director do diário «Primeiro de Janeiro». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1768320421814089269?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1768320421814089269/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/sancho-maria-dias.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1768320421814089269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1768320421814089269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/12/sancho-maria-dias.html' title='SANCHO, Maria Dias'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2271580803734660865</id><published>2010-11-19T12:31:00.003Z</published><updated>2010-11-19T13:32:18.263Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos sobre LITERATURA PORTUGUESA'/><title type='text'>O Homem que incendiou a Casa de Camilo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em 1916 ocorreu um violento incêndio na freguesia de São Miguel de Seide, concelho de Vila Nova de Famalicão, precisamente na então designada "Casa Amarela", ou seja na velha mansarda que serviu de residência ao escritor Camilo Castelo Branco. Esse desastroso sinistro, que praticamente reduziria a escombros a notável habitação do emérito romancista, foi por muitos dos seus biógrafos considerado como um dos mais tristes episódios do itinerário camiliano. Nunca se chegaram a apurar as verdadeiras responsabilidades sobre a autoria do sinistro, pelo que na época chegou a correr em surdina que se tratara de uma vingança dos Farias (gente agressiva, virulenta e perigosa, a quem Camilo, nos seus romances, atribuíra vários crimes e atrocidades pouco abonatórios e bastante depreciativos do bom nome dessa família), cujos antigos ódios nunca se apaziguaram, nem mesmo depois do passamento do insigne romancista. Foi nessa residência, de grande imponência para o meio rural em que se achava inserida, que Camilo escreveu grande parte da sua obra literária, tendo nela sofrido os dissabores da vida e as agruras da progressiva cegueira, que o levariam ao dramático desfecho do suicídio. Nessa imponente "Casa Amarela", hoje Museu Camiliano, viveu e morreu aquele a que os seus biógrafos se referiam como o "torturado de Seide", pois que foi na freguesia de São Miguel de Seide que sofreu amargamente o desgosto de sentir o lento mas irreversível evoluir da doença crónica que o arrastaria para a perda total da visão, privando-o de desfrutar da leitura e, sobretudo, da escrita que sempre foi a sua única enxada para o sustento da vida.&lt;br /&gt;Mas apesar das versões de vingança que durante anos se expendiram sobre o incêndio da casa de Camilo, o certo é que tudo não passou de um triste e involuntário incidente, que o seu próprio autor ocultou quase ate ao fim da vida. Mas, no princípio da década de oitenta do século passado, sentindo que a chama da vida já se lhe estava a extinguir, o inocente incendiário da Casa de Camilo chamou-me à sua presença para me contar a real versão dos factos, a qual, por sua vontade, escrevi e publiquei no vespertino «Diário de Notícias»&lt;br /&gt;Passados todos estes anos resolvi agora exumar dos meus papéis e recortes de imprensa esse velho artigo que aqui deixo transcrito, na expectativa de que o mesmo possa ser útil aos estudiosos da obra camiliana.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="width:477px" id="__ss_5834086"&gt;&lt;strong style="display:block;margin:12px 0 4px"&gt;&lt;a href="http://www.slideshare.net/jocavime/o-homem-que-incendiou-a-casa-de-camilo-5834086" title="O homem que incendiou a casa de camilo"&gt;O homem que incendiou a casa de camilo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;object id="__sse5834086" width="477" height="510"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=ohomemqueincendiouacasadecamilo-101119062548-phpapp01&amp;stripped_title=o-homem-que-incendiou-a-casa-de-camilo-5834086&amp;userName=jocavime" /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;embed name="__sse5834086" src="http://static.slidesharecdn.com/swf/doc_player.swf?doc=ohomemqueincendiouacasadecamilo-101119062548-phpapp01&amp;stripped_title=o-homem-que-incendiou-a-casa-de-camilo-5834086&amp;userName=jocavime" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="477" height="510"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="padding:5px 0 12px"&gt;View more &lt;a href="http://www.slideshare.net/"&gt;documents&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://www.slideshare.net/jocavime"&gt;jocavime&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2271580803734660865?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2271580803734660865/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/11/o-homem-que-incendiou-casa-de-camilo.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2271580803734660865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2271580803734660865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/11/o-homem-que-incendiou-casa-de-camilo.html' title='O Homem que incendiou a Casa de Camilo'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4555030048004207050</id><published>2010-10-30T15:05:00.006+01:00</published><updated>2010-10-30T15:17:48.161+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>Peste em Tavira no século XVII e o auxílio dos Franciscanos no seu combate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O surto pestífero que assolou o Algarve em 1646 foi trazido por um “navio de courama” oriundo do Norte de África que entrando pela foz do Gilão aportou junto à ponte de Tavira. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwneA9EVPI/AAAAAAAAAnY/BM4ejz-qoWA/s1600/Quadr+da+Peste.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533841438737192178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwneA9EVPI/AAAAAAAAAnY/BM4ejz-qoWA/s400/Quadr+da+Peste.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A enfermidade espalhou-se imediatamente pela população dizimando a maior parte dos seus moradores. Dizem os relatos da época, certamente com grande exagero, que nessa altura, e só na cidade de Tavira, pereceram 5000 pessoas, não havendo chão sagrado que chegasse para soterrar tantas vítimas. E o desastre só não foi maior porque os frades franciscanos saíram do seu convento em auxílio dos pestíferos, providenciando-lhes conforto humano e religioso, fornecendo-lhes alimentos, agasalhos e até alguns poucos medicamentos, porque o contágio foi de tal forma acelerado que não subsistiam curativos médicos nem mesinhas caseiras que chegassem para acudir a tantos doentes. &lt;br /&gt;O sacrifício dos padres franciscanos revelou-se inexcedível e eficaz, mas para isso tiveram de pagar um preço demasiado alto em vidas humanas, contando-se entre as vítimas alguns dos mais n&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwno8MUICI/AAAAAAAAAng/lzPfaogs_1c/s1600/peste_negra.jpg"&gt;&lt;/a&gt;otáveis religiosos da Província da Piedade no Algarve. Lembro por exemplo o próprio Guardião do Convento, Frei Luiz de Beringel, que foi Pregador de grande reputação e não menos afamado Teólogo que morreu em cheiro de santidade. Mas também não devemos esquecer entre as vítimas da peste o n&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwoA3SXqZI/AAAAAAAAAno/B8k8KotMgu4/s1600/peste_negra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533842037437606290" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwoA3SXqZI/AAAAAAAAAno/B8k8KotMgu4/s400/peste_negra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;otável Frei André de Cernache, que foi Confessor e decano do convento, muito querido entre o povo de Tavira pelas suas qualidades morais e sobretudo pelas suas manifestações de bondade. A eles se juntaram, no infortúnio da morte, outros religiosos, nomeadamente o Confessor Frei Manoel de Estremoz, Frei Basílio da Pedreira e Frei Luiz de Vila de Frades, ambos irmãos leigos. Estes frades foram inexcedíveis na sua dedicação aos habitantes da cidade, mostrando total despojamento pelas suas próprias vidas, pois que se expuseram ao contágio, acolhendo os doentes na Casa da Saúde da cidade, cujas ruas e praças ficaram quase desertas pelo terror da mortandade, num silêncio fúnebre e tenebroso, só entrecortado pelo som das campainhas que os pestíferos traziam ao peito para anunciarem a sua passagem.&lt;br /&gt;Convém acrescentar que existiam naquela cidade cerca de três conventos, mas nenhum deles quis associar-se aos irmãos de S. Francisco com medo de perecerem no contágio da peste, facto que suscitou do rei D. João IV o seguinte desabafo: «Os meus frades (assim chamava sempre aos da Piedade) são bons religiosos, esperão a morte a pé quedo e não desamparão seus conventos».&lt;br /&gt;Durante esse fatídico ano de 1646 a peste circunscreveu-se apenas à cidade de Tavira, mas nos anos seguintes estendeu-se a outras localidades do Algarve, principalmente&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwoPV5lnUI/AAAAAAAAAnw/18Ot2fVsJ7U/s1600/Peste+negra+na+Italia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533842286173330754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 265px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwoPV5lnUI/AAAAAAAAAnw/18Ot2fVsJ7U/s400/Peste+negra+na+Italia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; a Faro, Loulé e Lagos, escapando milagrosamente Vila Nova de Portimão. E no heróico combate ao surto pestífero sempre se distinguiram os frades franciscanos, havendo até a registar o facto do povo de Portimão não querer deixar que os seus frades fossem acudir os seus irmãos religiosos no denodado esforço de lutarem contra o desenvolvimento do surto epidémico.&lt;br /&gt;Perante o flagelo, el-rei D. João IV mandou de Lisboa ao Algarve os seus cirurgiões estrangeiros mais experimentados na cura desta epidemia, assim como medicamentos, boticários e enfermeiros especializados no combate ao contágio. Curiosamente estes emissários reais vinham todos destinados ao convento de franciscanos de Vila Nova de Portimão, cujo Guardião os mandava distribuir pelas várias localidades do Algarve, conforme achasse mais conveniente.&lt;br /&gt;Pouco depois dava-se por extinto o surto epidémico em todo o Reino do Algarve, não chegando, felizmente, a estender-se o contágio à província do Alentejo. Todavia, e apesar dos seus nefastos resultados, desconhece-se ainda hoje o número, certo ou aproximado, das vítimas da peste no Algarve. Presumo que tenham sido alguns milhares.&lt;br /&gt;Para se saber mais acerca deste surto epidémico, dos seus perniciosos estragos e, sobretudo, do esforço evidenciado pelos frades franciscanos no combate ao contágio, veja-se, como fonte histórica, a obra de Frei Manoel de Monforte, &lt;em&gt;Chronica da Província da Piedade, Primeira Capucha de Toda a Ordem, &amp;amp; Regular Observância de Nosso Seraphico Padre Francisco&lt;/em&gt;, Lisboa, Officina de Miguel Deslandes, impressor de Sua Magestade, 1696, pp. 752-755.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4555030048004207050?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4555030048004207050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/10/peste-em-tavira-no-seculo-xvii-e-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4555030048004207050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4555030048004207050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/10/peste-em-tavira-no-seculo-xvii-e-o.html' title='Peste em Tavira no século XVII e o auxílio dos Franciscanos no seu combate'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwneA9EVPI/AAAAAAAAAnY/BM4ejz-qoWA/s72-c/Quadr+da+Peste.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3785456899195933590</id><published>2010-10-30T14:35:00.004+01:00</published><updated>2010-10-30T14:44:25.315+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>João de Deus e a sua colaboração no «Bejense»</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O poeta João de Deus, talvez nem toda a gente o saiba, colaborou assiduamente, em prosa e em verso, no semanário «O Bejense», órgão local do Par&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwgjP3jGrI/AAAAAAAAAnI/5coggeJQOlQ/s1600/joao_de_deus.jpg"&gt;&lt;/a&gt;tido Regenerador, em cujas colunas &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwgxh0Ep-I/AAAAAAAAAnQ/fxULfZ1WHfE/s1600/joao_de_deus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533834077393954786" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 328px; CURSOR: hand; HEIGHT: 353px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwgxh0Ep-I/AAAAAAAAAnQ/fxULfZ1WHfE/s400/joao_de_deus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;publicou durante vários anos alguns dos seus mais belos poemas, assim como belíssimas quadras de inspiração popular. Mas o mais importante é que algumas dessas notáveis produções poéticas foram recolhidas num pequeno, mas não menos interessante, livrinho da autoria de Rodrigo Veloso, que saiu a público com o título de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Algumas Poesias pouco conhecidas de João de Deus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, cuja edição teve apenas uma centena de exemplares (20 em papel de linho e 80 em papel vulgar) com anotações de Rodrigo Veloso, precedidas de um artigo de Antero de Quental intitulado «Divino Antero». Não esqueçamos que Antero dedicou o seu livro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sonetos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, publicado em 1861, ao poeta João de Deus, de quem foi grande amigo e dedicado colega na Universidade de Coimbra.&lt;br /&gt;O livrinho acima citado, de que existe um único exemplar, que tive a oportunidade de manusear, na Secção de Reservados da Biblioteca Nacional (antes de Lisboa e agora designada de Portugal), com o n.º 24 da edição de 100 que, diga-se em abono da verdade, nunca chegou a entrar no mercado comercial, tem, entre outras, um quadra que considerei verdadeiramente lapidar por ser dedicada ao Algarve, a qual no fundo é uma espécie de retrato da flor da amendoeira:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abre a flor à luz que a enleva&lt;br /&gt;Seu cálix cheio d’amor&lt;br /&gt;E o sol nasce, passa e leva&lt;br /&gt;Consigo perfume e flor.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta quadra é, como já disse, dedicada à flor da amendoeira, a qual, importa ressaltar que neste livrinho considerada por João de Deus como sendo a flor sagrada do Algarve&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3785456899195933590?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3785456899195933590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/10/joao-de-deus-e-sua-colaboracao-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3785456899195933590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3785456899195933590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/10/joao-de-deus-e-sua-colaboracao-no.html' title='João de Deus e a sua colaboração no «Bejense»'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/TMwgxh0Ep-I/AAAAAAAAAnQ/fxULfZ1WHfE/s72-c/joao_de_deus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8178635158494467574</id><published>2010-10-23T14:59:00.001+01:00</published><updated>2010-10-23T15:17:56.069+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de LAGOS'/><title type='text'>Corrupção na Câmara de Lagos, em 1784</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;LACOBRIGENSE, é o pseudónimo do autor de uma obra poética de carácter épico-narrativo, inspirada no modelo crítico-jocoso dos finais do século XVIII, na qual se revelam procedimentos da administração local relacionados com actos de corrupção, de enriquecimento indevido (locupletação) e de arbitrariedade política.&lt;br /&gt;Na verdade, a obra intitulada A / MINISTRADA / Poema / critico / dado á luz / Por hum amador da tranquilidade lacobri- / gence. Anno / MDCCLXXXIV, é um poema narrativo, que se encontra dividido em seis cantos, preenchidos por estrofes de alexandrinos no género estilístico das obras clássicas. Têm porém um estrito sentido descritivo e exegético dos acontecimentos que suscitaram um generalizado motim popular dos moradores da cidade de Lagos contra as autoridades que exerciam a administração municipal, especialmente contra as arbitrariedades ditatoriais de um vereador em particular e do respectivo Juiz de Fora.&lt;br /&gt;Todos os factos e personagens discriminados nesta obra poética são identificados e clarificados ao leitor com dezenas de notas que figuram no fim de cada canto. Basta esse simples aspecto para poder considerar-se esta obra poética como uma fonte de inegável interesse histórico. Por outro lado, ainda que se trate de um obra literária, e no género poético, pouco aconselhável como fonte histórica, não podemos deixar de salientar que nela se relatam factos verídicos, narrados em tom crítico e, por vezes, jocozo, o que não invalida o seu interesse e necessidade de ser dado à estampa com a chancela da edilidade local, quanto mais não seja como homenagem ao seu talentoso, embora ignorado, autor, que era certamente um lacobrigense.&lt;br /&gt;Embora não tenha uma ideia de quem foi o seu autor, presumo que seria de apelido Vale, porque é essa a assinatura que aparece no fim da Introdução ao poema.&lt;br /&gt;Este livro manuscrito abre com uma breve «Introdução» que passamos a transcrever:&lt;br /&gt;«Os tumultos de Lagos originados das paixoens de alguns Ministros, como pela ellevação da Caza do Vereador Bento de Azevedo, tem sido objecto de rizo para huns, e de trabalhos para outros; mas de lastima para todos aquelles bons, e sinceros animos que se interessão no publico socego. A ultima dezordem que occazionou, e deu lugar a este pequeno Poêma, em que mais se observão as leis da verdade do que as Regras da Arte, se lhe fez de alguma utilidade, dando a conhecer os males e dezordens, a que nos conduz a discórdia, e a ambição, e preencherá o fim do seu Author, único e singular, que se propoz em ordenálo; e se alguém duvidar da variedade dos factos que nelle se apontão, o Author não tem duvida em apprezentar provas autenticas de todos elles, em qualquer Archivo, ou Livraria publica da Corte.»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta obra manuscrita poderá consultar-se na Biblioteca Nacional de Portugal, secção de Reservados, códice 6058.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8178635158494467574?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8178635158494467574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/10/corrupcao-na-camara-de-lagos-em-1784.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8178635158494467574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8178635158494467574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/10/corrupcao-na-camara-de-lagos-em-1784.html' title='Corrupção na Câmara de Lagos, em 1784'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4440038176218872009</id><published>2010-07-28T17:24:00.001+01:00</published><updated>2010-07-28T17:24:46.215+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>SOUSA, Manuela Gavilanes de</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Professora primária, natural de Faro, onde faleceu a 12-11-1953, com apenas 40 anos de idade.&lt;br /&gt;Era muito estimada pelos seus alunos, mas foi o seu belo carácter e as suas raras capacidades de trabalho que a distinguiram no conceito dos seus superiores hierárquicos e mesmo da sociedade farense. Tinha uma sólida formação moral e uma excelente preparação religiosa, pelo que era muito querida e enaltecida nos meios de maior elevação social, sendo mesmo apontada como um modelo a imitar pelas jovens estudantes do magistério Primário de Faro. Razões de saúde, mas também de competência profissional, suscitaram a sua requisição para os serviços de secretaria da Direcção do Distrito Escolar, onde se encontrava à data do seu precoce desaparecimento, o qual causou a maior consternação na cidade.&lt;br /&gt;Era filha de Adelaide de Sousa Gavilanes e de Joaquim Gavilanes Puente, de origem espanhola e já então falecido; tinha como irmãos Joaquina Gavilanes de Sousa, que era assistente social em Olhão, Emílio Gavilanes de Sousa, comerciante, e Fernando Gavilanes de Sousa, que era funcionário superior do Grémio dos Armadores de Pesca da Sardinha, radicado em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4440038176218872009?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4440038176218872009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/sousa-manuela-gavilanes-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4440038176218872009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4440038176218872009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/sousa-manuela-gavilanes-de.html' title='SOUSA, Manuela Gavilanes de'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6772971706079918214</id><published>2010-07-28T17:23:00.002+01:00</published><updated>2010-07-28T17:23:55.634+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>SOUSA, Alexandrina da Fonseca Salter de</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ilustre senhora da melhor sociedade farense, assídua frequentadora dos bailes do Clube farense e dos espectáculos do Teatro Lethes, onde se fazia notar pela nobreza da sua postura, soberba elegância e requintada educação.&lt;br /&gt;Creio que era natural de Faro, onde faleceu com 84 anos de idade nos finais de Abril de 1947. Foi casada com Alexandre Salter de Sousa, ilustre oficial da armada portuguesa que depois se dedicou à docência, sendo aliás um dos professores mais famosos do Liceu de Faro. Como matemático foi muito distinto e bastante admirado nos meios da sua especialidade.&lt;br /&gt;A delicada senhora era mãe de D. Amélia Salter de Sousa Belmarço e de Eduardo Salter de Sousa; era sogra do ilustre Vidal Belmarço, director do Banco do Algarve, e avó de Maria Luísa Salter Belmarço Rocheta, D. Maria Alexandrina Salter da Fonseca, do Dr. Manuel José da Fonseca e Fernando Belmarço; era tia de D. Gabriela Fonseca de Bivar, D. Maria Teresa da Fonseca Leal de Oliveira, D. Stela da Fonseca Lã, José Alexandre Eusébio da Fonseca, comandante Henrique Eusébio da Fonseca, capitão Jorge Eusébio da Fonseca e Dr. Manuel Eusébio da Fonseca. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6772971706079918214?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6772971706079918214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/sousa-alexandrina-da-fonseca-salter-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6772971706079918214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6772971706079918214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/sousa-alexandrina-da-fonseca-salter-de.html' title='SOUSA, Alexandrina da Fonseca Salter de'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5461667946545484783</id><published>2010-07-24T15:45:00.001+01:00</published><updated>2010-07-24T15:47:17.645+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>PESSOA, Júlia Chelmicki</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Figura notável da sociedade tavirense, que faleceu em Tavira nos princípios de Abril de 1947, com 91 anos de idade.&lt;br /&gt;Era filha do famoso general José Carlos Conrado Chelmicki, que foi um dos militares mais distintos do seu tempo, natural de Varsóvia, que faleceu em Tavira, em 1890.&lt;br /&gt;A ilustre senhora era madrasta de D. Ester Pessoa de Pádua Cruz, na companhia da qual sempre viveu em amor e harmonia, sendo tratada com o maior carinho e desvelo pela ilustre família Pessoa de Tavira, da qual também descende, como se sabe, o poeta da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mensagem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Era viúva de João Daniel Gil Pessoa e irmã de D. Josefina Chelmicki Samora, residente em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5461667946545484783?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5461667946545484783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/pessoa-julia-chelmicki.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5461667946545484783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5461667946545484783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/pessoa-julia-chelmicki.html' title='PESSOA, Júlia Chelmicki'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2327440328505516285</id><published>2010-07-23T12:50:00.001+01:00</published><updated>2010-07-23T12:50:47.453+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>DRAGO, Inês Maria de Azevedo e Silva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escritora e poetisa, nasceu em Loulé a 5-6-1860 e faleceu na sua residência de férias em Lagoa a 16-8-1947, com 87 anos de idade.&lt;br /&gt;Descendente de uma das mais distintas e prestigiadas famílias do Algarve, viveu a maior parte da sua vida em Lisboa, onde se distinguiu pela sua esmerada educação e rara eloquência, como dramaturga, poetisa e escritora.&lt;br /&gt;Era filha de D. Maria da Luz de Azevedo e Silva, natural de Loulé e prima de João de Azevedo Lobo, notável oficial do exército que se cobriu de glória nas campanhas de África, falecido em Novembro de 1947 na vila de Lagoa, com 73 anos de idade; e de a Sebastião Drago de Azevedo Lobo, natural de Lagoa onde possuía vastas propriedades e se notabilizou como presidente da Câmara Municipal.&lt;br /&gt;A instrução tradicional a que as meninas do seu tempo estavam sujeitas, isto é, aprender a ler e declamar em francês, pintar, tocar piano e bordar seda, era para a sua flamejante inteligência muito pouco, razão pela qual teve a ousadia de frequentar como ouvinte – já que como aluna lhe estava vedada a inscrição – as aulas da escola Politécnica de Lisboa, o que sendo caso raro foi também uma agradável surpresa para a época, constituindo um exemplo desbravador dos caminhos que as gerações seguintes haveriam de trilhar.&lt;br /&gt;Insatisfeita com a monotonia da vida procurou pacificar a alma no culto das musas, ao mesmo tempo que concentrava a sua erudição na escrita. Assim, deu à estampa em 1892 um drama em quatro actos intitulado A Pátria e o Coração, que teve a honra de ser acompanhado por um ilustre prefácio de Latino Coelho. Também sei que escreveu vários livros para crianças, nos géneros do teatro infantil, fábulas, pequenos contos moralistas e poesias de exaltação dos brios juvenis. Algumas dessas poesias foram musicadas para serem cantadas nas escolas e recreios infantis, sendo muitos dos seus versos decorados por sucessivas gerações. Alguns desses versos e cantigas ainda subsistiam na memória infantil muito depois da morte da sua autora.&lt;br /&gt;A ilustre escritora e poetisa, que tinha o maior orgulho em dizer-se algarvia, conservou-se absolutamente lúcida até ao fim da vida, escrevendo e lendo sem óculos, lembrando-se dos seus antepassados familiares e de muitos episódios da plácida e ronceira sociedade algarvia dos seus tempos de infância.&lt;br /&gt;Era uma verdadeira dama da antiga monarquia, um paradigma de ilustração e de civilidade, um modelo sem paralelo de que já não existem imitações.&lt;br /&gt;Tinha à data da morte ainda um irmão, Sebastião Drago de Azevedo Lobo, que da capital veio tomar contas da herança em Lagoa, e um primo. João de Azevedo Lobo, residente na capital, ambos obviamente já desaparecidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2327440328505516285?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2327440328505516285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/drago-ines-maria-de-azevedo-e-silva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2327440328505516285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2327440328505516285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/drago-ines-maria-de-azevedo-e-silva.html' title='DRAGO, Inês Maria de Azevedo e Silva'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7967185200528775666</id><published>2010-07-18T16:59:00.001+01:00</published><updated>2010-07-18T16:59:49.169+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>PERIER, Brites Pais de Mendonça d’Ayet du</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais distintas figuras da sociedade farense do seu tempo. Mulher ilustrada e de nobres origens, faleceu em Albufeira, com 78 anos de idade, a 21-12-1928. Viveu no Algarve uma grande parte da sua vida por razões de saúde, visto que sofria de uma pertinaz doença que a perseguiu e torturou durante quase toda a sua longa existência.&lt;br /&gt;Imponente e impressionante dama, que marcava posição em qualquer roda de amigos pela sua relampejante inteligência e sólida cultura, refinada educação, boas maneiras, coração magnânimo de filantropia e benemerência, dotes que herdou das famílias nobres de que era originária. Com efeito, D. Brites du Perier descendia em linha recta dos Barões du Perier, nobres da mais pura linhagem, senhores feudais das ilhas de Hiéres. Era tia-avó de D. Branca d’Ayet de Senna Cabral, de D. Maria Francisca Leotte d’Ayet du Perier e de Luiz Carlos Leotte de Mendonça d’Ayet du Perier, residentes no Porto, mais precisamente na Foz do Douro, e ainda de Casimiro de Mascarenhas Leotte, que se havia fixado em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7967185200528775666?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7967185200528775666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/perier-brites-pais-de-mendonca-dayet-du.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7967185200528775666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7967185200528775666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/perier-brites-pais-de-mendonca-dayet-du.html' title='PERIER, Brites Pais de Mendonça d’Ayet du'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5824291960244732795</id><published>2010-07-18T16:56:00.000+01:00</published><updated>2010-07-18T16:57:56.898+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>PASSOS, Maria Joaquina Dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era natural de São Brás de Alportel, onde faleceu com 69 anos de idade em 27-12-1921, ao tempo viúva de Bernardo Rodrigues de Passos, um dos comerciantes mais honrados e inteligentes daquela progressiva vila industrial. Era mãe extremosa, mas também muito ciosa da educação dos seus filhos, nomeadamente do poeta Bernardo de Passo e o escritor Boaventura Passos. As suas filhas, de entre as quais se destacava a escultora Rosalina de Passos, casaram-se com Virgílio de Passos, Francisco Romão Carvalho e António Passos Chaves, dos quais era sogra. Era tia do jornalista e escritor José Dias Sancho.&lt;br /&gt;As suas notáveis qualidades humanas evidenciavam-se na forma como tratava os mais desafortunados, nos quais inclusivamente delegou a incumbência de transportarem a sua urna durante um dos mais concorridos funerais daquele tempo, que por sua determinação não teve qualquer pompa nem circunstância.&lt;br /&gt;O seu filho Bernardo de Passos, com quem vivia grande parte do ano, ficou completamente destroçado, não aguentando por muito tempo tão dolorosa separação.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5824291960244732795?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5824291960244732795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/passos-maria-joaquina-dias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5824291960244732795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5824291960244732795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/07/passos-maria-joaquina-dias.html' title='PASSOS, Maria Joaquina Dias'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1068596641432900681</id><published>2010-06-16T22:42:00.001+01:00</published><updated>2010-06-16T22:42:44.576+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>PALMA, Maria Mendonça Coelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senhora da primeira sociedade farense, faleceu, após prolongada doença, a 30-1-1937, com apenas 45 anos de idade.&lt;br /&gt;Foi a primeira esposa do Dr. Joaquim Rita da Palma, um dos principais advogados de Faro; era sobrinha do Dr. José Francisco de Paula Mendonça, chefe da secretaria judicial de Faro; e mãe de D. Marília Mendonça Coelho Palma.&lt;br /&gt;Ficou sepultada no cemitério de Estoi.&lt;br /&gt;Na altura do seu falecimento estava em construção a magnífica vivenda situada na rua Justino Cúmano e que tem o nome de “Vivenda Marília”, que é uma das mais bonitas de Faro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1068596641432900681?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1068596641432900681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/palma-maria-mendonca-coelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1068596641432900681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1068596641432900681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/palma-maria-mendonca-coelho.html' title='PALMA, Maria Mendonça Coelho'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4283090304014858399</id><published>2010-06-16T22:40:00.001+01:00</published><updated>2010-06-16T22:40:59.592+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>PALERMO, Maria Lizarda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local, nasceu em Moncarapacho, onde viveu até à morte ocorrida em meados de Fevereiro de 1953, quando tinha 52 anos de idade. Era filha de José Luís Palermo, um dos mais abastados proprietários da região, que havia falecido poucos meses antes.&lt;br /&gt;Na altura do seu precoce falecimento encontrava-se órfã e sem descendentes, pois que por razões de desvelo familiar dedicara-se inteiramente aos pais, descurando em absoluto a possibilidade de se casar. É certo que ao tempo não havia grande escolha de pretendentes, pois que seus meios de fortuna eram bastante significativos, receando os seus progenitores um casamento desigual e meramente por interesses económicos. Ficou, por isso, solteira, muito agarrada aos pais e amiga da Igreja.&lt;br /&gt;Não admira que no leito de morte legasse quase toda a sua notável fortuna à Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho, que a partir daí passou a ter um invejável rendimento anual. Também alguns amigos e sobretudo os pobres da aldeias receberam à sua morte largas esmolas.&lt;br /&gt;Maria Lizarda Palermo foi uma senhora de rara bondade, extremamente esmoler e piedosa para com os mais desfavorecidos, sendo por isso uma benemérita local que o povo de Moncarapacho jamais poderá esquecer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4283090304014858399?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4283090304014858399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/palermo-maria-lizarda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4283090304014858399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4283090304014858399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/palermo-maria-lizarda.html' title='PALERMO, Maria Lizarda'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8034529791955263363</id><published>2010-06-15T22:46:00.001+01:00</published><updated>2010-06-15T22:48:14.645+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ORTIGÃO Peres, Mariana Ramalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Faro e faleceu em Lisboa, a 25-7-1933, com 85 anos de idade. Era filha do advogado e notável político farense Dr. José Macedo de Ramalho Ortigão e de D. Tereza Augusta de Abreu Reis Duarte Ortigão, senhora da maior notoriedade na sociedade farense pela sua generosidade e filantropia, educadora e protectora dos desvalidos, razão pela qual tem o seu nome gravado numa das artérias do burgo. Deste ilustre e nobre casal nasceram onze filhos, sendo D. Mariana a segunda dessa ilustre prole, cuja bondade e natural generosidade deixou indeléveis marcas na memória dos mais desfavorecidos.&lt;br /&gt;Foi casada, e estava viúva à data do seu passamento, com João Gomes Domingos Peres, figura notável de honestidade e competência profissional, que durante largos anos desempenhou as funções de Tesoureiro de Finanças na cidade de Silves. Como possuía avultados bens em Alcantarilha, fixou a sua residência naquela ridente freguesia do barlavento algarvio.&lt;br /&gt;Era mãe de Ildefonso Ortigão Peres, António Ortigão Peres e do, então já falecido, coronel João Ortigão Peres, que foi adido militar na legação de Portugal em Paris.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8034529791955263363?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8034529791955263363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/ortigao-peres-mariana-ramalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8034529791955263363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8034529791955263363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/ortigao-peres-mariana-ramalho.html' title='ORTIGÃO Peres, Mariana Ramalho'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5588151981604986410</id><published>2010-06-15T22:43:00.000+01:00</published><updated>2010-06-15T22:44:24.110+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ORTIGÃO, Maria del Carmen Roldan Ramalho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ilustre senhora da melhor sociedade algarvia, natural de Faro, onde também faleceu a 13-7-1948, com 88 anos de idade.&lt;br /&gt;Dotada das mais preclaras virtudes e de uma ilustrada educação moral e intelectual, dedicou grande parte da sua vida às obras pias, nomeadamente à Obra de Protecção às Raparigas, para a qual canalizou avultadas esmolas. O seu espírito afável e bondoso tornou-se num modelo a imitar na sociedade do seu tempo.&lt;br /&gt;Era a viúva do general José de Abreu Macedo Ortigão, que foi uma das mais prestigiadas figuras do Algarve. Foi mãe do Dr. Miguel Roldan Ramalho Ortigão, que foi antigo Governador Civil do Distrito de Faro e sogra de D. Maria Amélia Ramalho Ortigão, também uma das mais notáveis damas da sociedade do seu tempo. Era avó de D. Maria Manuela, D. Maria Tereza, D. Maria Dora Ramalho Ortigão, e do Dr. Henrique José Ramalho Ortigão, que foi delegado procurador da República junto do Tribunal da Execução das Penas de Lisboa.&lt;br /&gt;Era irmã do então já falecido eng.º Manuel Roldan y Pego e tia das Sr.as D. Maria Izabel Bravo Roldan de Ramires, casada com o eng.º Sebastião Ramires que foi deputado pelo Algarve; e D. Valentina Bravo Roldan Dourado, casada com Jaime Dourado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5588151981604986410?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5588151981604986410/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/ortigao-maria-del-carmen-roldan-ramalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5588151981604986410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5588151981604986410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/ortigao-maria-del-carmen-roldan-ramalho.html' title='ORTIGÃO, Maria del Carmen Roldan Ramalho'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8623239711921563624</id><published>2010-06-14T23:23:00.000+01:00</published><updated>2010-06-14T23:25:17.787+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>NOGUEIRA, Maria da Conceição Corte-Real Moniz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senhora das mais fidalgas origens e da elite farense, nasceu em 1914 em Vila Nova de Portimão e faleceu em Faro, onde residia, a 31-12-1953, com apenas 39 anos de idade. Era enteada de D. Maria Luísa Leote do Rego Mendonça Corte-Real e filha do, então já falecido, médico Dr. Francisco Vito de Mendonça Corte Real, que foi uma das figuras de maior relevo na sociedade algarvio nos finais de Oitocentos.&lt;br /&gt;Foi esposa amantíssima do ilustre médico e publicista Dr. João Moniz Nogueira, na altura director da Casa de Saúde, da Aliança Francesa e presidente da Direcção Diocesana da Liga Católica.&lt;br /&gt;Pelas suas qualidades humanas e diamantino carácter desfrutava de grande estima no seio da sociedade farense, sendo presença constante junto das famílias mais carenciadas, levando ajuda material e uma palavra de conforto aos doentes e idosos. As crianças desvalidas, que sobreviviam em lastimável pobreza, eram também objecto da sua extremosa caridade. Pelo seu bondosíssimo coração fazia parte de várias instituições de caridade, de benemerência social e pertencia á direcção da Acção Católica em Faro.&lt;br /&gt;Deixou dois filhos, ainda crianças, que não se conformavam com tão precoce desenlace.&lt;br /&gt;A notícia do seu falecimento deixou a cidade em estado de choque, a ponto de várias festas e bailes de passagem de ano terem sido canceladas em sinal de luto e em respeito à sua memória. O seu funeral, realizado no dia 1 de Janeiro foi uma manifestação do mais sentido pesar, com a presença de centenas de pessoas oriundas de quase todo o Algarve. Por sua determinação ficou soterrada em campa rasa, como símbolo da sua humildade e desdouro pelas glórias terrenas.&lt;br /&gt;Era irmã de D. Francisca Castel-Branco de Mendonça Corte-Real Costa de Azevedo e de Francisco Castel Branco Corte-Real, que foi um dos mais abastados proprietários da cidade de Lagos; era cunhada do major Josino Francisco Costa de Azevedo, que foi professor do Colégio Militar de Lisboa; de Lucília Amália Libreiro de Mascarenhas Corte-Real; e de Joaquim Pedro da Silva Negrão, rico proprietário em Lagos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8623239711921563624?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8623239711921563624/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/nogueira-maria-da-conceicao-corte-real.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8623239711921563624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8623239711921563624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/nogueira-maria-da-conceicao-corte-real.html' title='NOGUEIRA, Maria da Conceição Corte-Real Moniz'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3661608882730370793</id><published>2010-06-13T13:44:00.001+01:00</published><updated>2010-06-13T13:44:42.025+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>NOBRE, Adelina Dias Sancho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ilustre senhora da melhor sociedade farense, esposa do conceituado médico Dr. João da Silva Nobre, republicano e democrata convicto, figura de proa da intelectualidade local, a quem a cidade erigiu nos anos oitenta um monumento mesmo defronte da sua residência.&lt;br /&gt;Nasceu em S. Brás de Alportel e faleceu, de doença prolongada, em Faro a 16-1-1954, com 72 anos de idade. Era irmã do famoso poeta José Dias Sancho falecido tão prematuramente, quando ainda muito havia para esperar do seu invejável talento de escritor e jornalista.&lt;br /&gt;Tinha uma esmerada educação, com natural propensão para a música e para as belas artes. Possuía um coração bondosíssimo, pelo que era muito querida dos pobres, que no consultório do marido recebiam não só esmolas como também os maiores cuidados médicos.&lt;br /&gt;Teve quatro filhos: Júlia, Maria Espiritinova, Roberto e João. Os dois filhos tiveram carreiras notáveis em Lisboa, onde gozaram de certa celebridade. Com efeito, Roberto Nobre foi um conhecido cineasta, autor de numerosos livros sobre a 7.ª arte, cuja obra foi largamente enaltecida na vila de S. Brás de Alportel, onde aliás se comemorou recentemente o 1.º centenário do seu nascimento. O outro filho foi o notável compositor musical João Nobre, cuja obra ainda hoje merece os maiores encómios nos meios da especialidade.&lt;br /&gt;Apesar do seu recato de esposa e de mãe, Adelina Dias Nobre sempre se disponibilizou para colaborar com as instituições de beneficência local, merecendo por isso os mais rasgados elogios dos seus concidadãos que sentiram enorme desgosto com a sua morte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3661608882730370793?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3661608882730370793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/nobre-adelina-dias-sancho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3661608882730370793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3661608882730370793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/nobre-adelina-dias-sancho.html' title='NOBRE, Adelina Dias Sancho'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-9205242123156017300</id><published>2010-06-13T13:42:00.001+01:00</published><updated>2010-06-13T13:42:38.309+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>NEVES, Maria Dorotea de Aragão Rebelo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Oriunda das melhores famílias da velha fidalguia algarvia, nasceu em Loulé e faleceu na cidade do Porto, em casa de seus netos, no mês de Agosto de 1946, com 93 anos de idade.&lt;br /&gt;Bondosíssima senhora, muito inteligente e culta, dotada das melhores qualidades humanas e cristãs, era na altura viúva do escrivão-notário em Faro, António Pedro Carrajola Travassos Neves, de quem teve os seguintes filhos: D. Beatriz Rebelo Neves Ayala, viúva do capitão-de-fragata Bernardo Diniz Ayala; e António Maria Rebelo Neves, conhecido maestro e professor do Liceu João de Deus em Faro.&lt;br /&gt;Era tia de D. Maria Luiza de Albuquerque Rebelo; do capitão Luís Filipe de Albuquerque Rebelo, que foi comandante da escola regional de graduados da Mocidade Portuguesa no Algarve; e do Dr. Francisco de Albuquerque Rebelo, que foi Juiz de direito em Vila Real de St.º António.&lt;br /&gt;Anos antes de falecer foi viver para a cidade Invicta na residência de sua neta, D. Maria Cristina de Ayala Portocarrero, casada com Luís Correia de Sá Portocarrero, gerente naquela cidade da empresa petrolífera Shell.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-9205242123156017300?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/9205242123156017300/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/neves-maria-dorotea-de-aragao-rebelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/9205242123156017300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/9205242123156017300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/neves-maria-dorotea-de-aragao-rebelo.html' title='NEVES, Maria Dorotea de Aragão Rebelo'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8698300180067518984</id><published>2010-06-12T23:29:00.001+01:00</published><updated>2010-06-13T13:43:04.451+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>NEGRÃO, Maria da Apresentação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professora primária, natural de Lagos, faleceu em Portimão a 11-5-1948, com 86 anos de idade.&lt;br /&gt;Era considerada como uma das mais importantes pedagogas do país, não só pelos seus dotes de inteligência e vocação profissional, como ainda pelo facto de ser uma das mais apetrechadas cientificamente para o exercício do múnus educativo, pois que era diplomada com o curso complementar da Escola Normal de Lisboa. Aliás, no Algarve e no seu tempo, era uma das raras professoras habilitadas com aquele curso, depois considerado de âmbito superior.&lt;br /&gt;Dedicou-se toda a vida à causa do ensino, com extrema competência e muita ternura, sem excessivos rigores coactivos que desmotivassem ou atemorizassem os seus alunos. Durante 65 anos leccionou na cidade de Portimão e por mais do que uma vez recusou transferir-se para Lisboa, onde poderia beneficiar de melhores condições de trabalho, outros níveis de ensino e mais acentuados rendimentos financeiros. Em compensação do seu esforço e dedicação profissional recebeu, por mais de uma vez, provas do grande apreço que os portimonenses lhe dedicavam, prestando-lhe merecidas homenagens públicas de simpatia e reconhecimento.&lt;br /&gt;Pode bem dizer-se que pelas suas delicadas mãos maternais passaram sucessivas gerações que lhe ficaram gratas e que nunca a esqueceram. As figuras mais notáveis de Portimão, sobretudo as que mais se distinguiam fora do Algarve, costumavam afirmar que o barro da sua inteligência foi a Prof.ª Maria Negrão quem primeiro o moldou em forma de personalidade e cavalheirismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8698300180067518984?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8698300180067518984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/negrao-maria-da-apresentacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8698300180067518984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8698300180067518984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/negrao-maria-da-apresentacao.html' title='NEGRÃO, Maria da Apresentação'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7212432961676797353</id><published>2010-06-09T19:11:00.002+01:00</published><updated>2010-06-09T19:15:26.496+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO'/><title type='text'>Rubio Zamorano, um revolucionário tragicamente assassinado no Algarve</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura muito curiosa e, até certo ponto, misteriosa, que passou pelo Algarve de uma forma aventureira, ao espírito do romantismo oitocentista, mas que acabou aqui os seus dias de maneira trágica e violenta.&lt;br /&gt;Na verdade, há figuras de que pouco se sabe hoje, mas que merecem ser ressarcidas do olvido pelo trajecto de vida que, no passado, consagraram ao Algarve. Por isso me lembrei hoje de trazer a terreiro a figura de José Florêncio Rubyo y Zamorano, súbdito espanhol, nascido em 1847 em Aiamonte, que ainda jovem se deixou influenciar por ideias revolucionárias, inspiradas no ideário republicano e no radicalismo anarquista. Embora pouco se saiba sobre as suas actividades políticas parece que andou envolvido nas organizações revolucionárias afectas à I Internacional, que incitaram à formação das “comissiones obreras” e à fundação da A.I.T., que congregaria as lutas os trabalhadores rurais andaluzes. Foram os anos da monarquia amadeísta, do rei Amadeu I, que entre 1868 e 1873 viveu tempos difíceis, sobretudo após a morte do general Prim nos finais de 1870, que desembocaram na implantação da I República em 1873, de efémera duração.&lt;br /&gt;Ao que parece o jovem Florêncio Zamorano era adepto de uma solução republicana federalista para a Espanha, participando em acções revolucionárias em Huelva, Jaen e Cadiz. Todavia, parece que a partir de certa altura esteve também envolvido no projecto de cantonização da Andaluzia, à semelhança do que passava na Suiça, a qual passaria a repartir-se entre a Alta e a Baixa Andaluzia. Aos vinte e cinco anos de idade estaria ao serviço da Marinha, como cabo de artilharia numa fragata da Armada denominada «Numância», sendo por isso instigado pela Maçonaria Andaluza, à qual julgo que também pertenceu, a sublevar a guarnição e tomar a embarcação. Com efeito, em 1872 o jovem cabo Zamorano de uma forma corajosa e imprevista tomou de assalto a cabine do comandante e, qual pirata dos tempos modernos, levou a fragata até ao porto de Cadiz onde desembarcou a oficialidade sob prisão, partindo de seguida ao encontro dos revolucionários que conseguiram tomar o governo, depor o rei Amadeu I e instaurar a República.&lt;br /&gt;Talvez porque o novo regime durou o tempo das “Rosas de Malherbe” e a “caça às bruxas” se iniciasse logo de seguida, o jovem cabo Zamorano procurou refúgio na orla costeira gaditana, até poder embarcar nuns galeões que vinham trabalhar nas armações da sardinha e do atum perto da Isla Higuerita ou Cristina, em águas fronteiras da Andaluzia com o Algarve, para onde na primeira oportunidade se escapuliu. Veio pois refugiar-se, em data que desconheço, mas que aponto próxima de 1874 ou 1875, na vila pombalina e próspero mercado sardinheiro, de Vila Real de Santo António, onde para além da acomodação também lograria estabelecer-se com uma loja de bebidas (venda de vinhos a retalho), através da qual alcançaria razoáveis proventos financeiros. Tempos depois casou-se com uma senhora do trato mercantil local, de quem, todavia, não teve filhos, nem com eles viviam descendentes até ao quarto grau de parentesco.&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=668387161684559361#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por razões que desconhecemos, mas que parecem ter como móbil fundamentações políticas, o infeliz do D. José Florêncio Rubio y Zamorano, quando no dia 10 de Janeiro de 1888, se dirigia na estrada de Moncarapacho para a Fuzeta a fim de comprar algumas pipas de vinho para o seu tráfico comercial, foi violentamente espancado por dois seus compatriotas que o deixaram praticamente sem vida. Dado o alarme foram os agressores capturados em flagrante delito e remetidos a ferros para a cadeia de Tavira. O coitado do Florêncio Zamorano foi ainda socorrido com vida e remetido para o hospital daquela cidade onde expiraria no dia seguinte. A competente autópsia realizada pelos médicos António Teixeira, Marcelino Peres e Joaquim Trindade, revelaria escoriações múltiplas e várias lesões internas dos órgãos vitrais de que resultaram hemorragias fatais. Parece que a intenção dos agressores não era a de roubar, mas tão só a de assassinar a vítima, daí o uso de tão bárbara violência. Especulou-se na altura que por detrás do crime estariam causas passionais, mas também se disse que tudo resultou de uma vingança de origem política, trazida do seu passado revolucionário em Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=668387161684559361#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Pelo menos é essa a inferência que se pode extrair do «Edital», que por seu falecimento foi mandado publicar em 3 de Janeiro de 1888 pelo Vice Cônsul de Espanha, José Mirabent y Pascual, o qual seria afixado em língua castelhana nos locais públicos, e assim anunciado oficialmente na imprensa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7212432961676797353?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7212432961676797353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/rubio-zamorano-um-revolucionario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7212432961676797353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7212432961676797353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/rubio-zamorano-um-revolucionario.html' title='Rubio Zamorano, um revolucionário tragicamente assassinado no Algarve'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3240702715456600374</id><published>2010-06-07T18:54:00.002+01:00</published><updated>2010-06-07T18:57:28.892+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>MEALHA, Maria Mendonça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local, nasceu em Loulé em 1852 e faleceu com 92 anos naquela vila em 5-11-1944. Foi uma senhora da primeira sociedade algarvia, mercê os seus elevados meios de fortuna, ficando porém apenas conhecida por ser a esposa de José da Costa Mealha, um espírito altruísta e generoso, que se tornou famosos por ter sido um dos mais empreendedores autarcas de Loulé, num tempo em que os rendimentos municipais eram escassos e em que os auxílios do poder central eram quase nulos ou se contavam por míseros contos de réis.&lt;br /&gt;As obras de caridade realizadas por D.ª Maria Mendonça Mealha foram constantes, nomeadamente por alturas do Natal e da Páscoa, dedicando-se igualmente às obras pias da Igreja local, com avultados donativos. O Hospital e sobretudo a Misericórdia de Loulé recebeu das suas mãos significativos contributos financeiros, não regateando a outras instituições sociais e culturais o recurso aos seus benefícios.&lt;br /&gt;Por sua vontade testamentária a Misericórdia de Loulé recebeu em prédios e acções cerca de 250 contos, distribuindo outros meios pecuniários pelos seus familiares, afilhados e criados. Acima de tudo foi uma senhora e bom coração, cujas profundas convicções religiosas se revelavam na generosidade do seu carácter.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3240702715456600374?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3240702715456600374/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/mealha-maria-mendonca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3240702715456600374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3240702715456600374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/mealha-maria-mendonca.html' title='MEALHA, Maria Mendonça'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8600376259956024956</id><published>2010-06-06T18:42:00.002+01:00</published><updated>2010-06-06T18:45:31.597+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>INGLÊZ, Maria Victória Sanches</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Figura distintíssima da sociedade farense, herdeira de avultados bens e dos mais honrosos pergaminhos da áurea fidalguia do Algarve. Natural e residente em Faro, faleceu na sua casa a 5-6-1930 com 64 anos de idade. Era esposa do Dr. Virgílio Ramos Inglez e mãe de D. Maria Tereza Inglez Baião, D. Maria Manuela Inglez Ó Ramos e D. Maria Francisca Inglez Esquivel.&lt;br /&gt;Considerada, na transição do século e na mudança de regime político, como uma figura de referência na sociedade farense, pela sua erudição, pelo seu porte fidalgo e, sobretudo, pela sua bondosíssima acção em prol dos mais desfavorecidos, que procuravam na nobre residência de D. Maria Victória um refúgio de protecção e de maternal carinho. Tinha, por isso, do seu lado não só os ricos como os pobres, além de que os mais humildes enfermos contavam sempre com a sua intercedência junto dos seus herdeiros para um internamento no Hospital da Misericórdia ou na Casa de Saúde de Faro, de que era proprietária.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8600376259956024956?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8600376259956024956/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/inglez-maria-victoria-sanches.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8600376259956024956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8600376259956024956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/inglez-maria-victoria-sanches.html' title='INGLÊZ, Maria Victória Sanches'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6478724094392896124</id><published>2010-06-06T18:24:00.002+01:00</published><updated>2010-06-06T18:40:10.479+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>GONÇALVES, Laura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Professora da Escola Tomás Cabreira, em Faro, cidade de onde era natural, que faleceu a 10-7-1933, com idade que desconheço, mas que presumo inferior a setenta anos, pois que se encontrava ainda no activo à data do seu passamento.&lt;br /&gt;Foi uma das primeiras mestra a leccionar na oficina de costura e bordados na Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira, a cujas aulas durante mais de trinta anos nem um só dia faltou. Todos os anos fazia exposições dos seus trabalhos de Lavores naquela escola, recebendo sempre grandes elogios, alguns dos quais ficavam exagerados nos respectivos livros de visitas. Era uma senhora muito prendada - como então se dizia - e de grande sensilidade artística, muito criativa em desenho naturalista, inspirando-se sobretudo em motivos florais. Possuía um carácter de eleição, sendo por isso muito querida e estimada não só entre os seus colegas e alunos, como ainda no seio da sociedade farense. Tanto assim era que, pela quadra natalícia, vendia as suas rendas e bordados para financiar os bodos que, por essa ocasião, se distribuíam aos pobres.&lt;br /&gt;O seu funeral revestiu-se do maior sentimento por parte dos colegas e sobretudo das alunos que ficaram inconsoláveis com tamanha perda. O elogio fúnebre foi pronunciado pelo então director daquele estabelecimento de ensino, o pintor Carlos Lyster Franco, que num sentido e comovente improviso enalteceu as qualidades e competências profissionais da defunta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6478724094392896124?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6478724094392896124/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/goncalves-laura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6478724094392896124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6478724094392896124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/06/goncalves-laura.html' title='GONÇALVES, Laura'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4166927726328449407</id><published>2010-05-07T12:53:00.000+01:00</published><updated>2010-05-07T12:54:44.958+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>GALEGO, Leonor de Guimarães</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local, Leonor Maria de Guimarães Guieiro Galego, de seu nome completo, faleceu em Faro a 26-12-1944, com 87 anos de idade.&lt;br /&gt;Foi casada em primeiras núpcias com o benemérito e antigo presidente da Câmara Municipal de Faro, Domingos Joaquim Guieiro, falecido a 6-10-1913, um dos mais ricos cidadãos de Faro, que deixou a esposa como usufrutuária da fortuna por ele legada à Santa Casa da Misericórdia, na altura avaliada em cem contos.&lt;br /&gt;Esse valiosíssimo legado era constituído principalmente por casas e salinas, fortuna essa que após o falecimento da viúva em 1944 passou para a efectiva posse da Misericórdia.&lt;br /&gt;A viúva, D. Leonor Guimarães, casou-se em segundas núpcias com Belchior Martins Galego, que era ao tempo um conceituado comerciante da praça de Faro.&lt;br /&gt;O viúvo, Belchior Martins Galego, contestou a sentença do Juiz da Comarca de Faro que, no cumprimento dos termos do legado testamentário de Domingos Guieiro, mandou entregar à Misericórdia de Faro, os bens que sua mulher, Leonor Guimarães, manteve em usufruto de vida. Só em Março de 1947 se decidiu definitivamente a questão, através da sentença do Tribunal da Relação de Lisboa que negava provimento ao recurso interposto por Belchior Galego, por considerar prescritos quaisquer direitos que o mesmo houvesse para reclamar à herança que Domingos Guieiro deixara à Misericórdia de Faro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4166927726328449407?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4166927726328449407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/05/galego-leonor-de-guimaraes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4166927726328449407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4166927726328449407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/05/galego-leonor-de-guimaraes.html' title='GALEGO, Leonor de Guimarães'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-675074620825859392</id><published>2010-04-28T19:19:00.001+01:00</published><updated>2010-04-28T19:20:20.815+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>FREIRE, Albertina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Instrumentista e musicóloga, Albertina Maria de Sousa Freire, de seu nome completo, era, segundo creio, natural de Silves, e faleceu em Lisboa a 28-1-1954, com apenas 49 anos de idade.&lt;br /&gt;Residiu em Faro na flor da idade, dando então mostras de enorme apetência para a música, razão pela qual partiu para a capital, onde aprofundaria os seus conhecimentos e as suas capacidades técnicas como exímia instrumentista. Quem a conheceu enaltecia-lhe a propensão natural para a música, evidenciando as suas ingénitas aptidões para os instrumentos de percussão e cordas. Mercê dessas raras qualidades foi convidada para tocar numa das orquestras da Emissora Nacional, onde era muito apreciada pelas suas qualidades de genial instrumentista e de disciplina no trabalho, nunca faltando a um ensaio, às gravações radiofónicas ou aos espectáculos.&lt;br /&gt;Pelos seus dotes artísticos e pelo seu precoce desaparecimento, pode dizer-se que Albertina Freire passou ao lado de uma grande carreira no difícil mundo da música.&lt;br /&gt;Tinha seis irmãos: Ilda Freire de Oliveira; Corina Freire, conhecida artista e cantora de teatro; Judite Freire Ferreira de Sousa, casada com o coronel José Cortes Ferreira de Sousa, que foi comandante do Regimento de Infantaria 4; Carlos, Jorge e Raul Freire, todos residentes em Faro.&lt;br /&gt;O seu falecimento causou a maior consternação nos meios artísticos de Lisboa, ficando sepultada no cemitério dos Prazeres. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-675074620825859392?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/675074620825859392/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/freire-albertina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/675074620825859392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/675074620825859392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/freire-albertina.html' title='FREIRE, Albertina'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6552866530136741627</id><published>2010-04-24T22:34:00.000+01:00</published><updated>2010-04-24T22:37:06.346+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de FARO'/><title type='text'>Pascoal Turri, um colaboracionista dos invasores franceses, em Faro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em boa verdade pouco sei acerca desta curiosa personagem que passou pelo Algarve de forma quase despercebida, se acaso não tivesse sido considerado “persona non grata”, para não dizer traidor, aos olhos daqueles que aqui o acolheram com estima e carinho.&lt;br /&gt;Apesar da neblina que envolve o conhecimento das suas origens, sei que era de origem milanesa, isto é, que teria nascido na cidade de Milão em data que desconheço, mas que deverá ter ocorrido entre 1870 e 1880. O que sei é que como músico serviu em jovem o Regimento de Artilharia n.º 2, em Faro, cidade onde fixou residência e constitui família, consorciando-se, segundo creio, com uma senhora algarvia. Tinha, ao que parece, uma especial predilecção pela cultura francesa, presumo que por na família haverem laços de consanguinidade gaulesa. O que sei é que em Faro se estabeleceu com uma pequena loja de comércio que depressa expandiu para armazém de “secos e molhados” destinados à exportação. Pela sua inteligência e capacidade empresarial conseguiu reunir meios de fortuna muito razoáveis. Consta também que falava com desenvoltura na língua de Molière e que se correspondia com empresários das praças e portos da velha Gália, com os quais mantinha os seus negócios. Também se dizia, com a proverbial tolerância algarvia, que nutria simpatias pela Revolução e pela heróica figura de Napoleão, a quem chamava “o Imperador”. Mas disso nunca houve reflexos de quaisquer gestos de animosidade ou perseguição.&lt;br /&gt;Pelo bom relacionamento estabelecido com os empresários franceses foi, desde 1803, nomeado cônsul da França no Algarve, cuja sede em Faro seria na casa Turri, também oficialmente grafada como Turi. Acontece que por causa do tão propalado Bloqueio Continental que os franceses pretendiam impor às relações comerciais com o Reino Unido, o nosso país se mostrou bastante remisso, em face da sua secular aliança emergente do Tratado de Windsor, dando com isso justificação às chamadas “invasões franceses”. E, como é de todos conhecido, Napoleão encarregou um dos seus mais famosos cabos de guerra – o general Jounot – de entre 1807 e 1808 encabeçar o movimento militar de invasão do território português. Nessa altura, o comerciante Pascoal Turri, rejubilante de alegria, colocou-se de imediato ao serviço das novas autoridades, que em Faro tiveram na figura do militar Maurrin um tolerante apaziguador, a quem só os olhanenses conseguiram tirar do sério, quebrando o hipócrita sossego em que a região se encontrava amorrinhada.&lt;br /&gt;Logo após o 16 de Junho, que nesse glorioso ano de 1808 convulsionou o povo de Olhão contra os ocupantes franceses (e, por contas antigas, também contra os farenses), foi o afrancesado Pascoal Turri procurado na sua residência pela populaça, que em alvoroço pretendia fazer a patriótica justiça de prender, ou até matar, os traidores da lusa pátria. É claro que o Turri conseguiu escapulir-se a tempo de cair nas mãos da turba-multa, sem impedir porém que o mesmo acontecesse aos seus haveres pessoais e materiais, com os quais animava o comércio local. Fugiu então para a cidade de Loulé, onde escapou de vinganças e perfídias, até que, algum tempo decorrido, e pensando que as coisas já tivessem retornado aos eixos da rotina, retomou o caminho para Faro, em cuja cidade foi, porém, recebido a tiro por quem não se esquecera dos seus aleivosos favores prestados aos intrusos franceses.&lt;br /&gt;Escapando com vida ao seus vingativos algozes fugiu para Lisboa, onde lhe perdi o rasto, não sei se por ter mudado de nome, ou se por dali ter partido para outros mundos de que não restam memória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6552866530136741627?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6552866530136741627/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/pascoal-turri-um-colaboracionista-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6552866530136741627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6552866530136741627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/pascoal-turri-um-colaboracionista-dos.html' title='Pascoal Turri, um colaboracionista dos invasores franceses, em Faro'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8596899177533689221</id><published>2010-04-12T17:18:00.000+01:00</published><updated>2010-04-12T17:19:13.863+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>FRANCO, Maria das Dores Dias Barbosa Lyster</title><content type='html'>Bondosíssima senhora, esposa do pintor e professor Carlos Augusto Lyster Franco, e mãe do Dr. Mário Lyster Franco, creio que natural do distrito de Braga, veio residir para Faro nos finais do século XIX, vindo a falecer nessa cidade a 1-4-1948.&lt;br /&gt;Extremamente religiosa pertencia a várias associações de piedade e de beneficência, sendo para além disso das mais conceituadas e admiradas damas da sociedade farense do seu tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8596899177533689221?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8596899177533689221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/franco-maria-das-dores-dias-barbosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8596899177533689221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8596899177533689221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/franco-maria-das-dores-dias-barbosa.html' title='FRANCO, Maria das Dores Dias Barbosa Lyster'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7449132724281006605</id><published>2010-04-11T20:08:00.003+01:00</published><updated>2010-04-12T17:05:54.363+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ALGARVIOS NOTÁVEIS'/><title type='text'>DAVIM, Joaquim Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Advogado, poeta e publicista, nasceu em Águeda a 31-3-1869 e faleceu em Faro a 5-1-1923, vítima de enfarte cardíaco. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S8NExyTtiGI/AAAAAAAAAhE/huVqd2TGMlU/s1600/Dr.+Rodrigues+Davim.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 400px; FLOAT: right; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459282795411900514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S8NExyTtiGI/AAAAAAAAAhE/huVqd2TGMlU/s400/Dr.+Rodrigues+Davim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estudou em Coimbra, formando-se em Direito em 1895, vindo para Faro em 1899 na qualidade de administrador do concelho, fixando aqui residência e escritório de advogado, exercendo, porém, com mais eficiência e proveito o notariado, funções em que aliás se manteria até à morte.&lt;br /&gt;Foi um dos cidadãos mais queridos da sociedade farense do seu tempo, não admirando por isso que fosse convidado a desempenhar diversas funções de relevo político e sociocultural. Assim, foi membro da Junta Distrital, Reitor do Liceu de Faro e Presidente da Instituto Arqueológico do Algarve. Além disso era sócio efectivo da Academia das Ciências de Portugal e do Instituto Histórico do Minho.&lt;br /&gt;Publicou centenas de poesias em jornais e revistas, muitas das quais depois imprimia em postal ou em folhas artísticas que distribuía pelos amigos. Acontecia que às vezes essas poesias eram vendidas para benefício de instituições de caridade social. Felizmente reuniu em livro a maioria das suas composições, distribuídas pelas seguintes obras: &lt;em&gt;Sombras&lt;/em&gt;, 1889, &lt;em&gt;Morta&lt;/em&gt;, 1898, &lt;em&gt;Ode aos Artistas&lt;/em&gt;, 1900, &lt;em&gt;Ode aos H&lt;/em&gt;eróis, 1908. Em prosa escreveu vários contos que reuniu no livro &lt;em&gt;Telas Rústicas&lt;/em&gt;, deixando também publicado em opúsculo o discurso inaugural do Instituto Arqueológico do Algarve.&lt;br /&gt;No seio da imprensa algarvia, o Dr. Rodrigues Davim dispersou a sua erudita colaboração por diversos órgãos: «Algarve e Alentejo» (1903), «O Algarve» (1908), «Correio do Sul» (1920), «Os Algarvios a João de Deus» (1924), etc.&lt;br /&gt;Para terminar, acrescente-se que A Câmara Municipal de Faro, em finais Janeiro de 1928, por proposta do seu vice-presidente, Dr. Justino de Bivar Weinholtz, decidiu atribuir o nome daquele antigo notário e conceituado poeta a uma das ruas do novo bairro situado no Alto Rodes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7449132724281006605?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7449132724281006605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/joaquim-rodrigues-davim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7449132724281006605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7449132724281006605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/04/joaquim-rodrigues-davim.html' title='DAVIM, Joaquim Rodrigues'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S8NExyTtiGI/AAAAAAAAAhE/huVqd2TGMlU/s72-c/Dr.+Rodrigues+Davim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7669688037392906746</id><published>2010-03-30T19:27:00.000+01:00</published><updated>2010-03-30T19:28:03.961+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>SOARES, Mariana Pacheco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Pianista e compositora, natural de Faro, onde faleceu a 26-6-1951, com 91 anos de idade.&lt;br /&gt;Distintíssima senhora, de esmerada educação e bondosíssimo carácter, uma das principais figuras femininas de Faro do princípio do século XX.&lt;br /&gt;Exerceu o magistério da música durante mais de sessenta anos, educando gerações sucessivas de jovens oriundos das melhores famílias locais. Além da docência dedicou-se também à difícil arte da composição, escrevendo partituras de grande nível e exigente execução. No decurso dos anos foi granjeando a admiração e o prestígio dos seus conterrâneos, a ponto de se tornar numa venerável artista, uma espécie de patriarca da cultura musical algarvia.&lt;br /&gt;As suas composições musicais foram publicadas e comercializadas pelas melhores casas da especialidade em Lisboa. Algumas dessas músicas foram escritas com objectivos pedagógico-didácticos, razão pela qual foram adoptadas em muitas escolas de instrução musical, tornando-se o seu nome muito admirado em todo o país.&lt;br /&gt;Foi mãe da também distintíssima pianista D. Maria Isabel Pacheco Soares que o Algarve tanto admirou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7669688037392906746?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7669688037392906746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/soares-mariana-pacheco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7669688037392906746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7669688037392906746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/soares-mariana-pacheco.html' title='SOARES, Mariana Pacheco'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5012516359032084049</id><published>2010-03-30T19:24:00.000+01:00</published><updated>2010-03-30T19:25:07.181+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>LEMOS, Maria da Piedade Aboim Ascensão de Sande</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local e primeira figura da sociedade farense do seu tempo. Nasceu em Faro, em 1867, e faleceu em 25-3-1944, aos 77 anos de idade, na cidade de Lisboa, onde fixara residência alguns anos antes. Na altura do seu passamento estava ainda de luto pelo falecimento do marido, Coronel José de Sande Lemos, ocorrido em Lisboa a 27-3-1943.&lt;br /&gt;Dotada de excelsas qualidades humanas, dedicou parte da sua vida a cuidar dos pobres e das crianças desvalidas, mercê dos seus avultados bens de fortuna. Foi, por isso, uma grande benemérita local, a quem se ficaram devendo os altíssimos donativos que canalizou ao longo da vida para o Refúgio Aboim Ascensão, hoje denominado por «Emergência Infantil».&lt;br /&gt; Por outro lado, sendo esposa de um oficial do exército e herdeira e uma das mais notáveis casas agrícolas do Algarve, viu-se durante a I Grande Guerra privada da companhia do marido e do filho, o major Manuel Aboim de Sande Lemos, ficando por isso entregue à sua administração todos os meios de sobrevivência da família, que ela geriu com a maior competência e inteligente criatividade, o que em vez de diminuir acabou por resultar no crescimento do seus bens e recursos financeiros.&lt;br /&gt;Esses avultados cabedais económicos soube-os distribuir benemeritamente pelos mais necessitados, nomeadamente a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, em Faro, para cuja sobrevivência contribuiu por várias vezes com elevados donativos, garantindo assim a manutenção do convento, das suas obras pias e sobretudo da Igreja do Carmo, cujas despesas de restauro e do exercício religioso sempre cobriu com indefectível generosidade.&lt;br /&gt;O funeral de D. Maria da Piedade, realizado no dia 28 de Março de 1944, no cemitério da Esperança em Faro, foi uma das maiores expressões de pesar e de reconhecimento social prestado pelos habitantes da cidade, que reconheciam nela a “mãe dos pobres”, epíteto com que sempre foi conhecida.&lt;br /&gt;Era mãe do Engenheiro Major do exército Manuel Aboim Ascensão de Sande Lemos e do Dr. José Aboim Ascensão de Sande Lemos, tia do Dr. José Aboim Ascensão Contreiras e irmã da igualmente benemérita D. Joaquina Ascensão Davim e do Coronel Aboim Ascensão, fundador do Refúgio das Raparigas em Faro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5012516359032084049?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5012516359032084049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/lemos-maria-da-piedade-aboim-ascensao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5012516359032084049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5012516359032084049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/lemos-maria-da-piedade-aboim-ascensao.html' title='LEMOS, Maria da Piedade Aboim Ascensão de Sande'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1915833377183502743</id><published>2010-03-30T19:20:00.001+01:00</published><updated>2010-03-30T19:21:42.435+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>FIALHO, Maria Antónia Cúmano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descendente de uma ilustre família italiana e herdeira de notáveis bens materiais e pecuniários, senhora da mais alta estirpe e das mais conceituadas figuras do Algarve. Nasceu em Faro, aqui viveu e faleceu, a 17-6-1948, com 87 anos de idade, no seu invejável palácio de Santo António do Alto, ainda hoje um dos edifícios mais belos e notáveis de todo o Algarve.&lt;br /&gt;Dotada de grande inteligência e enorme sensibilidade artística, era muito culta e ilustrada, conhecedora das principais cidades europeias e dos melhores museus do mundo. Por outro lado, era bastante religiosa, cuidava dos pobres e desvalidos que atendia com avultadas esmolas, sendo por isso muito estimada em todo o Algarve. A sua benemerência, fulcralizada em Faro e Portimão, estendia-se em toda a região, protegendo também as artes e a cultura. A sua inclinação artística e cultural herdara-a do pai, o Dr. Justino Cúmano, falecido em 1885, que além de médico foi também um conceituado arqueólogo e numismata.&lt;br /&gt;No seu palácio de Santo António do Alto reuniu, em parte como herança dos seus ascendentes mas também como fruto da sua dedicação e amor à arte, uma valiosa colecção de quadros, esculturas, móveis e outros objectos de grande valor cultural que foi coleccionando ao longo da vida. Grande parte desse espólio foi depois repartido pelos seus herdeiros e hoje correm descritos nos catálogos de leiloeiros e coleccionadores de arte.&lt;br /&gt;Era irmã de Paulo Cúmano, que faleceu com 92 anos de idade, a 21-6-1946, ou seja quatro dias depois dela, que embora estivesse já bastante doente não resistiu à comoção de tão dolorosa perda.&lt;br /&gt;Era viúva do famoso industrial de conservas, João António Júdice Fialho, e mãe de D. Maria Justina Fialho de Sousa Coutinho, casada com D. António de Sousa Coutinho (herdeiro dos Condes de Linhares) e D. Isabel Maria Fialho de Mendonça; era avó de D. Maria Antónia de Sousa Coutinho Telles da Sylva, casada com D. José Carvalhal Telles da Sylva (herdeiro dos Condes de Tarouca) e D. Maria Constança de Sousa Coutinho Pulido Garcia, casada com José Pulido Garcia, abastado proprietário de Beja, e dos engenheiros D. Nuno e D. João de Sousa Coutinho.&lt;br /&gt;Era cunhada de D. Ana de Bivar Cúmano e de D. Mariana Fialho Calado, casada com Basílio calado, abastado proprietário em Portimão.Era tia de D. Maria Luísa de Bivar de Sampaio e Melo, casada com o Dr. Lopo Vaz de Sampaio e Melo, de D. Maria Vitória, de D. Justina Cúmano, ambas residentes em Lisboa, e do Dr. Justino de Bivar Weinholtz (que foi conservador do Registo Predial e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Faro), do Dr. Raul de Bivar Weinoltz (que foi presidente da comissão municipal de Turismo de Faro), Luiz Frederico de Bivar Weinholtz, do Dr. Constantino de Bivar Cúmano, do eng.º Rui de Bivar Cúmano (que foi administrador do porto de Leixões), do Dr. Henrique de Bivar Cúmano (que foi naturalista do Museu de Bocage), do capitão Paulo Cúmano, de Lázaro Justino Cúmano, Francisco Constantino Cúmano, todos residentes em Lisboa, e de Francisco Fialho Calado, abastado proprietário em Portimão.&lt;br /&gt;A ilustre Maria António Cúmano Fialho encontra-se sepultada no Cemitério da Esperança num magnífico mausoléu de família.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1915833377183502743?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1915833377183502743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/fialho-maria-antonia-cumano.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1915833377183502743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1915833377183502743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/fialho-maria-antonia-cumano.html' title='FIALHO, Maria Antónia Cúmano'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4882526682198795112</id><published>2010-03-18T15:57:00.001Z</published><updated>2010-03-18T15:57:45.893Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>FORMOSINHO, Maria Amélia Coelho de Carvalho Pimenta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ilustre senhora, descendente das mais nobres famílias algarvias, casou com Bento Gomes Formosinho, distinto oficial do exército que exerceu as funções de governador civil de Faro. Era filha do conselheiro José dos Santos Duarte Pimenta, que foi um dos mais célebres magistrados do seu tempo.&lt;br /&gt;Foi acima de tudo uma senhora de preclaras virtudes, muito admirada pela sua esmerada educação, fino porte e insignes atitudes de candura e bondade para com os mais pobres.&lt;br /&gt;Teve quatro filhos: D. Josefa Margarida Pimenta Formosinho Guerreiro Tello; Dr. José dos Santos Pimenta Formosinho, notário e arqueólogo amador, assim como director e fundador do Museu de Lagos; Tenente Bento Pimenta Formosinho e Barnabé Pimenta Formosinho. Foi sogra de D. Maria José Fialho Barata Formosinho, de D. Beatriz Abranches Formosinho, de D. Olivia Novak Formosinho e do Dr. António Guerreiro Tello, ilustre clínico em Lagos.&lt;br /&gt;Faleceu em Lagos, a 1-6-1953, com 87 anos de idade, tendo o seu funeral o acompanhamento de centenas de pessoas, numa sentida manifestação de pesar e saudade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4882526682198795112?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4882526682198795112/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/formosinho-maria-amelia-coelho-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4882526682198795112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4882526682198795112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/formosinho-maria-amelia-coelho-de.html' title='FORMOSINHO, Maria Amélia Coelho de Carvalho Pimenta'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-182203757607808095</id><published>2010-03-17T17:43:00.001Z</published><updated>2010-03-17T17:43:50.210Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>FONSECA, Marina Romero Santos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bondosíssima senhora da melhor sociedade algarvia, natural de Faro, que faleceu em Lisboa nos finais de Outubro de 1947, com 71 anos de idade. Era viúva do coronel António dos Santos Fonseca e mãe da pianista D. Ema Romero Santos Fonseca da Câmara Reys, casada com o escritor Dr. Luís da Câmara Reys.&lt;br /&gt;A ilustre benemérita farense era irmã de D. Clotilde Romero Reis e de D. Aida Fonseca Romero, ambas residentes em Faro, e era tia de D. Maria Cristina Sieuve Romero Penco de Almeida e de João Romero dos Reis, ambos residentes em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-182203757607808095?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/182203757607808095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/fonseca-marina-romero-santos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/182203757607808095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/182203757607808095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/fonseca-marina-romero-santos.html' title='FONSECA, Marina Romero Santos'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1238677569964007556</id><published>2010-03-17T17:40:00.001Z</published><updated>2010-03-17T17:41:34.084Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>FERRO, Helena Tavares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Algarvia, creio que natural de Loulé, faleceu com 81 anos de idade, em Lisboa, a 21-4-1946, vítima de síncope cardíaca&lt;br /&gt;Era casada com António Joaquim Ferro e mãe amantíssima do escritor António Ferro, ilustre director do Secretariado de Informação e grande obreiro da cultura nacionalista do “Estado Novo”. Era sogra do Dr. Augusto da Cunha, na altura director da revista «O Mundo Português».&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1238677569964007556?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1238677569964007556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/ferro-helena-tavares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1238677569964007556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1238677569964007556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/ferro-helena-tavares.html' title='FERRO, Helena Tavares'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-578746952800633565</id><published>2010-03-16T17:33:00.000Z</published><updated>2010-03-16T17:39:08.857Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>CLEMENTINA, Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actriz de teatro, Maria Clementina Borges de Sá, de seu nome completo, nasceu em Faro a 28-1-1897, e faleceu em Lisboa nos últimos dias de Dezembro de 1947, com 50 anos de idade. Era filha de D. Clementina Rato Borges de Sá e de João Bernardino Cardosos Sequeira Borges de Sá, que foi oficial do exército, Era também sobrinha-neta de Duarte de Sá, notável figura de intelectual e homem das artes, que foi o primeiro director do Conservatório de Lisboa.&lt;br /&gt;Depois dos estudos primários frequentou a Escola de Arte de Representar, onde se distinguiu quase de imediato pelas suas qualidades para o canto, desenvolvendo muito as suas naturais aptidões com D. Eugénia Mantelli de quem foi dilecta discípula.&lt;br /&gt;As artes do palco, sobretudo o teatro atraíam a sua curiosidade e natural ambição de sentir na alma os aplausos do público. Estreou-se então a 17-11-1919, no Teatro da Trindade, numa opereta, ou teatro musicado, muito na moda nesse tempo, intitulada «A Bela Risette», integrada na famosa companhia de Afonso Taveira. Pouco depois integrou-se na companhia de Luz Veloso, estreando-se no teatro declamado e foi escriturada de Nascimento Fernandes, artista algarvio dos mais prestigiados nos proscénios portugueses. Quando se constituiu a companhia de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro entrou para o seu elenco, nele se mantendo até ao precoce cair do pano no teatro da sua vida.&lt;br /&gt;A sua carreira, não foi longa nem marchetada de grandes êxitos, podendo até dizer-se que embora Maria Clementina fosse uma artista bastante popular, faltou-lhe porém o sucesso estrondoso, a endeusante fama e a paixão do público, para se tornar numa diva da Arte de Talma. Em todo o caso a sua carreira fez-se de forma ascensional, com a crítica a render-lhe rasgados elogios e por vezes até a render-se ao seu talento. As suas preferências interpretativas incidiam nas figuras de recorte cómico, caricaturando de forma maliciosa, histriónica e satírica certos esteriótipos da sociedade portuguesa&lt;br /&gt;Maria Clementina foi acima de tudo uma actriz do teatro cómico, distinguindo-se em várias comédias (talvez o género mais do agrado nacional) com figuras da sua própria concepção, representando quadros de um memorável humor, entre o brejeirismo popular e o sardónico afrancesado. Para isso valia-se da sua inteligência, perspicácia e esmerada educação literária. A sua invejável cultura geral associada aos dotes de criação literária, levaram-na para os caminhos da escrita, preparando por vezes com os colegas os textos de peças cómicas, revistas e quadros hilariantes que integrava por vezes em peças de cariz erudita ou de raiz clássica.&lt;br /&gt;Maria Clementina sendo aparentada, pelo lado paterno, com o Conde de Farrobo herdara-lhe os genes artísticos, que elevou até aos píncaros das suas possibilidades, com honra, rigor e competência profissional.&lt;br /&gt;Descendente, pelo lado materno, de uma importante família de Lagos, era também sobrinha do tenente-coronel do Estado Maior do Exército Raul Frederico Rato e do Dr. Jerónimo Cabrita Rato, sendo prima do Dr. Afonso Eduardo Martins Zuquete, que foi Governador Civil de Leiria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-578746952800633565?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/578746952800633565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/clementina-maria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/578746952800633565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/578746952800633565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/clementina-maria.html' title='CLEMENTINA, Maria'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1362662391890021558</id><published>2010-03-09T15:53:00.001Z</published><updated>2010-03-09T15:56:08.673Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>AZEVEDO, Maria da Circuncisão Alves Cavaco de</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Professora primária de grande talento artístico, indefectível divulgadora do sistema pedagógico de João de Deus. Era natural de Alte, concelho de Loulé, e nessa freguesia veio a falecer em 2-4-1944, nos braços do seu marido, o jornalista Cruz Azevedo.&lt;br /&gt;Costuma dizer o povo que por detrás e um grande homem está uma grande mulher. E assim aconteceu de facto. O conhecido jornalista e redactor regional de «O Século», Cruz Azevedo tornou-se num dos mais conhecidos animadores culturais do Algarve, divulgador das efemérides regionais e impulsionador das comemorações festivas do Centenário de João de Deus, pertencendo porém a sua esposa grande parte do esforço que levou à obtenção dos fundos necessários à elevação do monumento que o autor do Campo de Flores possuiu em Faro.&lt;br /&gt;A Prof.ª Maria Cavaco Azevedo é ainda hoje lembrada nas terras por onde exerceu o seu múnus profissional, pelo carinho que derramava sobre as crianças, oferecendo aos mais pobres o material escolar de que careciam, quando não lhes distribuía o pão que não possuíam em casa. Em Brancanes, no concelho de Olhão, onde desempenhou oficialmente os últimos anos de serviço, ensaiou com os alunos várias peças de teatro, organizou recitais de poesia e festejava sempre com júbilo as datas oficiais que rememoravam no espírito dos mais jovens a Restauração da nacionalidade e o dia de Camões. Aliás sempre divulgou o autor dos Lusíadas como um verdadeiro “pai da pátria” distribuindo às crianças alguns sonetos, que depois de decorados eram recitados perante os pais e familiares da comunidade estudantil olhanense.&lt;br /&gt;Acima de tudo foi um bom exemplo de competência e dedicação à difícil arte de educar crianças num meio carenciado, onde o apelo do mar e da pesca era mais forte do que os bancos da escola.&lt;br /&gt;No dia 14 de Maio, logo a seguir à sua morte, foi-lhe prestada uma sentida homenagem na Casa do Povo de Alte, terra da sua naturalidade, onde usaram da palavra o Dr. Matos Parreira, em representação da Junta de Província, e os Drs. Falcão Machado e Virgílio Fagulha em nome da Direcção Escolar. Seguiram-se os depoimentos de amizade e profunda saudade das suas colegas, Prof.as Maria Elisa Aboim e Maria de Lourdes Madeira. Por fim foi descerrada uma lápida, oferecida pelos seus antigos alunos, na casa onde faleceu a Prof.ª Maria cavaco Azevedo, seguindo-se uma romagem até ao cemitério onde foram depositados inúmeros ramos de flores no artístico mausoléu mandado erguer pelo inconsolável marido, o jornalista Cruz Azevedo.&lt;br /&gt;O seu único filho, Hélder Cavaco Azevedo, foi um artista de raro talento, pintor a óleo e aguarela, que se dedicou na juventude à fotografia e ao cinema, produzindo alguns documentários para a Tobis e depois para a RTP sobre as pescas e outros traços da etnografia algarvia, não deixando também de filmar as belezas naturais que estiveram na base do arranque do turismo na região. Emigrou para África onde se fez um prestigiado fotógrafo, nunca deixando de produzir alguns filmes para as empresas de cinematografia. Regressado à cidade de Faro estabeleceu-se com ateliê de fotografia, dedicando-se esporadicamente à pintura e ao jornalismo, sendo inclusivamente o fundador do Elismo no Algarve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1362662391890021558?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1362662391890021558/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/azevedo-maria-da-circuncisao-alves.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1362662391890021558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1362662391890021558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/azevedo-maria-da-circuncisao-alves.html' title='AZEVEDO, Maria da Circuncisão Alves Cavaco de'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4825057451942103339</id><published>2010-03-08T18:48:00.001Z</published><updated>2010-03-08T18:48:33.711Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>CABEÇADAS, Maria da Graça Guerreiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Natural de Loulé, faleceu em Lisboa com 70 anos de idade a 12-1-1930. Era casada com o conceituado comerciante José Mendes Cabeçadas (ver este nome) e mãe do comandante José Mendes Cabeçadas Júnior, do capitão João Cabeçadas, de Joaquim Cabeçadas, de Nuno Cabeçadas e de Berta Cabeçadas; sendo irmã de Manuel Fernandes Guerreiro, conceituado comerciante estabelecido em Faro.&lt;br /&gt;Muito apreciada nas suas qualidades humanas de bondade e generosidade, foi sepultada no cemitério oriental de Lisboa a 13-1-1930 perante numeroso e prestigiado acompanhamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4825057451942103339?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4825057451942103339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/cabecadas-maria-da-graca-guerreiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4825057451942103339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4825057451942103339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/cabecadas-maria-da-graca-guerreiro.html' title='CABEÇADAS, Maria da Graça Guerreiro'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2447229927884168446</id><published>2010-03-08T18:47:00.001Z</published><updated>2010-03-08T18:47:51.766Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>CABEÇADAS, Judite Rosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira mulher formada em Direito no Algarve.&lt;br /&gt;Filha de Mariana Rosa Cabeçadas e do coronel Joaquim Mendes Cabeçadas. Estudou no Liceu de Faro e na Faculdade de Direito de Lisboa onde concluiu o seu curso a 25-7-1925, com excelentes classificações e apenas 24 anos de idade.&lt;br /&gt;Empregou-se em Lisboa como ajudante notarial no cartório do Dr. Noronha Galvão, pensando vir a fixar-se em Faro nas mesmas funções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2447229927884168446?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2447229927884168446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/cabecadas-judite-rosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2447229927884168446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2447229927884168446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/cabecadas-judite-rosa.html' title='CABEÇADAS, Judite Rosa'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4931338910626282748</id><published>2010-03-04T19:31:00.000Z</published><updated>2010-03-04T19:32:20.558Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>BRAGANÇA, Margarida da Conceição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senhora de grande ilustração, natural de Lisboa que faleceu em Faro a 4-1-1936, com 92 anos de idade.&lt;br /&gt;Senhora da melhor sociedade, muito culta e sobretudo bastante bondosa, sendo estimada pela sua afabilidade, esmerada educação e dotes de benemerência, ainda que parcos fossem os seus réditos económicos.&lt;br /&gt;Era tia do pintor Carlos Augusto Lyster Franco, professor e antigo director da Escola Tomás Cabreira. Foi na sua companhia que veio para Faro, já viúva, tratando o sobrinho com um desvelo maternal. Aquele artista e notável professor comprou em sua honra uma campa perpétua, onde inclusivamente, em 1984, viria a ser sepultado o Dr. Mário Lyster Franco, na qual ainda jaz incógnito.&lt;br /&gt;Era viúva do escultor Ernesto José Bragança&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4931338910626282748?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4931338910626282748/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/braganca-margarida-da-conceicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4931338910626282748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4931338910626282748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/braganca-margarida-da-conceicao.html' title='BRAGANÇA, Margarida da Conceição'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6368940804846059536</id><published>2010-03-03T20:07:00.001Z</published><updated>2010-03-03T20:07:36.263Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>BIVAR, Maria Luiza Hickling Pereira da Silva de</title><content type='html'>Distintíssima figura da primeira e mais afidalgada sociedade algarvia, natural de Ponta Delgada, faleceu em Faro a 17-7-1930, com 94 anos de idade. Era filha de D. Ana Hickling de Medeiros e do conselheiro Dr. Mateus António Pereira da Silva, antigo corregedor e deputado. Na altura do seu passamento era viúva do conselheiro Luiz de Bivar, antigo presidente da Câmara dos Pares e Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.&lt;br /&gt;Era irmã de D. Francisca Emília Cabreira, casada com o gen. Thomaz Cabreira, e de D. Ana Henriqueta de Bivar, esposa de Jerónimo de Bivar; e tia do coronel Thomaz Cabreira, antigo Ministro das Finanças e professor da Universidade de Lisboa; de António Cabreira, conde de Lagos e do eng.º agrónomo Manuel de Bivar Weinholtz, da D. Ana de Bivar Cumano, de Justino de Bivar Weinholtz, de D. Maria Luiza de Sampaio e Melo e dos srs. Luiz, Raul, Jerónimo de Bivar e Dr. Constantino de Bivar Cumano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6368940804846059536?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6368940804846059536/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/bivar-maria-luiza-hickling-pereira-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6368940804846059536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6368940804846059536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/bivar-maria-luiza-hickling-pereira-da.html' title='BIVAR, Maria Luiza Hickling Pereira da Silva de'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8810369339249576623</id><published>2010-03-02T19:03:00.000Z</published><updated>2010-03-02T19:04:44.899Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ASSIS, Joaquina de</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora da melhor sociedade farense, que faleceu nesta cidade, com 88 anos de idade, a 16-3-1930. Era mãe do Dr. Alexandre Pereira d’Assis, subinspector de saúde em Faro; de D. Gertrudes Assis de Figueiredo, viúva do Eng.º agrónomo Alexandre de Sousa Figueiredo. Tinha também uma filha, de que não sei o nome, casada com o judeu Abraão Ruah.&lt;br /&gt;Era avó de D. Antónia de Figueiredo e Melo, esposa do Eng.º agrónomo Alexandre de Figueiredo e Melo; de D. Teolinda Barbosa, esposa de José Avelar Barbosa e de D. Maria Isabel Arouca Assis Simões esposa do Dr. José Monteiro Simões que era professor do Liceu de Faro.&lt;br /&gt;Ao funeral de D. Joaquina d’Assis compareceram centenas de pessoas originárias de todas as classes sociais, pois que gozava de enorme prestígio social granjeado pelas suas acções de bondade e benemerência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8810369339249576623?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8810369339249576623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/assis-joaquina-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8810369339249576623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8810369339249576623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/assis-joaquina-de.html' title='ASSIS, Joaquina de'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3949726623945919777</id><published>2010-03-01T20:00:00.000Z</published><updated>2010-03-01T20:01:02.942Z</updated><title type='text'>ASCENSÃO, Olímpia Lamas de Aboim</title><content type='html'>Distinta senhora da melhor sociedade farense, viúva do benemérito coronel Rodrigo de Aboim Ascensão. Nasceu em Faro e faleceu na sua residência em Lisboa, a 13-10-1933, com 76 anos de idade. Foi sempre um modelo de virtudes e de grande carácter, defendendo os mais desfavorecidos e protegendo os humildes, seguindo nesse exemplo o seu saudoso marido, um dos amais altruístas e beneméritos cidadãos farenses, a quem se ficou a dever a fundação do Refúgio que tem o seu nome.&lt;br /&gt;O féretro da veneranda D. Olímpia veio por via-férrea para Faro a fim de ser sepultado no jazigo de família no cemitério da Esperança&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3949726623945919777?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3949726623945919777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/ascensao-olimpia-lamas-de-aboim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3949726623945919777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3949726623945919777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/ascensao-olimpia-lamas-de-aboim.html' title='ASCENSÃO, Olímpia Lamas de Aboim'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6845382401723231108</id><published>2010-03-01T19:59:00.001Z</published><updated>2010-03-01T19:59:50.408Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>AMRAM, Sol Sequerra</title><content type='html'>Senhora de nação judia, educada nos moldes da sua tradição religiosa, que teve lugar cimeiro na sociedade farense. Faleceu na sua residência de Lisboa a 29-3-1934, com 58 anos de idade. Foi casada com o industrial Abrahão Amram que construiu a magnífica residência apalaçada na rua Filipe Alistão, onde se encontra hoje o Colégio Algarve.&lt;br /&gt;Viveu durante largos anos em Faro e aqui lhe nasceram os seguintes filhos: D. Orovida Luna Amram Levy (que à data do passamento da mãe estava viúva de Salomão Isaac Levy) D. Raquel Amram, Samuel e Josuah Sequerra Amram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6845382401723231108?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6845382401723231108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/amram-sol-sequerra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6845382401723231108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6845382401723231108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/03/amram-sol-sequerra.html' title='AMRAM, Sol Sequerra'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3272660465166708742</id><published>2010-02-26T18:49:00.002Z</published><updated>2010-02-26T18:55:57.205Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÍTICA LITERÁRIA'/><title type='text'>Uma viagem através da Luz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com a chancela da prestigiada Papiro Editora acaba de vir a público mais um livro de poesia de José Vieira Calado, poeta consagrado de que o Algarve, especialmente a cidade de Lagos, muito se orgulha. A obra intitula-se &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viagem através da Luz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, e inscreve-se naquilo a que podemos designar por poesia experimental, uma via mais no recente trajecto do pós-modernismo lírico. O liv&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S4gYFTioIqI/AAAAAAAAAf0/DBnvhRLj3yw/s1600-h/Viagem+atrav%C3%A9s+da+Luz.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 260px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442626629101167266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S4gYFTioIqI/AAAAAAAAAf0/DBnvhRLj3yw/s400/Viagem+atrav%C3%A9s+da+Luz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ro é, em si mesmo, uma unidade poética, constituída por um único poema, repartida por vinte e nove fracções, digamos assim, cujo tema principal é a Luz sideral e o universo cósmico, cujos versos pretendem conduzir o leitor numa inebriante viagem através do espaço celeste. Em todo o caso, é bom que se diga, o livro não é uma obra de ciência, mas de poesia, nem é tão pouco um repisar dos caminhos desbravados por António Gedeão, quando transformou a Física e a Química num objecto poético, formando um novo estilo lírico que se poderia designar por poesia-científica. Não, este é um livro muito diferente, tanto na abrangência temática como na extensão unívoca do poema, sendo que apenas existem algumas similitudes na dimensão da mancha poética. Nas suas fraquezas e virtudes, este livro é bastante inovador, não só como peça de arte mas também como peça literária, sendo que na sua formulação diegética até parece mais próxima da primeira do que da segunda. E isto em nada deslustra a qualidade e valor desta obra.&lt;br /&gt;A ninguém hoje assalta a dúvida de que a poesia de Vieira Calado está indubitavelmente ao nível do melhor que neste país se tem dado a público no sublime prelo de Orfeu. Conheço o poeta, e a sua obra, há mais de trinta anos e o que acabo de afirmar não é um exagero de amizade nem de admiração, mas tão só a simples constatação de um processo de vida literária, marcado pelo aperfeiçoamento e depuração das qualidades criativas do seu estro poético. Mas essa viagem de progressiva qualidade tem-se demonstrado não só na sublime concepção estética em que se inflamam os seus poemas como, muito especialmente, na sua idealização lírico-filosófica. Essas qualidades, convenhamos, não estão ao alcance de todos os poetas, mas tão só dos mais qualificados, criativos e inspirados. E nos seus poemas, como aliás na maioria das obras de arte consideradas de superior qualidade, nota-se que a inspiração poética não é repentina nem flamejante; bem pelo contrário, é pensada e exaustivamente reflectida, é ponderada e sopesada nos mais elevados valores e conceitos da estética e da metafísica filosófica.&lt;br /&gt;Esta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viagem através da Luz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é a mais recente produção de Vieira Calado, no contexto de uma obra de vasta dimensão, com dezassete títulos de poesia e três de prosa. Pela sua insistência e quantidade, pode afirmar-se que Vieira Calado é acima de tudo um poeta, no mais sublime e exigente que essa qualificação encerra, ainda que como prosador – e aqui relembro o seu belíssimo e enternecedor livro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Merdock&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, sobre um simples cão que personificou os ideais de liberdade e agitou a academia farense nos anos cinquenta – se deva também considerá-lo como um escritor, a quem o ensaio literário e o estudo científico não são igualmente estranhos.&lt;br /&gt;Neste livro vislumbra-se o plectro de Orfeu, mas num patamar muito superior ao que se costuma ver no contexto poético algarvio. Aqui a palavra supera o sentido meramente estético do verso poético, pelo que o parnasianismo da ortodoxia lírica que enforma a maioria dos poetas algarvios contemporâneos, está absolutamente distante, e diria até que totalmente fora dos horizontes poéticos de Vieira Calado. Mesmo se remontarmos aos seus dois primeiros livros, publicados ainda numa poesia “imberbe”, vemos que os seus versos são pujantes gritos de revolta contra a opressão salazarista e a privação das liberdades e garantias, em que se sustentava a obscenidade plutocrata do capitalismo vigente, afinal de contas problemas que hoje absurdamente se repõem num regime de liberdade e de democracia plena.&lt;br /&gt;Em todo o caso, e retomando o fio crítico, a poesia de Vieira Calado, desde o seus primeiros vagidos poéticos que se assume nos antípodas estéticos aos cânones ortodoxos da poesia clássica e aos tradicionais figurinos líricos que enformam a nossa poesia desde os heróicos modelos do Romantismo e dos bucólicos tempos do Naturalismo até aos difíceis da anos resistência neo-realista. Foi na alvorada dos anos sessenta que os moldes clássicos da criação poética foram absolutamente implodidos, quando ainda ninguém imaginava possível a eclosão da grande revolução social do Maio de 68, cujos ténues sinais já se vislumbravam, mas que só foram possíveis através dos crescentes sinais de mudança e de contestação juvenil, que uma emergente geração nova fazia desfraldar aos ventos a bandeira da liberdade, cortando as cadeias que manietavam o pensamento e amortalhavam os redentores ideais do Mundo Novo.&lt;br /&gt;Os poemas deste livro giram em torno duma espécie de viagem cósmica impulsionada à velocidade da luz pela força da palavra. A ideia incomensuravel do universo físico está patente neste livro através da persistente alusão aos seus elementosáconstituintes, com particular acinte na luz solar, fonte e gérmen de vida, nos astros que integram o nosso sistema astronómico (estrelas, cometas, planetas, quasares), assim como nas figuras que compõem o nosso universo mítico, como a Fénix, a cobra alada, a pedra filosofal, os grifos das trevas e os cavaleiros do apocalipse, os mitos da Esfinge, de Andrómeda e de Prometeu, enfim toda uma panóplia de aparente fantasia científica, que aqui é tratada e transmitida de forma etérea na volatilidade do verso poético.&lt;br /&gt;Os poemas deste livro giram em torno da palavra filosófica, das imagens metafóricas surrealistas e da estética pós-moderna. Paradoxalmente estes poemas não estão titulados, porque não existe um tema específico para cada um deles. Na verdade são incursões nas profundezas do inconsciente, que se reflectem num encadeamento de ideias e de figurações do irreal, que sensibilizam esteticamente o leitor para novas concepções tropológicas. O poeta não escreve a pensar no leitor ou em que o possa interpretar. Por isso não me parece que estes poemas se possam considerar acessíveis a todos, mas antes, e sem desprimor, só para alguns, certamente para os mais inteligentes e mais aptos, que são os únicos capazes de interpretar e desfrutar das ideias do poeta, algo etéreas mas profundamente ontológicas nesta &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Viagem através da Luz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;No fundo, todo o livro constitui uma viagem, um trajecto de quadros cenáticos que se sucedem e se engastam de forma lógica para a constituição de um todo. Isso não acontece num livro de poesia, onde cada poema é uma viagem, é um itinerário de ideias e de alegorias que enlevam o pensamento do leitor numa inebriante mensagem de sentimentos, de emoções e de sensações estéticas.&lt;br /&gt;Nesta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viagem através da Luz&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não acontece isso, porque os 29 poemas que constituem este livro têm uma relação conjunta, uma complementaridade entre si, e uma filiação global que os transformam num corpo, desarticulado é certo, mas consistente do ponto de vista das ideias e dos conceitos estéticos imanentes. Repare-se no simbolismo da Luz que dá o cerne a este livro e que, por isso mesmo, lhe é omnipresente, mas cuja essência não se consegue apreender, porque a luz vê-se, sente-se e invade-nos o espaço físico, mas não se consegue capturar ou impedir o seu curso natural, porque dela provém a fonte criativa da vida. A Luz neste livro é também a permanência da razão, é o estímulo e a sensação que invade o espírito do leitor, numa impressão inequivocamente etérea e volátil. Acima de tudo, o poema quis atribuir à Luz a ambivalência dialéctica do material e do espiritual. Mas, na verdade, a Luz é o símbolo da imaterialidade, da ilustração e da concepção do espírito, como génio criador da percepção das ideias e dos pensamentos superiores. Por isso, mas também por ser fonte de vida, é que se atribuem sentimentos de sacralidade e de divino endeusamento. No entanto, se a luz do Sol significa a vida, é certo que também traduz a visão espiritual e a inspiração criativa. A luz da Lua, por ser reflectida, simboliza uma forma de conhecimento infundido no pensamento racional e discursivo. Nela cabem a certeza, mas também o mistério. Cabe, portanto, ao leitor escolher se prefere a luz do sol, original e divina, ou a luz da Lua, reflectida, aparente e enigmático. Por mim, prefiro esta, e aprece-me que o Vieira Calado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;(texto de apresentação da obra Viagem Através da Luz, da autoria de Vieira Calado, efectuada na livraria «Pátio das Letras», em Faro, a 18-01-2010)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3272660465166708742?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3272660465166708742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/uma-viagem-atraves-da-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3272660465166708742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3272660465166708742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/uma-viagem-atraves-da-luz.html' title='Uma viagem através da Luz'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S4gYFTioIqI/AAAAAAAAAf0/DBnvhRLj3yw/s72-c/Viagem+atrav%C3%A9s+da+Luz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1027130063629780205</id><published>2010-02-13T23:39:00.001Z</published><updated>2010-02-13T23:39:53.098Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>ALBUQUERQUE, Maria José de Mascarenhas Gaivão Mouzinho de</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Viúva do grande herói Mouzinho de Albuquerque, que ele próprio considerou como a verdadeira estrela de todas as suas campanhas em África, que o seguiu em todas as incursões pelo vasto e inóspito continente, fiel companheira, colaboradora insubstituível, imprescindível na organização dos materiais científicos e na montagem dos hospitais de campanha, onde prestou preciosos auxílios de enfermagem aos soldados feridos pelos rebeldes inimigos.&lt;br /&gt;Como mulher e esposa encarnou o paradigma da companheira inseparável, tornando-se no modelo da mulher portuguesa, que por todo o país recebeu provas da maior admiração e carinho, o que deixou o Algarve muito orgulhoso.&lt;br /&gt;Aquela a quem o poeta Afonso Lopes Vieira chamou um dia “a primeira senhora portuguesa” era natural de Estombar, concelho de Silves, e faleceu em Lisboa em finais de Agosto de 1950, com 93 anos de idade. Descendia de uma ilustre família algarvia, aparentada com os ilustres Mascarenhas que se bateram heroicamente durante as Lutas Liberais.&lt;br /&gt;Casou-se em 1883, na cidade e Coimbra, com o seu primo Joaquim Augusto Mouzinho de Albuquerque, na altura um desconhecido alferes que logo seria mobilizado para a Índia. Partiu o jovem casal num périplo pelo antigo império, durante o qual se haveria de cobrir de glória aquele heróico soldado, cuja carreira militar marcaria de forma indelével a história portuguesa nos finais do século XIX.&lt;br /&gt;Acompanhou o percurso histórico de seu marido, sempre ao seu lado, como um anjo da guarda. Esteve com ele no governo de Lourenço Marques, na campanha contra o famoso Gungunhana, na estrepitosa campanha de Gaza, no violento combate de Macontene, no retorno ao governo de Lourenço Marques e depois no triunfal regresso à metrópole, à atribulada vida de Lisboa, às intrigas na corte e ao trágico episódio do suicídio de seu marido, até nisso um homem de honra que a pátria não soube merecer.&lt;br /&gt;Em todos esses momentos, uns mais nobres e gloriosos, outros menos felizes e memoráveis, esteve D. Maria José Gaivão sempre presente com a postura de uma grande senhora, quase uma rainha a quem enojaria o trono. Os ano que se seguiram à viuvez, que duraram quase meio século, foram de total apagamento, afastando-se da balofa convivência social da nobre elite a que pertencia, para se refugiar numa aura de absoluta humildade, como se fosse um símbolo nacional das mais sublimes virtudes.&lt;br /&gt;O seu funeral constituiu uma das maiores manifestações de patriótica saudade e de luto nacional por aquela que era a última senhora de uma plêiade de heroínas que a proletarização da República quase fizera esquecer.&lt;br /&gt;Deixou parte dos seus bens aos pobres, ficando como herdeiros os seus sobrinhos, a saber, o Dr. João Pedro de Mascarenhas Gaivão, que foi juiz distintíssimo e presidente do Círculo Judicial de Bragança, o eng.º Manuel de Mascarenhas Gaivão, que foi Governador Civil da Horta, e o Dr. Pedro de Mascarenhas Gaivão, famoso advogado em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1027130063629780205?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1027130063629780205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/albuquerque-maria-jose-de-mascarenhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1027130063629780205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1027130063629780205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/albuquerque-maria-jose-de-mascarenhas.html' title='ALBUQUERQUE, Maria José de Mascarenhas Gaivão Mouzinho de'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1179673752621268881</id><published>2010-02-11T23:46:00.001Z</published><updated>2010-02-11T23:50:41.010Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>LEMOS, Maria da Piedade Aboim Ascensão de Sande</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Benemérita local e primeira figura da sociedade farense do seu tempo. Nasceu em Faro, em 1867, e faleceu em 25-3-1944, aos 77 anos de idade, na cidade de Lisboa, onde fixara residência alguns anos antes. Na altura do seu passamento estava ainda de luto pelo falecimento do marido, Coronel José de Sande Lemos, ocorrido em Lisboa a 27-3-1943.&lt;br /&gt;Dotada de excelsas qualidades humanas, dedicou parte da sua vida a cuidar dos pobres e das crianças desvalidas, mercê dos seus avultados bens de fortuna. Foi, por isso, uma grande benemérita local, a quem se ficaram devendo os altíssimos donativos que canalizou ao longo da vida para o Refúgio Aboim Ascensão, hoje denominado por «Emergência Infantil».&lt;br /&gt;Por outro lado, sendo esposa de um oficial do exército e herdeira e uma das mais notáveis casas agrícolas do Algarve, viu-se durante a I Grande Guerra privada da companhia do marido e do filho, o major Manuel Aboim de Sande Lemos, ficando por isso entregue à sua administração todos os meios de sobrevivência da família, que ela geriu com a maior competência e inteligente criatividade, o que em vez de diminuir acabou por resultar no crescimento do seus bens e recursos financeiros.&lt;br /&gt;Esses avultados cabedais económicos soube-os distribuir benemeritamente pelos mais necessitados, nomeadamente a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, em Faro, para cuja sobrevivência contribuiu por várias vezes com elevados donativos, garantindo assim a manutenção do convento, das suas obras pias e sobretudo da Igreja do Carmo, cujas despesas de restauro e do exercício religioso sempre cobriu com indefectível generosidade.&lt;br /&gt;O funeral de D. Maria da Piedade, realizado no dia 28 de Março de 1944, no cemitério da Esperança em Faro, foi uma das maiores expressões de pesar e de reconhecimento social prestado pelos habitantes da cidade, que reconheciam nela a “mãe dos pobres”, epíteto com que sempre foi conhecida.&lt;br /&gt;Era mãe do Engenheiro Major do exército Manuel Aboim Ascensão de Sande Lemos e do Dr. José Aboim Ascensão de Sande Lemos, tia do Dr. José Aboim Ascensão Contreiras e irmã da igualmente benemérita D. Joaquina Ascensão Davim e do Coronel Aboim Ascensão, fundador do Refúgio das Raparigas em Faro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1179673752621268881?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1179673752621268881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/lemos-maria-da-piedade-aboim-ascensao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1179673752621268881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1179673752621268881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/lemos-maria-da-piedade-aboim-ascensao.html' title='LEMOS, Maria da Piedade Aboim Ascensão de Sande'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2106768983615330928</id><published>2010-02-11T23:40:00.004Z</published><updated>2010-02-11T23:52:58.591Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>NOGUEIRA, Maria da Conceição Corte-Real Moniz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora das mais fidalgas origens e da elite farense, nasceu em 1914 em Vila Nova de Portimão e faleceu em Faro, onde residia, a 31-12-1953, com apenas 39 anos de idade. Era enteada de D. Maria Luísa Leote do Rego Mendonça Corte-Real e filha do, então já falecido, médico Dr. Francisco Vito de Mendonça Corte Real, que foi uma das figuras de maior relevo na sociedade algarvia dos finais de Oitocentos.&lt;br /&gt;Foi esposa amantíssima do ilustre médico e publicista Dr. João Moniz Nogueira, na altura director da Casa de Saúde, da Aliança Francesa e presidente da Direcção Diocesana da Liga Católica.&lt;br /&gt;Pelas suas qualidades humanas e diamantino carácter desfrutava de grande estima no seio da sociedade farense, sendo presença constante junto das famílias mais carenciadas, levando ajuda material e uma palavra de conforto aos doentes e idosos. As crianças desvalidas, que sobreviviam em lastimável pobreza, eram também objecto da sua extremosa caridade. Pelo seu bondosíssimo coração fazia parte de várias instituições de caridade, de benemerência social e pertencia à direcção da Acção Católica em Faro.&lt;br /&gt;Deixou dois filhos, ainda crianças, que muito sofreram com tão precoce desenlace.&lt;br /&gt;A notícia do seu falecimento deixou a cidade em estado de choque, a ponto de várias festas e bailes de passagem de ano terem sido canceladas em sinal de luto e em respeito à sua memória. O seu funeral, realizado no dia 1 de Janeiro foi uma manifestação do mais sentido pesar, com a presença de centenas de pessoas oriundas de quase todo o Algarve. Por sua determinação ficou soterrada em campa rasa, como símbolo da sua humildade e desdouro pelas glórias terrenas.&lt;br /&gt;Era irmã de D. Francisca Castel-Branco de Mendonça Corte-Real Costa de Azevedo e de Francisco Castel Branco Corte-Real, que foi um dos mais abastados proprietários da cidade de Lagos; era cunhada do major Josino Francisco Costa de Azevedo, que foi professor do Colégio Militar de Lisboa; de Lucília Amália Libreiro de Mascarenhas Corte-Real; e de Joaquim Pedro da Silva Negrão, rico proprietário em Lagos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2106768983615330928?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2106768983615330928/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/nogueira-maria-da-conceicao-corte-real.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2106768983615330928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2106768983615330928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/nogueira-maria-da-conceicao-corte-real.html' title='NOGUEIRA, Maria da Conceição Corte-Real Moniz'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3193232026518317891</id><published>2010-02-06T10:54:00.006Z</published><updated>2010-02-06T11:18:56.709Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ALGARVIOS NOTÁVEIS'/><title type='text'>Carlos Abreu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;J. C. Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Engenheiro mecânico e romancista, João Carlos Telo Baptista de Abreu Pimenta, de seu nome completo, que usava o pseudónimo literário de Carlos Abreu. Nasceu em 1926, na freguesia de São Sebastião, concelho de Lagos, no seio de uma abastada família da burguesia industrial, muito conceituada no Algarve, e faleceu em Outubro de 1999. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S21N3D-dvuI/AAAAAAAAAc8/NKhfGiCcvtM/s1600-h/carlos_abreu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435085933661503202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S21N3D-dvuI/AAAAAAAAAc8/NKhfGiCcvtM/s320/carlos_abreu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fez os estudos secundários no Colégio Infante Sagres, em Lisboa, ingressando depois na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, onde concluiria, em 1951, com distinção a licenciatura em engenharia mecânica. Exerceu o seu múnus profissional em reputadas empresas de âmbito internacional sediadas em Lisboa e em Paris. Foi ao serviço das mesmas que percorreu a África e América Latina, numa odisseia mercantil que lhe permitiu conhecer diferentes culturas e adquirir impensáveis experiências de vida.&lt;br /&gt;Em meados dos anos oitenta, retornou à terra-mãe após o que decidiu concentrar o melhor da sua atenção e do seu esforço na actividade cultural, nomeadamente na criação literária, tornando-se a escrita numa espécie de companheira fiel nos rebates de saudade das suas viagens e dos tempos felizes da sua juventude. Muitos desses momentos e dessas recordações materializou-as em belos quadros literários de um forte e expressivo realismo. Carlos Abreu revelou-se tardiamente como literato. Porém, depressa se tornou num valor seguro da cultura algarvia.&lt;br /&gt;Como colaborador da imprensa algarvia estreou-se, em 1983, nas colunas do «Farol do Sul», passando pois pelas revistas «Nova Costa d’Oiro» e «Cadernos Históricos», e terminando no «Jornal de Lagos». Todos esses órgãos estavam sediados na sua terra-natal. Essa sua desinteressada colaboração na imprensa incidia geralmente em aspectos literários, muito particularmente na publicação de contos e de crónicas de belo recorte estilístico, a maioria das quais inspiradas nos actuais moldes da literatura britânica. Nessas crónicas revelava uma invejável cultura cosmopolita, estribada no conhecimento de diversas línguas e civilizações, nas suas experiências sociais e sobretudo nas viagens que realizou pelos quatro cantos do globo.&lt;br /&gt;Os seus contos evidenciavam uma rara beleza estilística e uma grande versatilidade na construção do discurso literário. Já próximo do fim da vida dedicava-se aos estudos históricos regionais, sobretudo os que respeitassem à Náutica dos Descobrimentos. Não o fazia com grandes pretensões científicas, mas tão só pela simples curiosidade de saber mais sobre o glorioso passado da sua terra-natal. Por outro lado, Carlos Abreu era um inveterado apreciador das coisas marítimas e também um velejador que percorria a costa algarvia com a curiosidade de perscrutar os sentidos dos velhos argonautas seus antepassados.&lt;br /&gt;Como intelectual e escritor foi membro de plenos direitos da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade Portuguesa de Autores e da Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve. Foi também Presidente da Direcção dos Estudos Marítimos de Lagos e vice-presidente da Academia de Música de Lagos, tendo igualmente pertencido aos corpos directivos do Círculo Cultural Teixeira Gomes e do Centro de Estudos Gil Eanes.&lt;br /&gt;Quem teve o privilégio de privar com o Eng.º João Pimenta ou o escritor Carlos Abreu, sabe o quanto era estimado na sua cidade de Lagos, não só pela sua estampa de “cavalheiro britânico” como sobretudo pelas qualidades intelectuais e bonomia de carácter. Tinha amigos em todos os quadrantes sociais e à sua volta havia sempre quem o escutasse com atenção, admirando a forma como se exprimia, num tom sereno, baixo e pausado, próprio de um homem fino e educado. Pouco tempo antes de falecer tínhamos estado juntos no Centro Cultural de Lagos, onde fiz a apresentação do livro de Vieira Calado, Transparências, no fim da qual falamos dos seus projectos futuros, nomeadamente da preparação de um romance que tinha em mãos. A seu lado estava o também nosso comum amigo José Paula Borba e entre as suas preocupações recordo-me que destacava a centenária Sociedade Filarmónica com a sua notável escola de música, e a Misericórdia de Lagos a cuja benemerência não regateava elogios. A sua esposa, senhora de invejável beleza, segundo creio de origem britânica, subscrevia-lhe as preocupações, sobretudo na “cruzada” da música, cujo ensino entendia de fulcral importância na formação da juventude. Era um casal raro na nossa pequenina e por vezes tão provinciana sociedade.&lt;br /&gt;Apesar de tudo, parecia estar bem de saúde e com vontade de prosseguir os seus projectos literários. Porém uma arreliadora insuficiência respiratória mantinha-o em tratamento médico, creio que em Coimbra e no Porto, onde se deslocava amiudadas vezes também para se actualizar junto das tertúlias literárias que o recebiam com agrado e satisfação. O seu porte elegante e cavalheiresco, o cachimbo inglês e os cigarros Gauloise, conferiam-lhe um semblante especial, a imagem de homem de outro pensar e de outros mundos. Verdadeiramente singular, Carlos Abreu era um estrangeirado, herdeiro da nobre cepa lacobrigense. Da sua estirpe havia poucos no Algarve e nesse alfobre de intelectuais, que é e sempre foi a cidade de Lagos, fica agora uma vaga insubstituível e uma profunda saudade.&lt;br /&gt;A vida de Carlos Abreu foi uma odisseia pelo mundo fora, sobretudo em África e na América Latina, onde trabalhou como engenheiro mecânico na reparação naval ao serviço de uma empresa multinacional sediada em Paris. Dessa vivência e da sua intrínseca apetência para a escrita nasceram os seus romances &lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Concurso Internacional&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, 1987; &lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Em Busca de Ilusões&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, 1989; e &lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Tolentino Venâncio, grande industrial&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, 1998, para além de dois livros de crónicas intitulados &lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Gentes de Lagos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, 1994 e &lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Lagos, um certo tempo – Crónicas e reflexões&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, 1998.&lt;br /&gt;Pouco tempo antes de falecer confidenciou-me que tinha prontos a entrar no prelo um romance intitulado «O Pescador de Sagres» e uma peça de teatro em três actos, «A Casa de Yolanda», cujos originais deverão permanecer em posse dos herdeiros. Projectava também dar a público uma compilação das suas melhores crónicas publicadas nos órgãos regionais acima referidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3193232026518317891?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3193232026518317891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/carlos-abreu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3193232026518317891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3193232026518317891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/02/carlos-abreu.html' title='Carlos Abreu'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S21N3D-dvuI/AAAAAAAAAc8/NKhfGiCcvtM/s72-c/carlos_abreu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2172820324873595528</id><published>2010-01-09T13:53:00.004Z</published><updated>2010-01-09T14:15:35.588Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação de livros'/><title type='text'>UMA NOITE COM O FOGO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Confesso que é sempre um prazer falar da obra do escritor António Manuel Venda, um dos mais jovens e promissores escritores da nova vaga literária, que tem emprestado às letras nacionais o brilho do seu talento e da sua ilustração intelectual. Devo acrescentar que o&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S0iMLxthBfI/AAAAAAAAAb0/jY9WeoCyGrI/s1600-h/Uma+Noite+com+o+Fogo+def_plano_capa2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 166px; FLOAT: right; HEIGHT: 259px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424739885118457330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S0iMLxthBfI/AAAAAAAAAb0/jY9WeoCyGrI/s320/Uma+Noite+com+o+Fogo+def_plano_capa2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; que mais me impressiona na sua forma de ser e de estar, assim como na sua personalidade de escritor, é a sua intrínseca e natural simplicidade, o seu espírito humilde e discreto, assim como a feição despretensiosa como encara o sucesso da sua obra e da sua relevante posição no contexto da moderna literatura portuguesa. Esses são apenas aspectos pessoais e muito particulares do homem/autor, que se reflectem e evidenciam na sua escrita e no seu próprio processo de criação narrativa, sendo, em minha opinião, de uma desconcertante simplicidade na forma como escolhe as palavras mais comuns para construir um texto muito difícil de elaborar, mas fácil de entender. Esta simbiose da facilidade da escrita e da compreensão do discurso narrativo, faz com que a sua obra literária se torne muito acessível e de apetecível leitura, sobretudo para o público jovem.&lt;br /&gt;Este livro, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uma Noite com o Fogo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que tivemos a honra de apresentar oficialmente em Faro, na livraria «O Pátio das Letras», está integralmente redigido num discurso indirecto livre, que, no caso presente, constitui um recurso literário, ou uma estratégia de construção estilística, muito difícil de conceber e até mesmo muito raro de se ver no actual panorama da nossa literatura. Em todo o caso, o autor faz uso constante das exclamações, das interrogações, das reticências e dos localizadores temporais e espaciais que denunciam a presença do &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, aliás sempre recorrente e quase omnipresente na construção diegética da obra. Este recurso ao &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, denuncia claramente a existência duma trindade diegética, consubstanciada na simultaneidade do autor, do narrador e da personagem principal numa só figura – o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;. E na construção desse&lt;em&gt; eu&lt;/em&gt;, surgem como aglutinadores do discurso indirecto os verbos declarativos, sendo que os processos de subordinação desaparecem neste modo discursivo, fundindo-se a voz do narrador com a personagem principal, como se falassem ambas em simultâneo. Mas, no fundo, o que torna este livro numa obra de singular relevância é a sua formulação narrativa, assente numa consistente estrutura sintáctica e numa bem concebida elaboração frásica, em cujo âmago sobressai a sua construção semiótica, atribuindo um forte pendor simbólico aos pequenos enfoques em que decorre a acção diegética. Por outro lado, todo o livro é trespassado por constantes retrocessos no processo narrativo, entre o passado da meninice do narrador/personagem, pleno de bucolismo e ingenuidade, em contraste com o tempo presente, cujo ambiente social e envolvência natural se foi desgastando e adulterando no assoberbante vórtice materialista da vida moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Uma obra independente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente se pode classificar esta obra do ponto de vista estético. Não segue correntes nem estilos predefinidos. Ao contrário das obras anteriores, António Manuel Venda distancia-se nesta &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Noite com o Fogo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da estética neo-realista, tão do seu gosto literário, para fazer uma breve incursão pelo romance experimental da nova vaga anglo-saxónica. Daí que seja difícil de definir ou de enquadrar esta obra numa corrente estética reconhecida, pelo que a melhor maneira de a classificar será precisamente considerá-la como obra independente, livre e sem alinhados clichés estéticos, fugindo assim aos modelos literários e a outros figurinos academicamente estabelecidos.&lt;br /&gt;Acima de tudo este livro é uma obra de arte, esboçada numa pintura de emoções e de sobressaltos, na qual sobressai avassaladora a luz do fogo, entrecortada pela tisne penumbra dos fumos e das cinzas que cobrem de horrendo negrume a noite de todos os desafios e de todos os desencantos. Neste quadro já não se vislumbra a outrora verdejante paisagem da serra algarvia, mas vê-se em traço impressionista a exasperada e indignada luta do autor contra um cenário de catástrofe, que se torna insuperável devido à falta de concertação de meios e de união de esforços para compor com outras tintas um panorama cenatório de heróicos sucessos humanos. O que inflama este livro é precisamente a centelha de génio do António Manuel Venda, cuja indefinida corrente estética faz transparecer um estilo muito peculiar, estruturalmente descritivo com movimentações bruscas e muito imprevisíveis, mas intrinsecamente pictórico, numa espécie de naturalismo pós-milenarista, transfigurando a placidez dos seres e dos espaços naturais em fantásticas mutações oníricas, sem serem terrificamente intranquilas ou pavorosas. Bem pelo contrário, a sua criatividade literária revela-se numa acentuada imaginação estética, muito forte e diversificada em subterfúgios cinéfilos e em fobias de íntimo psicologismo.&lt;br /&gt;No meu conceito, A.M.V. é um escritor da dialéctica espiritual, em toda a plenitude desse aparente contra-senso, cuja obra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uma Noite com o Fogo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é sumamente difícil de qualificar, pois que não sendo um livro de contos, de crónicas nem de ensaios, também não é uma novela nem um romance, na verdadeira acepção teórica desse género literário. Por necessidade de funcionalidade analítica, digamos que se trata de uma crónica-romanceada, na qual o texto descritivo supera claramente o narrativo, obliterando o uso de personagens, suprimindo as localizações físicas, omitindo as referências cronológicos e preterindo os conflitos socioeconómicas para construir um romance, que não sendo de intervenção é, acima de tudo, uma obra de arte.&lt;br /&gt;Não existe neste livro um único diálogo, um único momento em que o autor recorra ao discurso directo, talvez porque também nele não existam personagens, nem mesmo pessoas identificadas com nomes próprios. Nada neste livro está identificado, nem no tempo nem no espaço, certamente para que o leitor não se distraia nem se afaste do cento fulcralizador da narrativa – o fogo na floresta. Muito embora não se identifique o lugar onde decorre a acção diegética, deduz-se não só pelas origens do autor como ainda pelos constantes &lt;em&gt;feedbacks&lt;/em&gt; autobiográficos, que se trata da serra de Monchique. Percebe-se que é nas terras do seu berço, porque no início do livro o autor-narrador-personagem dirige-se no seu automóvel a grande velocidade para sul, deixando para trás o Alentejo, correndo na direcção dos montes da sua infância, sugestionado pelas dramáticas imagens da floresta em chamas que pouco antes haviam sido difundidas pela televisão.&lt;br /&gt;Tudo o que se vê e sente neste livro é a percepção da dramática falta de meios, e da natural insuficiência humana, na luta contra o fogo. São as chamas diabolicamente a lavrar na serra, como se fossem um indestrutível e incontrolável monstro, a cuja avassaladora força e impiedosa devastação se submetem a exuberante, mas indefesa, natureza e as populações locais, cujos bens e, por vezes, até as próprias vidas, se perdem numa luta titânica contra a força dos elementos, que nem o engenho nem a bravura humana conseguem superar.&lt;br /&gt;O fogo assume neste livro um enquadramento preponderante, no espaço cenático e na construção diegético, desenvolvendo-se por vezes ao nível duma personagem que se transfigura entre uma luminosa referência no horizonte e uma dócil linha de fogo, que rasteja aos pés do narrador, para logo se transmutar num mar de alterosas labaredas, que tudo devora e devasta numa impiedosa onda de cinzas e calcinados destroços. O fogo é como que a personagem superestrutural desta obra. É nele que se materializa a violência, o desastre, a morte e a devastação, numa concentração activa contra a própria Natureza, o Ambiente e a Floresta, numa espécie de trindade dos elementos, que em Monchique dá o cerne e a vida àquele povo e àquele território. O espectro do fogo e da incineração da serra de Monchique tem sido ao longo de séculos uma ameaça constante, um traiçoeiro inimigo, um monstro terrífico e catastrófico que tudo reduz a cinzas, transformando a beleza natural dos ricos montados de sobro, das florestas de pinheiros e de castanheiros, em horrendos campos de escombros e cinzas.&lt;br /&gt;Desde há séculos que a riqueza do povo monchiquense se tem estribado na produção agro-pecuária e numa prolífera indústria florestal, mercê de um microclima favorável à silvicultura. Por isso não admira que o tema principal deste livro tivesse incidido precisamente na dramática descrição do devastador incêndio ali ocorrido (neste caso em 2004), que durante dias lavrou impiedosamente por toda a serra, reduzindo a cinzas uma vasta concentração florestal formada por diversas espécies arbóreas, algumas delas únicas e insubstituíveis, cujo repovoamento e substituição ocupará várias décadas e algumas gerações até que definitivamente se volte a reconstituir na sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As personagens intradiegéticas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Neste livro as personagens são figuras literárias, embora não sejam pessoas nem propriamente personagens narrativas, mas antes espaços, contornos, delineamentos de cenas dramáticas, sem sangue nem violência humana, mas antes com o dramatismo da destruição plena e irreversível do fogo na floresta, o que dá às figuras do romance uma personalização muito especial e muito activa naquilo a que podemos designar por “cenas de fulgor”, isto é, os momentos em que a narrativa chama o leitor para o centro da acção diegética, fazendo-o sentir a experiência e a dramatização do quadro literário.&lt;br /&gt;Dado que as personagens deste romance adquirem pouca expressividade literária, até porque se confundem com a triangulação do autor-narrador-personagem, pois que lhe são próximas das suas memórias de infância, ou que lhe são íntimas como é o caso dos seus familiares, percebe-se que são personagens de opaca identidade ou de esbatida descrição física e de sofrível afirmação psicológica. Podemos mesmo afirmar que neste livro as personagens não são proeminentes nem afirmativas, permanentes ou insistentes, sendo simplesmente meros suportes da narrativa, quase figurantes secundários, uma espécie de &lt;em&gt;dramatis personae&lt;/em&gt; num palco desprovido de um multiforme enquadramento cenático. Por outro lado, o tempo da acção diegética é também triangular e pluridimensionado entre o passado e o presente e – aqui é que está a diferença – a inexistência do futuro, aliás impossibilitado pela devastação do fogo.&lt;br /&gt;É curioso que neste livro o tempo diegético constitui uma espécie de fusão das diferentes dimensões do próprio tempo, que se espraia, se confunde e se mescla numa sucessão interactiva entre tempo biológico, tempo psicológico, tempo histórico e tempo ontológico. O poliedro construído no cerne da narrativa entre o tempo, a sua duração e sucessão, põe, por vezes em dúvida ou em confusão, as noções de início e de fim, de presente e de passado, esbatendo-se as suas naturais coordenadas de espaço e de referencial, dando azo a que a narrativa assuma uma certa autonomização de linguagem, não só para a concepção do espaço recente, ausente e irreal, como ainda para a sua distanciação tridimensional entre o passado, o presente e o narrador-personagem. Isso vê-se ou constata-se em momentos fulcrais da narrativa, quando a imaginação do narrador resvala para o fantástico, confundindo a realidade com a fantasia, construindo um diálogo surdo mas visivelmente sensorial entre personagens reais e irreais, numa dinâmica multifronte e inapreensível.&lt;br /&gt;Salta à mente do leitor a necessidade de reflectir, como participante intradiegético, num processo de autognose individual e intimista sobre o devir do homem, sobre o ambiente que o rodeia e sobre a preservação do património natural, que não lhe pertence, mas que é um legado a ser integralmente transmitido às gerações vindouras.&lt;br /&gt;Para terminar devo acrescentar que esta obra não se integra no Realismo Urbano dos seus romances anteriores, mas antes numa espécie de Naturalismo Burguês Telúrico, pois que a narrativa é concebida pelo autor-personagem António Manuel Venda, que se ausentou do espaço natural que lhe foi berço para o centro urbano e burguês, onde fez a sua formação intelectual e a sua adaptação ao espírito materialista dominante, no qual se adapta mas que repudia em face das referências naturalistas, sinceras, desinteressadas e solidárias, onde fez a sua socialização primacial.&lt;br /&gt;O autor-narrador-personagem, regressa neste livro ao espaço natural das suas origens, que descreve, aliás, como sendo o espaço da interacção moral entre o sacrifício do trabalho árduo, a coragem solidária, a honradez social, a ética espiritual e fraterna, contra o egoísmo do materialismo insensível e desumanizante. O cerne principal desta obra é o ambiente natural da serra de Monchique, em toda a sua plenitude, sendo por demais evidente que o António Manuel Venda faz a descrição da envolvente biodiversidade da fauna e da flora, como alguém que conhece ao pormenor os diferentes elementos naturalistas, enumerando distintas espécies arbóreas, como amieiros, sobreiros, azinheiras, alfarrobeiras, medronheiros, castanheiros e pinheiros, em cujo ambiente é sempre possível que o leitor seja confrontado com episódios de imaginosa fantasia, entre o pícaro e o trágico, como a descrição de perigosas alclaras, fugidios texugos e javalis, moribundos escalavardos, misturados com o espectro fastasmagórico de um “Rasputine a preto e branco”, que presumo venha a ser aproveitado para um próximo romance, à imagem do “mágico-velhinho” de livros anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Apresentação do livro, realizada a 24-04-2009, na livraria Pátio das Letras, em Faro&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2172820324873595528?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2172820324873595528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/01/uma-noite-com-o-fogo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2172820324873595528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2172820324873595528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/01/uma-noite-com-o-fogo.html' title='UMA NOITE COM O FOGO'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S0iMLxthBfI/AAAAAAAAAb0/jY9WeoCyGrI/s72-c/Uma+Noite+com+o+Fogo+def_plano_capa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7046072934979217918</id><published>2010-01-04T22:46:00.001Z</published><updated>2010-01-04T22:47:44.818Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÍTICA LITERÁRIA'/><title type='text'>A Casa das Areias, de Luísa Monteiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O romance, A Casa das Areias, da autoria de Luísa Monteiro, destina-se a um público adulto e culto, não é um livro banal nem ao alcance de todos. Para o lermos necessitamos de uma certa cultura e uma certa maturidade literária. Não é um livro difícil, quer na escrita quer na trama romanesca. Em todo o caso é um livro que exige do leitor uma certa capacidade intelectual para perceber a saga de duas famílias que se desenrola durante quase um século. Possui uma estrutura de longa duração, sem se tornar enfadonho, maçador, parado ou ronceiro. Bem pelo contrário. Desenvolve-se com alguma celeridade, dando não raras vezes às personagens retratadas uma vida efémera, sem pujança nem peso narrativo, mas com um vínculo por vezes mítico do amor inatingível, dilacerante e frustrante.&lt;br /&gt;A grande lição a retirar sumariamente deste livro é que o amor não se cura no casamento. A liberdade de sentir e de amar sem peias nem regras constitui a essência do amor. Só é livre quem ama. Mas só verdadeiramente ama quem despojado de interesses materiais faz do amor o valor supremo da vida.&lt;br /&gt;O cenário espácio-temporal desta obra é o século XX na região minhota, que aliás, retrata de forma magistral em todos os aspectos, quer no ambiente natural, quer na envolvência social embasada na má distribuição da riqueza. Mas incide mais concretamente no concelho de Vila Nova de Famalicão. Os campos, as culturas, os costumes, as tradições, a gastronomia, a religiosidade nos seus tabus e fetiches, em suma, os defeitos e virtudes da gente simples e humilde, que conceptualiza na verticalidade dos princípios éticos da honra, a bandeira duma alma popular erguida e defendida ao longo de séculos.&lt;br /&gt;Existem na contextualidade narrativa dois vectores primaciais que conduzem como linhas de força todo o romance: um vector feminino dominado pela figura de Ana, cujas origens judaicas fazem dela uma mulher enigmática, cobiçada na sua irradiante beleza, invejável na sua fortuna, inimitável na sua sedutora sensualidade. Uma matrona de numerosa prole, escoriada em avultados cabedais que a tornam aos olhos do vulgo numa mulher poderosa, admirada e temida.&lt;br /&gt;O lado narrativo masculino é dominado por Camilo Augusto, um brasileiro de torna-viagem, boçal e agressivo, dourado pela riqueza granjeada entre selvagens. Uma figura carregada de traços camilianos, que definhará mais tarde de paixão pela judia que repudia os seus encantos materiais por não lhe suportar a negritude da alma.&lt;br /&gt;Visível é também neste livro o choque de culturas numa certa conflitualidade de gerações. O emancipalismo feminista de Ana espelhado na sua luta pela liberdade de pensamento e de acção, na sua independência, na integridade do seu território e no desprezo pelo macho, ainda que deixando-se possuir por ele, é sinónimo duma força de carácter que inspirará todos os seus descendentes.&lt;br /&gt;Daí que a narrativa se reparta entre a riqueza e a pobreza, a independência moral e a subserviência dos que rodeiam as figuras sobre as quais assenta toda a estrutura romanesca. Neste ambiente social desenvolve-se um tempo diacrónico cujas balizas, ainda que difíceis de definir parecem estabelecer-se entre o fim do século XIX e os conturbados anos revolucionários do pós-25 de Abril. Como marcos surgem as duas guerras mundiais, que escalavraram a fortuna de ambas as famílias e moldaram novas mentalidades. A sucessão do tempo é também a substituição das personagens pelos seus descendentes que assumem progressivamente o papel de protagonistas na diegese narrativa. É disso exemplo o caso de Teresa, a filha de Ana, que vai sendo substituída pela radiosa figura de Esmeralda. O mesmo acontece ao vector masculino que tem em Augusto, filho de Camilo Augusto, que será substituído por Agostinho. Ou seja a narrativa passa de avós para netos numa incontrolável sucessão de tempo e de novas mentalidades. Em todo o caso, nota-se que é o vector feminino o vencedor, pela constância da sua força, do seu orgulho, da sua perseverança e do seu denodo. O vector masculino é retractado de uma forma mais torpe, mais desleal, mais sabuja.&lt;br /&gt;A descrição da envolvência diegética é um dos pontos fortes deste livro. As cores, os cheiros, as formas, os sons e as texturas ressaltam do livro duma forma muito viva, muito real, que lhe dão a aparência da verdade através do constante recurso a imagens poéticas, extrapolações metafóricas e comparações analépticas.&lt;br /&gt;Uma das facetas mais interessantes do livro é aquela que se prende com a arqueologia dos sentidos, atraindo a atenção do leitor para os cheiros, sabores, sons, texturas e visões de um Minho deslumbrante e sedutor. No contexto da estimulação sensitiva a autora recorre ao prazer gastronómico, fazendo constantes referências aos pratos e iguarias minhotas. A estratégia prandial foi aliás muito usada por Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Aquilino Ribeiro e tantos outros autores da nossa melhor safra literária.&lt;br /&gt;Não menos curiosa é também a descrição dos moribundos, que tem algo de plangente e teatral, no fundo é a atracção lírica pela morte, como redentora da vida. A despedida da vida, quando não ocorre de forma repentina e acidental, tem algo de romântico, o que na literatura clássica se explorou quase até à exaustão. Com a Luísa Monteiro não é tanto assim, embora elabore quadros de morte profundamente sentidos. Não obstante poupa tempo e espaço com as personagens secundárias que surgem de forma quase espontânea, mas também morrem num ápice, deixando breve rasto na narrativa. Para dar uma certa autenticidade ao romance insere-lhe figuras reais como, por exemplo, Adolfo Casais Monteiro, nomes de empresas, de indústrias de ruas, freguesias e locais que verdadeiramente ainda hoje existem, deixando o leitor intrigado, confuso e surpreendido, pela ousadia de se misturar a realidade com a ficção. Mas isso é mais uma estratégia ou recurso literário para construir a saga destas duas famílias que atravessam todo o século XX, perdendo paulatinamente o seu protagonismo económico, para se esvaecerem na voragem do tempo e nas mudanças socias operadas.&lt;br /&gt;Merece também que destaquemos o recurso ao rifoneiro popular, citando com a parcimónia necessária alguns provérbios adequados à construção narrativa. O mesmo acontece com a frugal utilização de vocábulos minhotos carregados de conotações brejeiras, eróticas, sarcásticas ou ridicularizantes. Tudo usado na proporção do quanto baste, sem exageros enfastiantes que, não raramente, banalizam e diminuem a qualidade da obra.&lt;br /&gt;Por fim, e após sucessivas alterações geracionais dá-se a reunião dos dois vectores iniciais: o feminino da judia Ana e o masculino do brasileiro de torna-viagem Camilo Augusto. As duas narrativas que evoluem de forma distinta até ao último terço do romance acabam por confluir no casamento dos netos de ambos, Agostinho da parentela masculina e Esmeralda da feminina. O fruto de ambos, Eduarda, personifica a libertação e a vitória das mulheres num mundo dominado pelos homens. «Por isso, aos dezasseis anos despediu-se da família, ajustou o violino às costas e deu gás à lambreta azul que lhe ofereceram no aniversário. Para trás, uma geração densa de Evas, que ao longo de décadas assumiram o sacrifício de uma vida fora do Paraíso, ao lado de homens e rodeadas de filhos. Mas a genética tem caprichos muito curiosos e, de vez em quando, produz seres cujos comportamentos denotam uma intoxicação qualquer das marcas da eugenia, resultando daí personalidade pouco comum à árvore da genealogia». &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7046072934979217918?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7046072934979217918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/01/casa-das-areias-de-luisa-monteiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7046072934979217918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7046072934979217918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2010/01/casa-das-areias-de-luisa-monteiro.html' title='A Casa das Areias, de Luísa Monteiro'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6107269077153352635</id><published>2009-12-04T12:41:00.002Z</published><updated>2010-01-21T18:06:50.562Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ALGARVIOS NOTÁVEIS'/><title type='text'>Filipe Viegas Aleixo, um revolucionário de cuja memória o Algarve se orgulha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;J. C. Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Reputado activista sindical e lutador antifascista, Filipe Viegas Aleixo foi também um conceituado publicista e grande estudioso das modernas correntes filosóficas. Era familiar do poeta António Aleixo e do Dr. Vítor Aleixo, que foi presidente da Câmara Municipal de Loulé. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S1iXpJXR62I/AAAAAAAAAcM/eq1UyzhvIxg/s1600-h/Aleixo,+Filipe+Viegas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 239px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429256083939126114" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S1iXpJXR62I/AAAAAAAAAcM/eq1UyzhvIxg/s320/Aleixo,+Filipe+Viegas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Originário de uma família burguesa de largas posses económicas, nasceu em Loulé a 22-8-1915 e faleceu na mesma cidade a 10-08-2000, mas nos estudos, não foi além da instrução primária. Ainda jovem ficou órfão de pai, tornando-se administrador dos bens familiares. O gosto pela leitura fê-lo admirador das correntes democráticas, e não raras vezes tornava públicas as suas discordâncias políticas, denunciando as desigualdades sociais que então minavam a sociedade portuguesa. Por isso foi preso em 1943 pela PIDE, que sem julgamento o deixou encarcerado até 1945. Empregou-se em 1948 na SECIL mas para fugir à PIDE emigrou em 1953 para São Paulo, no Brasil, onde participou activamente no Movimento Portugal Democrático até 1955. Nesse ano partiu para El Tigre, na Venezuela, onde acabava de ser deposto o ditador Perez Gimenez, inscrevendo-se então na Junta Patriótica Portuguesa de Caracas. Nos anos do pós-guerra pensava-se que as autocracias e o colonialismo tinham os dias contados. Salazar e Portugal eram um dos principais alvos a abater. E quando em 1959 o capitão Henrique Galvão - um dos grandes colonialistas portugueses convertido em democrata - se refugiou na Venezuela começou a preparar uma manobra política que atraísse a atenção do mundo. Decidiu-se por uma acção de pirataria marítima e aproveitando a atracagem do navio «Santa Maria», organizou o seu assalto recrutando um grupo de vinte e um improvisados operacionais. Um deles foi precisamente Filipe Viegas Aleixo, que na noite de 21 para 22 de Janeiro de 1961 tomaram o comando do navio, numa mediática acção política que abalou a “paz podre” do salazarismo e abriu caminho à revolta armada nas colónias africanas.&lt;br /&gt;Terminada a aventura do «Santa Maria» aportou no Brasil, como exilado político, mas em 1964 já está em França ao lado de Palma Inácio para tentar entrar em Portugal, mas é preso por influência da PIDE em Grenoble. Felizmente foi libertado a pedido dos movimentos democráticos que apoiavam os activistas portugueses no exílio. Mas em 1968 entrou clandestinamente em Portugal, sendo detido logo em Agosto na vila de Moncorvo e remetido para o Porto, onde viu reconfirmada a pena de prisão que lhe fora atribuída pela acção contra o «Santa Maria». Transferido para o forte de Peniche aí permaneceu até ao «25 de Abril», altura em que viu finalmente ser-lhe restituída a tão almejada liberdade, desiderato de quase uma vida dedicada à conquista dos altos valores democráticos. Voltou então para Loulé onde foi integrado nos quadros efectivos do município, dedicando-se à actividade sindical até 1985, data da sua aposentação. Em reconhecimento do seu esforço pelas liberdades individuais e colectivas foi agraciado, em 28-5-1998, pela edilidade louletana com a Medalha de Mérito Municipal Grau Prata. No ano 2000, mais precisamente em Março, e ainda na plenitude das suas faculdades intelectuais, mandou editar o livro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Lições de Filosofia: dos mais variados ramos da actividade humana à luz da ciência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, no qual compilou um conjunto de textos relativos aos mais diversos problemas socioculturais que afligiram a humanidade neste século. A forma desinibida e quase “naive” como interpreta os conceitos filosóficos ou como encara as ideologias modernas, conferem a este livro não só um carácter muito particular como ainda uma leitura bastante invulgar. Nesse mesmo ano de 2000, mandou também às suas expensas editar aquele que foi o seu derradeiro livro intitulado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;As crianças são a razão da vida e a alma do conhecimento humano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, dirigido à formação moral e intelectual dos mais jovens&lt;br /&gt;A sua adiantada idade e precário estado de saúde forçou o seu recolhimento a um lar de idosos onde pouco depois viria a falecer. Acima de tudo, Filipe Viegas Aleixo deve ser lembrado pelas gerações vindouras como um revolucionário anti-fascista, cuja vida de sacrifício e de permanente combate pela liberdade, dava certamente para escrever um verdadeiro romance.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6107269077153352635?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6107269077153352635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/12/filipe-viegas-aleixo-um-revolucionario.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6107269077153352635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6107269077153352635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/12/filipe-viegas-aleixo-um-revolucionario.html' title='Filipe Viegas Aleixo, um revolucionário de cuja memória o Algarve se orgulha'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S1iXpJXR62I/AAAAAAAAAcM/eq1UyzhvIxg/s72-c/Aleixo,+Filipe+Viegas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5394455086608163830</id><published>2009-11-30T18:51:00.003Z</published><updated>2010-02-06T10:48:41.902Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ALGARVIOS NOTÁVEIS'/><title type='text'>José Azinheira Rebelo, um homem da cultura algarvia quase esquecido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;J. C. Vilhena Mesquita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Conheci de forma esporádica e quase fugaz o conhecido colaborador da imprensa algarvia José Azinheira Rebelo. Era um homem de bom coração, sempre disposto a ajudar os mais desfavorecidos, e sempre muito preocupado com a conservação do património histórico e cultura do seu Algarve, sendo que como olhanense era dos mais fervorosos amantes daquela vila piscatória. Por tudo isso, mas também por ter sido um assíduo jornalista, não só da sua terra-natal como também de todo o Algarve, não pode permanecer esquecido na memória dos vindouros. É em honra do seu bondosíssimo carácter e do seu afectuosos algarviismo aqui lhe traçamos um breve esboço biográfico.&lt;br /&gt;José Azinheira Rebelo, nasceu em Olhão a 12-1-1925, e aí faleceu a 8-4-1999; era filho de João Arcanjo Rebelo, antigo solicitador forense, e de Clarisse Luísa Azinheira Rebelo, ambos naturais de Olhão e há muitos anos desaparecidos. Fez apenas a instrução primária, concluída na Escola mista de Brancanes, começando a trabalhar aos 11 anos de idade como marçano numa loja de Olhão. Aos 17 anos era empregado de escritório num armazém industrial, passando depois por uma oficina de serralharia até chegar a vendedor de uma empresa de Lisboa, de cuja delegação em Faro chegou a ser gerente. Aos 36 anos estabeleceu-se em Faro com uma loja de ferramentas, máquinas e artigos para a indústria, a qual deixou aos 66 anos de idade. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S09vrj2hNTI/AAAAAAAAAb8/-Twmfy5fzug/s1600-h/FBonjoanenses.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426678870153704754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S09vrj2hNTI/AAAAAAAAAb8/-Twmfy5fzug/s320/FBonjoanenses.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando jovem fez uma breve incursão pelo MUD-Juvenil, com vista a fundar uma secção desportiva em Olhão, valendo-lhe essa ousadia a classificação de “politicamente desafecto ao regime”. Dedicou-se a partir de então ao Escutismo, fundando em 1945 o jornal «Alvorada» da Patrulha Egas Moniz do Grupo n.º 6 dos Escuteiros de Portugal, em Olhão. Desempenhou vários cargos de relevo no escutismo algarvio, defendendo escrupulosamente a mensagem de Sir Baden-Powel, chegando mesmo a ser condecorado pelos serviços prestados com a medalha «Assiduidade». Foi também um apaixonado do basquetebol, tendo representado os seguintes clubes: Os Olhanenses, o Ginásio Olhanense, o Sporting Olhanense e Os Bonjoanense, de Faro. Mas à política só voltaria após o «25 de Abril» para ser eleito membro da Junta de Freguesia da Sé, tendo depois colaborado no 1.º recenseamento da Câmara Municipal de Faro.&lt;br /&gt;Apologista do espírito associativo, José Azinheira Rebelo pertenceu em 1953 à Direcção do Clube Desportivo OS OLHANENSES; a partir de 1971 cumpriu dois mandatos como tesoureiro em duas Direcções do Circulo Cultural do Algarve, no qual criou um curso de artes plásticas que teve como mestres o pintor Tó Leal, de Olhão, e o consagrado artista Manuel Hilário de Oliveira. A partir de 1975 foi tesoureiro da Aliance Française, em Faro, secretário da Direcção e depois Presidente da Assembleia Geral do Clube de Futebol Os Bonjoanenses, de Faro. Foi membro do Conselho Técnico da ACRAL - Associação dos Comerciantes de Faro, e mais tarde presidente do Conselho Fiscal. Em 1983 cumpriu um mandato como Presidente da Direcção da COPOFA - Cooperativa de Consumo Popular de Faro, da qual também foi depois presidente da Assembleia Geral. Durante quase dez anos foi presidente do Conselho Fiscal do Cine Clube de Faro, tendo sido homenageado como sócio honorário em 1997.&lt;br /&gt;O seu percurso como colaborador da imprensa regional iniciou-se em 1947, na «Gazeta do Sul» de Montijo, passando depois pelas colunas da «Gazeta de Olhão» (1951), «Sempre Fixe» (1955) «O Olhanense» (1963), «Fraternidade» (1963), «República» (1965), «Algarve Ilustrado» (1968), «A Voz de Olhão» (1970), «Jornal do Algarve» (1992), «Jornal Espírita» (1993), e «Brisas do Sul» (1997), entre outros. Os temas sobre os quais escrevia nas colunas dos jornais eram o escutismo, o desporto, o espiritismo, o anti-tabagismo, a intervenção social e a cultura algarvia. Infelizmente nunca publicou nenhum livro, mas tinha uma obra pronta a editar e, inclusivamente, já prefaciada pelo nosso amigo, já falecido também, Vitoriano Rosa, que foi um dos mais prestigiados jornalista do «Correio da Manhã». Essse seu livro deveria ter por título &lt;em&gt;Brisas do Mar Olhanense&lt;/em&gt;, mas condicionalismos de vária ordem impediram que o José Azinheiro Rebelo tivesse o prazer de ver o seu livro editado. Quem sabe se com o apoio da Câmara de Olhão e a colaboração da AJEA Edições não se poderia dar a obra à estampa. Aqui fica a sugestão, acrescida da saudade que nos deixam os amigos que nunca se esquecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5394455086608163830?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5394455086608163830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/jose-azinheira-rebelo-um-homem-da.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5394455086608163830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5394455086608163830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/jose-azinheira-rebelo-um-homem-da.html' title='José Azinheira Rebelo, um homem da cultura algarvia quase esquecido'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/S09vrj2hNTI/AAAAAAAAAb8/-Twmfy5fzug/s72-c/FBonjoanenses.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4236885560649758240</id><published>2009-11-27T19:54:00.004Z</published><updated>2009-12-02T12:39:44.749Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ALGARVIOS NOTÁVEIS'/><title type='text'>Diamantino Piloto, um mago da guitarra e das letras olhanenses</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;J. C. Vilhena Mesquita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não tivesse sido uma das figuras mais notáveis da cultura algarvia, não deixa de ser verdade que o Diamantino Piloto foi um homem de raros talentos, particularmente predestinado para a música, mas também para as letras, cujo talento e mérito intelectual lhe permitiu alcandorar-se aos lugares cimeiros das artes e da literatura regional.&lt;br /&gt;Conheci-o já em avançada idade, quando já se encontrava doente, cansado e algo resignado à velhice, que lhe tolhia os movimentos e o impedia de dedilhar a sua viola com a mestria a que nos havia habituado desde há longa data. Quando o estado de espírito desanuviava, então dava largas ao seu talento escrevendo belos contos sobre a sociedade olhanense, dos tempos em que as fábricas de conservas despontavam pela vila e os pescadores desafiavam as lonjuras do mar. Era um homem culto e talentoso, que por mérito próprio se impôs como Engenheiro-técnico electromecânico, professor, músico e publicista.&lt;br /&gt;Diamantino Augusto Piloto nasceu em Tavira a 24-5-1922, no seio duma família de operários da indústria conserveira radicada em Olhão, e aí veio a falecer em 7-3-2000. Após a instrução primária empregou-se como serralheiro, contra a vontade do pai que sendo um homem inteligente e autodidacta cuidou de preparar o filho para o exame do 1.º ciclo em que ficou aprovado. Apesar de ingressar no Liceu de Faro quando chegou ao 5.º ano transferiu-se para a Escola Industrial a fim de frequentar o curso de serralharia, que também não concluiu. Admitindo os erros da juventude, decide então preparar-se, mais uma vez externamente, para a admissão ao Instituto Industrial de Lisboa, onde viria em 1947 a terminar o seu curso de electromecânica. Entretanto, notava-se nele uma grande propensão para a música, nomeadamente para a guitarra clássica, em que viria a revelar-se um exímio executante. Por isso, reparte o seu tempo de engenheiro com a música, recebendo lições do Prof. Duarte Costa, que lhe augurou um futuro brilhante. Todavia, em 1947 aceita o lugar de professor de Matemática nas Escolas Técnicas de Faro e de Olhão, para quatro anos depois ser chefe da Secção de Pesos e Medidas na Inspecção Geral dos Produtos Agrícolas e Industriais, que trocará, em 1962, por um lugar de chefe da secção de Métodos e Estudos na Federação dos Municípios do Distrito de Faro, acabando por se reformar no quadro superior da empresa Electricidade de Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No premeio deste périplo laboral dedica-se às letras, escrevendo nos órgãos regionais sobre a ética desportiva, os problemas sociais dos trabalhadores, a protecção da pesca algarvia, os problemas da cultura operária e a educação dos mais desfavorecidos, etc. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SxAwGbmjP7I/AAAAAAAAAV4/iRmA4Gtw-h4/s1600/Olh%C3%A3o+-+mercado+antigo.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408876039518764978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SxAwGbmjP7I/AAAAAAAAAV4/iRmA4Gtw-h4/s320/Olh%C3%A3o+-+mercado+antigo.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;Estreou-se nas páginas do Boletim do Clube Os Olhanenses, prosseguindo depois nas colunas da «Gazeta do Sul», «Correio Olhanense», «Algarve Ilustrado», «Notícias do Algarve», «Jornal do Algarve», «Postal do Algarve» e, sobretudo, em «O Olhanense», do nosso saudoso Herculano Valente. A sua veia literária começou a revelar-se nas colunas de alguns desses jornais, nomeadamente através da publicação de contos sobre a vida castiça olhanense, alguns dos quais fez submeter à apreciação de conceituados personalidades que ao tempo compunham os júris dos Jogos Florais. E neles chegou a ser premiado por diversas vezes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar das suas naturais aptidões literárias, reconhecia-se-lhe também uma grande capacidade para a música, chegando a fazer parte de um grupo de notáveis melómanos da burguesia olhanense. Os seus concertos de guitarra clássica ficaram na memória dos anos cinquenta, numa terra em que Bernardino da Silva ou Fernandes Lopes fizeram alarde duma grande erudição, e duma consequente educação musical que aparentemente estaria desenquadrada do ambiente piscatória daquela vila. Quando em 1965 a pianista Maria Campina, que conhecia e apreciava o seu talento musical, veio dirigir o Conservatório Regional do Algarve não se esqueceu de o convidar para o corpo docente, lugar em que permaneceu praticamente até ao fim da sua vida. A maior parte dos jovens que no Conservatório de Faro aprenderam a dedilhar uma guitarra clássica fizeram-no pela mão do Diamantino Piloto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na vida associativa foi Presidente da Assembleia Geral de Os Olhanense e da Sociedade Recreativa Olhanense, chegando a Vice-Presidente do Sporting Clube Olhanense. Nas agremiações por onde passou deixou atrás de si grupos musicais, boletins informativos e bibliotecas, numa clara e salutar dedicação à cultura e instrução dos mais desfavorecidos. Na RDP/Algarve manteve um programa de grande aceitação nacional, a que deu o título de «Lugar ao Sul», premiado pelas instâncias superiores devido à sua larga difusão. Nas colunas dos jornais e nas gavetas do seu escritório jazem centenas de crónicas e belos contos literários sobre as bravas gentes de Olhão, retratos das suas fraquezas e virtudes, das grandezas e misérias que fizeram de um porto de pescadores uma próspera vila industrial, a maioria dos quais compilou nos livros &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Contos de Olhão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1989, 2.ª ed. 1997; e em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Meu Olhão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, 1997. Os seus escritos constituem para as gerações actuais, uma útil fonte de referência para o estudo socioeconómico do concelho de Olhão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4236885560649758240?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4236885560649758240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/diamantino-piloto-um-mago-da-guitarra-e.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4236885560649758240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4236885560649758240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/diamantino-piloto-um-mago-da-guitarra-e.html' title='Diamantino Piloto, um mago da guitarra e das letras olhanenses'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SxAwGbmjP7I/AAAAAAAAAV4/iRmA4Gtw-h4/s72-c/Olh%C3%A3o+-+mercado+antigo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6552790047610810625</id><published>2009-11-26T17:32:00.003Z</published><updated>2009-11-26T17:37:32.547Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÍTICA LITERÁRIA'/><title type='text'>A Capital do Sotavento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Nem sempre os nossos políticos produzem matéria editorial digna de apreço científico, ou pelo menos digna de interesse divulgativo, que permita explicitar publicamente os seus projectos, os seus vínculos ideológicos, os seus anseios e aspirações. Raros são, pois, os que pelo seu talento ou atributos intelectuais conseguem reunir ao longo da sua vida política um corpus documental, cuja ordenação lógica seja propiciadora do seu desvelamento político-socio-ideológico.&lt;br /&gt;A compilação em livro das intervenções pronunciadas&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw68TCJwfII/AAAAAAAAAVg/0DA-0usOe0I/s1600/capital_sotavento.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 225px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408467237699878018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw68TCJwfII/AAAAAAAAAVg/0DA-0usOe0I/s320/capital_sotavento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; pelos políticos constitui uma destemida forma de exposição pública daqueles que nada temendo por muito terem para legar, pretendem naturalmente deixar às gerações vindouras o testemunho da sua competência técnica e idoneidade moral. Por isso, raros são os autarcas que por esse país fora se arrojam a publicar em livro os seus discursos, intervenções políticas, pareceres oficiais e projectos de fomento ou de estruturalização dos municípios a que presidem. Não é o caso do eng.º José Macário Correia, figura sobejamente conhecida do municipalismo algarvio, cujo denodado esforço permitiu que a cidade de Tavira figurasse no mapa nacional do progresso e do desenvolvimento, de uma forma sustentada, racional e quase científica. Nesse aspecto o seu exemplo tem sido paradigmático e merece, para além do nosso aplauso, a sugestão de vir a servir de modelo àqueles que, apenas visando a sua perpetuidade no poder, cuidam de agradar às chefias partidárias e seus confrades descurando o benefício das comunidades em que se inserem.&lt;br /&gt;A publicação do livro &lt;em&gt;Tavira – Capital do Sotavento&lt;/em&gt;, da autoria de Macário Correia, vê-se que não persegue objectivos promocionais ou eleiçoeiros, pois que se limita a compilar as suas intervenções públicas a favor da cidade que lhe serviu de berço. Aliás o eng.º Macário Correia é um político de nome feito, gravado nos anais do regime democrático, não com letras de ouro mas antes com letras de honra, de rigor, de sacrifício e de íntegra verticalidade. Não precisa, por conseguinte, de publicar livros para se afirmar no ingrato mundo da política. Já provou, nos anos que esteve no Parlamento, que é um homem de grande aplicação e esforço, quer no planeamento quer na execução de projectos estruturalizantes que beneficiem o país, não receando mesmo que a impopularidade de certas intervenções pudesse prejudicar-lhe a imagem ou menoscabar as ambições políticas. Por isso, não virou costas à contestação nem receou a erosão política, quando foi preciso dar a cara e proceder a reformas de reordenamento do território, de defesa do ambiente ou de pugnar pela saúde pública. A posteriori provou-se a sensatez e a racionalidade das suas decisões, ao mesmo tempo que cresciam as suas convicções regionalistas, a ponto de voltar à sua terra-natal para abraçar a presidência do município.&lt;br /&gt;O livro agora editado vai seguramente tornar-se numa fonte de estudo para os analistas do nosso municipalismo, podendo com o decorrer do tempo vir a transformar-se num útil documento de trabalho para os investigadores de história local e regional. A obra reparte-se em cinco secções distintas, obedecendo à lógica descendente, ou seja, partindo do geral para o particular, ou melhor, da formalização da problemática para a individualização do problema, que aqui constitui, em estrito senso, a cidade de Tavira. Por isso, Macário Correia começa por analisar os grandes desafios do poder local, a filosofia municipalista enquanto descentralização e relacionamento interinstitucional, passando pela modernização administrativa, ordenamento do território, defesa do ambiente, tolerância político-partidária e cooperação internacional.&lt;br /&gt;Na secção seguinte disserta sobre os grandes desafios que se antepõem ao Algarve no dealbar do novo milénio. A pedra de toque é a regionalização. Mas, como se sabe, o projecto foi rejeitado pelo voto popular, por se recear uma burocratização da província e um aumento da despesa pública, mercê da previsível distribuição de novos cargos políticos. A generalização das infra-estruturas básicas e a potencialização dos recursos naturais, a gestão do Plano Nacional da Água, a despoluição ambiental, a cooperação com a Andaluzia e o alargamento da União Europeia, são outros dos temas abordados e analisados nesta secção.&lt;br /&gt;As três últimas partes do livro focalizam-se em Tavira, mormente na sua riqueza ambiental, na singularidade do seu património histórico, nas estratégias de desenvolvimento rural, na rentabilização e fomento das pescas, na renovação do equipamento social, desportivo e cultural, na política habitacional na ocupação dos tempos livres da juventude e no aparelho educativo - do qual sobressai o desiderato da criação de uma Universidade em Tavira.&lt;br /&gt;Não há dúvida nenhuma que através deste livro ficamos a conhecer a obra política de Macário Correia, nos seus anseios, nas suas virtudes e até nas suas angústias, pois que nem todos os projectos se consumaram, mais por falta de apoios externos e vontade política do que por inépcia ou escassa aplicação do seu promotor. Por isso é que este livro é uma espécie de retrato da eficiência política e competência técnica do seu autor, que claramente se assume como um autarca da nova vaga (mais inspirado em princípios científicos do que em objectivos políticos), podendo a sua edição servir de proveito e exemplo aos seus congéneres algarvios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6552790047610810625?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6552790047610810625/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/capital-do-sotavento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6552790047610810625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6552790047610810625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/capital-do-sotavento.html' title='A Capital do Sotavento'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw68TCJwfII/AAAAAAAAAVg/0DA-0usOe0I/s72-c/capital_sotavento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7252347193856597790</id><published>2009-11-26T16:20:00.005Z</published><updated>2009-11-26T16:36:42.419Z</updated><title type='text'>CHAMINÉS do ALGARVE</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do artigo “As Chaminés Algarvias, da autoria de Mário Lyster Franco, p&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw6uNbX-SNI/AAAAAAAAAVQ/x_ZqpjqaDRE/s1600/camin%C3%A9+2.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 153px; FLOAT: right; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408451748228384978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw6uNbX-SNI/AAAAAAAAAVQ/x_ZqpjqaDRE/s320/camin%C3%A9+2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;ublicado no «Correio do Sul», respigamos as seguintes passagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mais curioso ornamento da casa algarvia, a nota mais característica nas suas linhas banais, é a chaminé rendilhada e esbelta que quasi sempre a sobrepuja, pitoresco remate, em que o pedreiro da região dá largas à fantasia, procura ser criador, assinalar a sua passagem.&lt;br /&gt;Torna-se por isso curioso observar as chaminés algarvias do alto de uma açoteia, vê-las espreitar pelo esquinado dos telhados, assomar por entre o verde intenso da vegetação, atalaias vigilantes, recorte sobressalente na casaria vista ao longe, torres de vigia de algum castelo cujas linhas gerais se confundem na distân&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw6uZfQEdCI/AAAAAAAAAVY/Xhzww_OlSF8/s1600/camin%C3%A9+algarvia.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 161px; FLOAT: left; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408451955427406882" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw6uZfQEdCI/AAAAAAAAAVY/Xhzww_OlSF8/s320/camin%C3%A9+algarvia.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;cia. (...)&lt;br /&gt;A chaminé é, no Algarve, o espelho, a alma da casa. Sempre alvejantes de cal, usufruem cuidados especiais, cuidados que o resto do edifício pode sempre dispensar.&lt;br /&gt;E umas em feitio de torre de catedral, de chalé, de varandim ou de nora com telhas colocadas em arremedo de alcatruzes, outras em forma de relógio de mesa, em forma de palmatória, de borla de catedrático ou de barrete de clérigo e muitas, o maior número, conservando uma linha esbelta e graciosa dos minaretes, formas que se diriam copiadas da Giralda de Sevilha, tudo afinal reminiscências da mesma origem comum.&lt;br /&gt;Porque há, certamente, qualquer coisa de ancestral nesta forma bizarra de construir as chaminés, neste amor que se lhes consagra, nestes cuidados excepcionais. É a saudade de um passado que tudo se compraz em recordar a toda a hora, ou como mais explicitamente afirmou um escritor distinto «a saudade do minarete a palpitar timidamente, no rebuço cristão da chaminé.”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7252347193856597790?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7252347193856597790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/chamines-do-algarve.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7252347193856597790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7252347193856597790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/chamines-do-algarve.html' title='CHAMINÉS do ALGARVE'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sw6uNbX-SNI/AAAAAAAAAVQ/x_ZqpjqaDRE/s72-c/camin%C3%A9+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4453382843332139261</id><published>2009-11-19T11:59:00.002Z</published><updated>2009-11-19T12:07:07.899Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de TAVIRA'/><title type='text'>Arraial dos Pescadores de Tavira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O “arraial” da armação “Medo das Cascas” construído no Sapal do Rato, em Tavira, pela Companhia de Pescarias do Algarve, para albergar o seu pessoal e apetrechos de pesca, foi inaugurado no dia 15-4-1945. Delineada e concebida pelo E&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SwU0wDkshUI/AAAAAAAAAUY/EGWorWNBxC4/s1600/ArraialFerreiraNeto.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 195px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405784927925732674" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SwU0wDkshUI/AAAAAAAAAUY/EGWorWNBxC4/s320/ArraialFerreiraNeto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;ngenheiro Sena Lino, a obra foi executada pela firma Eduardo Martins Zeromenho &amp;amp; Rosa limitada de Faro.&lt;br /&gt;Tratou-se de uma obra social de grande importância para a classe piscatória, já que nela se edificaram, além dos armazéns próprios para a pesca, alguns blocos de casas de habitação para os pobres pescadores, uma escola, uma igreja e um posto médico.&lt;br /&gt;Posteriormente este complexo sócio-industrial tomou a designação de “arraial Ferreira Neto”, sendo actualmente transformado num complexo turístico designado por Hotel Albacora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4453382843332139261?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4453382843332139261/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/arraial-dos-pescadores-de-tavira.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4453382843332139261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4453382843332139261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/arraial-dos-pescadores-de-tavira.html' title='Arraial dos Pescadores de Tavira'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SwU0wDkshUI/AAAAAAAAAUY/EGWorWNBxC4/s72-c/ArraialFerreiraNeto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5008716451256377366</id><published>2009-11-19T11:46:00.000Z</published><updated>2009-11-19T11:48:04.208Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='«Algarve Mais»'/><title type='text'>O luto por Salazar no diploma de Sócrates</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nos idos de Março agitou-se a pátria e alarmou-se a nação com um mediático concurso que tinha por objectivo destrinçar, desde os alvores da nacionalidade até aos improfícuos dias de hoje, as dez personalidades que mais dignificaram o nome de Portugal.&lt;br /&gt;A ideia, do ponto de vista televisivo, foi bem aproveitada em variadíssimos países. Porém, surgiu ao arrepio dos ventos da modernidade e, pior ainda, no inverso da actual agenda europeia. Na verdade, o que se discute hoje nos areópagos políticos da União Europeia, são os malefícios e as inconsequências das nacionalidades, das coesões pátrias e das independências territoriais. Factores esses que, no conceito dos émulos do eurocentrismo, servem apenas para espartilhar e enfraquecer a consistência política e a solidez económica do velho continente.&lt;br /&gt;Ora, todos sabemos que, decorrido meio século após a assinatura do Tratado de Roma, se assiste hoje ao estertor das velhas pátrias – que à imagem de Portugal têm atrás de si vários séculos de História. Por isso, não parece acertado, nem conveniente, vir agora ressuscitar a memória daqueles que se imolaram nos altares da glória para salvarem a Europa da barbárie tribal e do obscurantismo panteísta. O que interessa hoje é apagar da lembrança o individualismo patriótico, para dar destaque ao colectivismo económico, procurando por todos os meios esbater as diversidades culturais por forma a poder construir-se uma História comum, dentro de uma só unidade territorial, capaz de formar um único complexo histórico-geográfico: a Europa. Os países do centro fundir-se-ão num único Estado, com um só governo e um só parlamento, florescendo e prosperando até que os mais renitentes membros da periferia se lhes unam para usufruir dos benefícios económicos daí resultantes, engendrados pelo forte industrialismo alemão e pelo capitalismo financeiro emergente. A velha Europa das nações está hoje moribunda e com o funeral já anunciado. O futuro próximo é o da fusão das pátrias e das nações numa só unidade política, geográfica, económica e cultural. Confesso que como português, não gostaria de assistir ainda em vida ao fim do meu país e da minha pátria. E como historiador só peço a Deus que o futuro nos não reserve uma guerra de extermínio entre o anunciado imperialismo europeu e o actual imperialismo americano, cada vez mais forte económica e militarmente.&lt;br /&gt;Perante a realidade actual e os previsíveis cenários do futuro, parece totalmente incongruente que alguns países europeus se tivessem lembrado de engendrar um concurso sobre os “Pais da Pátria”. Talvez não seja assim tão despiciendo como se possa pensar. Os políticos europeus precisavam de apurar se as gerações actuais ainda reverenciavam os velhos heróis, primaciais ou fundamentalistas, o que não aconteceu. Na França venceu Charles de Gaulle, no Reino Unido foi Winston Churchill e nos EUA foi Ronald Reagan. Todos lideres políticos, democraticamente eleitos e de forte carisma, o que não significa nada porque também Hitler e Mussolini foram eleitos por sufrágio legal e maioritário. Os resultados práticos demonstraram que a memória é curta e que só o séc. XX parece interessar aos cidadãos, sobretudo aos mais instruídos e aos mais jovens. Como os participantes foram maioritariamente do tipo info-eleitor, isto é, votaram maciçamente através da Internet e do telemóvel, pressupõe-se que seriam oriundos das gerações mais jovens, mais instruídas e com maior desafogo económico.&lt;br /&gt;Nas derradeiras semanas que precederam o desfecho final, assistiu-se a uma premente e apressada tentativa para acicatar o entorpecido sentimento patriótico e o afrouxado nacionalismo do povo português, no sentido de se encontrar uma credível alternativa a Oliveira Salazar – previsível e temivelmente apontado como hipotético vencedor de um certame tão patético quanto inoportuno. A vitória tornou-se ainda mais premente quando se soube que na peugada do ditador seguia Álvaro Cunhal, santificado ícone do PCP e fanal do comunismo ortodoxo. A nação lusíada uniu-se em torno do “fascismo de sacristia”, talvez por considerar que os Pides salazarentos não passavam de meninos de coro quando comparados com os torcionários agentes do temível KGB. A lógica parece ter sido a do mal menor.&lt;br /&gt;Por outro lado, a votação em Salazar pode ter sido influenciada pela política de Sócrates, que é, nos últimos trinta anos, a mais parecida com a do velho ditador, imitando-o no combate ao défice das finanças públicas através duma estratégia de contenção económica, diminuindo nos custos fixos e desinvestindo no sector público. Tal como o antigo “mago das finanças” – essa abantesma que do túmulo de Santa Comba parece ter-se reerguido para amaldiçoar o país – também Sócrates lançou um feroz ataque aos sectores da Educação e da Saúde, encerrando escolas, maternidades, centros de saúde, e outros serviços públicos, considerados improfícuos ou demasiado onerosos para o equilíbrio das finanças orçamentais. O governo lançou o acostumado labéu da excedentarização e da improdutividade contra os professores, acusando-os de ganharem salários altos, de ensinarem mal e de trabalharem pouco. Salazar usou das mesmas atoardas para convencer os pacóvios. Fechou escolas primárias, reduziu os quadros hospitalares, encerrou tribunais e despediu em massa os funcionários que pertenciam aos antigos partidos republicanos. É claro que nessa altura, Salazar herdara um país na bancarrota e próximo do caos, assolado por greves constantes, carestia de vida, desordem e violência na rua, enfim um quadro socioeconómico da mais profunda instabilidade. Por isso a ditadura foi tolerada como um mal menor, talvez na errónea expectativa da sua transitoriedade.&lt;br /&gt;Mas se as diferenças entre Salazar e Sócrates são abissais, há, porém, uma coisa que importa dizer: é que Salazar, embora ditador, morreu pobre; enquanto que Sócrates estou certo que nunca será ditador, nem morrerá pobre. Salazar era licenciado e doutor, graus que Sócrates talvez nunca venha a obter... pelo menos de forma inequívoca.&lt;br /&gt;Para terminar, resta-me acrescentar que já percebi a origem de toda esta sanha de Sócrates contra os professores. Tudo ficou, aliás, plenamente explicado nos últimos dias, através do polémico encerramento da Universidade Independente. Num pélago de dúvidas e de incertezas, flutuam nas alterosas vagas do oportunismo político, vários documentos difíceis de destrinçar na sua honorabilidade.&lt;br /&gt;Afinal tudo se resume a uma questão de diplomas... uns têm, outros parece que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;PS. Este artigo foi publicado na revista «Algarve Mais» em 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5008716451256377366?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5008716451256377366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/o-luto-por-salazar-no-diploma-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5008716451256377366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5008716451256377366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/o-luto-por-salazar-no-diploma-de.html' title='O luto por Salazar no diploma de Sócrates'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8713025670186986743</id><published>2009-11-13T10:15:00.001Z</published><updated>2009-11-13T18:18:56.413Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8713025670186986743?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8713025670186986743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/widgeonet-flash-counters-widgets-flash.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8713025670186986743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8713025670186986743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/widgeonet-flash-counters-widgets-flash.html' title=''/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3075608030161298987</id><published>2009-11-12T19:23:00.005Z</published><updated>2009-11-12T20:07:55.124Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÍTICA LITERÁRIA'/><title type='text'>UMA NOITE COM O FOGO em MONCHIQUE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Confesso que é sempre um prazer falar da obra do escritor António Manuel Venda, um dos mais jovens e promissores escritores da nova vaga literária, que tem emprestado às letras nacionais o brilho do seu talento e da sua ilustração intelectual. Devo acrescentar que o que mais me impressiona na sua forma de ser e de estar, assim como na sua personalidade de escritor, é a sua intrínseca e natural simplicidade, o seu espírito humilde e discreto, assim como a feição despretensiosa como encara o sucesso da sua obra e da sua relevante posição no contexto da moderna literatura portuguesa. Esses são apenas aspectos pessoais e muito particulares do homem/autor, que se reflectem e evidenciam na sua escrita e no seu próprio processo de criação narrativa, sendo, em minha opinião, de uma desconcertante simplicidade na forma como escolhe as palavras mais comuns para construir um texto muito difícil de elaborar, mas fácil de entender. Esta simbiose da facilidade da escrita e da compreensão do discurso narrativo, faz com que a sua obra literária se torne muito acessível e de apetecível leitura, sobretudo para o público jovem. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SvxhPDu64XI/AAAAAAAAATk/D6tkcpKXOu8/s1600-h/Uma+Noite+com+o+Fogo+def_plano_capa2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 166px; FLOAT: right; HEIGHT: 259px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403300564265787762" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SvxhPDu64XI/AAAAAAAAATk/D6tkcpKXOu8/s320/Uma+Noite+com+o+Fogo+def_plano_capa2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este livro, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Uma Noite com o Fogo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que tivemos a honra de apresentar oficialmente em Faro, na livraria «O Pátio das Letras», está integralmente redigido num discurso indirecto livre, que, no caso presente, constitui um recurso literário, ou uma estratégia de construção estilística, muito difícil de conceber e até mesmo muito raro de se ver no actual panorama da nossa literatura. Em todo o caso, o autor faz uso constante das exclamações, das interrogações, das reticências e dos localizadores temporais e espaciais que denunciam a presença do &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, aliás sempre recorrente e quase omnipresente na construção diegética da obra. Este recurso ao &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, denuncia claramente a existência duma trindade diegética, consubstanciada na simultaneidade do autor, do narrador e da personagem principal numa só figura – o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;. E na construção desse &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, surgem como aglutinadores do discurso indirecto os verbos declarativos, sendo que os processos de subordinação desaparecem neste modo discursivo, fundindo-se a voz do narrador com a personagem principal, como se falassem ambas em simultâneo. Mas, no fundo, o que torna este livro numa obra de singular relevância é a sua formulação narrativa, assente numa consistente estrutura sintáctica e numa bem concebida elaboração frásica, em cujo âmago sobressai a sua construção semiótica, atribuindo um forte pendor simbólico aos pequenos enfoques em que decorre a acção diegética. Por outro lado, todo o livro é trespassado por constantes retrocessos no processo narrativo, entre o passado da meninice do narrador/personagem, pleno de bucolismo e ingenuidade, em contraste com o tempo presente, cujo ambiente social e envolvência natural se foi desgastando e adulterando no assoberbante vórtice materialista da vida moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma obra independente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dificilmente se pode classificar esta obra do ponto de vista estético. Não segue correntes nem estilos predefinidos. Ao contrário das obras anteriores, António Manuel Venda distancia-se nesta &lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Noite com o Fogo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; da estética neo-realista, tão do seu gosto literário, para fazer uma breve incursão pelo romance experimental da nova vaga anglo-saxónica. Daí que seja difícil de definir ou de enquadrar esta obra numa corrente estética reconhecida, pelo que a melhor maneira de a classificar será precisamente considerá-la como obra independente, livre e sem alinhados clichés estéticos, fugindo assim aos modelos literários e a outros figurinos academicamente estabelecidos.&lt;br /&gt;Acima de tudo este livro é uma obra de arte, esboçada numa pintura de emoções e de sobressaltos, na qual sobressai avassaladora a luz do fogo, entrecortada pela tisne penumbra dos fumos e das cinzas que cobrem de horrendo negrume a noite de todos os desafios e de todos os desencantos. Neste quadro já não se vislumbra a outrora verdejante paisagem da serra algarvia, mas vê-se em traço impressionista a exasperada e indignada luta do autor contra um cenário de catástrofe, que se torna insuperável devido à falta de concertação de meios e de união de esforços para compor com outras tintas um panorama cenatório de heróicos sucessos humanos. O que inflama este livro é precisamente a centelha de génio do António Manuel Venda, cuja indefinida corrente estética faz transparecer um estilo muito peculiar, estruturalmente descritivo com movimentações bruscas e muito imprevisíveis, mas intrinsecamente pictórico, numa espécie de naturalismo pós-milenarista, transfigurando a placidez dos seres e dos espaços naturais em fantásticas mutações oníricas, sem serem terrificamente intranquilas ou pavorosas. Bem pelo contrário, a sua criatividade literária revela-se numa acentuada imaginação estética, muito forte e diversificada em subterfúgios cinéfilos e em fobias de íntimo psicologismo.&lt;br /&gt;No meu conceito, A.M.V. é um escritor da dialéctica espiritual, em toda a plenitude desse aparente contra-senso, cuja obra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Uma Noite com o Fogo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é sumamente difícil de qualificar, pois que não sendo um livro de contos, de crónicas nem de ensaios, também não é uma novela nem um romance, na verdadeira acepção teórica desse género literário. Por necessidade de funcionalidade analítica, digamos que se trata de uma crónica-romanceada, na qual o texto descritivo supera claramente o narrativo, obliterando o uso de personagens, suprimindo as localizações físicas, omitindo as referências cronológicas e preterindo os conflitos socioeconómicos para construir um romance, que não sendo de intervenção é, acima de tudo, uma obra de arte.&lt;br /&gt;Não existe neste livro um único diálogo, um único momento em que o autor recorra ao discurso directo, talvez porque também nele não existam personagens, nem mesmo pessoas identificadas com nomes próprios. Nada neste livro está identificado, nem no tempo nem no espaço, certamente para que o leitor não se distraia nem se afaste do cento fulcralizador da narrativa – o fogo na floresta. Muito embora não se identifique o lugar onde decorre a acção diegética, deduz-se não só pelas origens do autor como ainda pelos constantes &lt;em&gt;feedbacks&lt;/em&gt; autobiográficos, que se trata da serra de Monchique. Percebe-se que é nas terras do seu berço, porque no início do livro o autor-narrador-personagem dirige-se no seu automóvel a grande velocidade para sul, deixando para trás o Alentejo, correndo na direcção dos montes da sua infância, sugestionado pelas dramáticas imagens da floresta em chamas que pouco antes haviam sido difundidas pela televisão.&lt;br /&gt;Tudo o que se vê e sente neste livro é a percepção da dramática falta de meios, e da natural insuficiência humana, na luta contra o fogo. São as chamas diabolicamente a lavrar na serra, como se fossem um indestrutível e incontrolável monstro, a cuja avassaladora força e impiedosa devastação se submetem a exuberante, mas indefesa, natureza e as populações locais, cujos bens e, por vezes, até as próprias vidas, se perdem numa luta titânica contra a força dos elementos, que nem o engenho nem a bravura humana conseguem superar.&lt;br /&gt;O fogo assume neste livro um enquadramento preponderante, no espaço cenático e na construção diegético, desenvolvendo-se por vezes ao nível duma personagem que se transfigura entre uma luminosa referência no horizonte e uma dócil linha de fogo, que rasteja aos pés do narrador, para logo se transmutar num mar de alterosas labaredas, que tudo devora e devasta numa impiedosa onda de cinzas e calcinados destroços. O fogo é como que a personagem superestrutural desta obra. É nele que se materializa a violência, o desastre, a morte e a devastação, numa concentração activa contra a própria Natureza, o Ambiente e a Floresta, numa espécie de trindade dos elementos, que em Monchique dá o cerne e a vida àquele povo e àquele território. O espectro do fogo e da incineração da serra de Monchique tem sido ao longo de séculos uma ameaça constante, um traiçoeiro inimigo, um monstro terrífico e catastrófico que tudo reduz a cinzas, transformando a beleza natural dos ricos montados de sobro, das florestas de pinheiros e de castanheiros, em horrendos campos de escombros e cinzas.&lt;br /&gt;Desde há séculos que a riqueza do povo monchiquense se tem estribado na produção agro-pecuária e numa prolífera indústria florestal, mercê de um microclima favorável à silvicultura. Por isso não admira que o tema principal deste livro tivesse incidido precisamente na dramática descrição do devastador incêndio ali ocorrido (neste caso em 2004), que durante dias lavrou impiedosamente por toda a serra, reduzindo a cinzas uma vasta concentração florestal formada por diversas espécies arbóreas, algumas delas únicas e insubstituíveis, cujo repovoamento e substituição ocupará várias décadas e algumas gerações até que definitivamente se volte a reconstituir na sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As personagens intradiegéticas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro as personagens são figuras literárias, embora não sejam pessoas nem propriamente personagens narrativas, mas antes espaços, contornos, delineamentos de cenas dramáticas, sem sangue nem violência humana, mas antes com o dramatismo da destruição plena e irreversível do fogo na floresta, o que dá às figuras do romance uma personalização muito especial e muito activa naquilo a que podemos designar por “cenas de fulgor”, isto é, os momentos em que a narrativa chama o leitor para o centro da acção diegética, fazendo-o sentir a experiência e a dramatização do quadro literário.&lt;br /&gt;Dado que as personagens deste romance adquirem pouca expressividade literária, até porque se confundem com a triangulação do autor-narrador-personagem, pois que lhe são próximas das suas memórias de infância, ou que lhe são íntimas como é o caso dos seus familiares, percebe-se que são personagens de opaca identidade ou de esbatida descrição física e de sofrível afirmação psicológica. Podemos mesmo afirmar que neste livro as personagens não são proeminentes nem afirmativas, permanentes ou insistentes, sendo simplesmente meros suportes da narrativa, quase figurantes secundários, uma espécie de &lt;em&gt;dramatis personae&lt;/em&gt; num palco desprovido de um multiforme enquadramento cenático. Por outro lado, o tempo da acção diegética é também triangular e pluridimensionado entre o passado e o presente e – aqui é que está a diferença – a inexistência do futuro, aliás impossibilitado pela devastação do fogo.&lt;br /&gt;É curioso que neste livro o tempo diegético constitui uma espécie de fusão das diferentes dimensões do próprio tempo, que se espraia, se confunde e se mescla numa sucessão interactiva entre tempo biológico, tempo psicológico, tempo histórico e tempo ontológico. O poliedro construído no cerne da narrativa entre o tempo, a sua duração e sucessão, põe, por vezes em dúvida ou em confusão, as noções de início e de fim, de presente e de passado, esbatendo-se as suas naturais coordenadas de espaço e de referencial, dando azo a que a narrativa assuma uma certa autonomização de linguagem, não só para a concepção do espaço recente, ausente e irreal, como ainda para a sua distanciação tridimensional entre o passado, o presente e o narrador-personagem. Isso vê-se ou constata-se em momentos fulcrais da narrativa, quando a imaginação do narrador resvala para o fantástico, confundindo a realidade com a fantasia, construindo um diálogo surdo mas visivelmente sensorial entre personagens reais e irreais, numa dinâmica multifronte e inapreensível.&lt;br /&gt;Salta à mente do leitor a necessidade de reflectir, como participante intradiegético, num processo de autognose individual e intimista sobre o devir do homem, sobre o ambiente que o rodeia e sobre a preservação do património natural, que não lhe pertence, mas que é um legado a ser integralmente transmitido às gerações vindouras.&lt;br /&gt;Para terminar devo acrescentar que esta obra não se integra no Realismo Urbano dos seus romances anteriores, mas antes numa espécie de Naturalismo Burguês Telúrico, pois que a narrativa é concebida pelo autor-personagem António Manuel Venda, &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SvxkrOq153I/AAAAAAAAATs/grTDmxcI4nc/s1600-h/AMV_-_~1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 156px; FLOAT: left; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403304346772694898" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SvxkrOq153I/AAAAAAAAATs/grTDmxcI4nc/s320/AMV_-_~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;que se ausentou do espaço natural que lhe foi berço para o centro urbano e burguês, onde fez a sua formação intelectual e a sua adaptação ao espírito materialista dominante, no qual se adapta mas que repudia em face das referências naturalistas, sinceras, desinteressadas e solidárias, onde fez a sua socialização primacial.&lt;br /&gt;O autor-narrador-personagem, regressa neste livro ao espaço natural das suas origens, que descreve, aliás, como sendo o espaço da interacção moral entre o sacrifício do trabalho árduo, a coragem solidária, a honradez social, a ética espiritual e fraterna, contra o egoísmo do materialismo insensível e desumanizante. O cerne principal desta obra é o ambiente natural da serra de Monchique, em toda a sua plenitude, sendo por demais evidente que o António Manuel Venda faz a descrição da envolvente biodiversidade da fauna e da flora, como alguém que conhece ao pormenor os diferentes elementos naturalistas, enumerando distintas espécies arbóreas, como amieiros, sobreiros, azinheiras, alfarrobeiras, medronheiros, castanheiros e pinheiros, em cujo ambiente é sempre possível que o leitor seja confrontado com episódios de imaginosa fantasia, entre o pícaro e o trágico, como a descrição de perigosas alclaras, fugidios texugos e javalis, moribundos escalavardos, misturados com o espectro fastasmagórico de um “Rasputine a preto e branco”, que presumo venha a ser aproveitado para um próximo romance, à imagem do “mágico-velhinho” de livros anteriores.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3075608030161298987?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3075608030161298987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/uma-noite-com-o-fogo-em-monchique.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3075608030161298987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3075608030161298987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/uma-noite-com-o-fogo-em-monchique.html' title='UMA NOITE COM O FOGO em MONCHIQUE'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SvxhPDu64XI/AAAAAAAAATk/D6tkcpKXOu8/s72-c/Uma+Noite+com+o+Fogo+def_plano_capa2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7574014397328427531</id><published>2009-11-10T19:07:00.002Z</published><updated>2009-11-10T19:19:46.799Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÍTICA LITERÁRIA'/><title type='text'>A VIAGEM da PARKER 51</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A literatura infantil tem experimentado ultimamente no nosso país grande desenvolvimento, a ponto de haver conquistado um espaço de verdadeiro sucesso no sector comercial livreiro, o que a todos tem agradavelmente surpreendido. Não há hoje nenhum adolescente, minimamente instruído, que não tenha lido as pedagógicas páginas literárias de um qualquer livro assinado por Matilde Rosa Araújo, Alice Vieira, Isabel Alçada ou Ana Maria Magalhães. Aliás estas duas últimas escritoras são em larga medida responsáveis pela evidente propulsão da literatura infanto-juvenil, a ponto de haverem criado colecções temáticas que os miúdos compram e lêem numa espécie de cadeia sequencial, o que tem contribuído para a boa formação moral e cultural das camadas jovens.&lt;br /&gt;Diga-se de passagem que este género literário sofreu um grande impulso no início da década de oitenta, quando a reforma curricular do ensino básico e os novos projectos de implementação didáctica, fundamentados em inovadoras estratégicas pedagógicas, passaram a fazer parte da formação científica dos professores e da formação cívica dos alunos. A sensibilização dos professores para a nova literatura infantil, que se produzia no país e no estrangeiro, foi decisiva para o desabrochar de um género literário que até aí parecia adormecido.&lt;br /&gt;Com efeito, quando no século XIX se começou a falar de pedagogia e João de Deus surgiu com a sua &lt;em&gt;Cartilha&lt;/em&gt;, assistiu-se, precisamente com o poeta do &lt;em&gt;Campo de Flores&lt;/em&gt;, ao aparecimento dos primeiros indícios de uma nova corrente literária. Antero de Quental apareceu logo a seguir com um insípido &lt;em&gt;Tesouro Poético da Infância&lt;/em&gt;, em cujo género surgiria mais tarde Afonso Lopes Vieira com o &lt;em&gt;Bartolomeu Marinheiro&lt;/em&gt; e sobretudo com os &lt;em&gt;Animais Nossos Amigos&lt;/em&gt;, que fizeram as delícias de sucessivas gerações, nas quais me incluo. Era a República, então emergente, a dar os primeiros passos na formação pedagógica estudantil, através de uma certa exaltação dos valores patrióticos e das virtudes lusitanas, ressuscitando heróis e mitos do passado histórico.&lt;br /&gt;Daí por diante assistiu-se a uma certa aceleração da literatura infantil pela mão de notáveis escritoras, envolvidas nas "guerras" sufragista e emancipalista das mulheres. Cito de memória a Ana de Castro Osório, com o livro de contos &lt;em&gt;Para as Crianças&lt;/em&gt;, Virgínia de Castro e Almeida de que me lembro da &lt;em&gt;História da Dona Redonda e da sua Gente&lt;/em&gt;, Maria Sofia de Santo Tirso (apadrinhada por Maria Amália Vaz de Carvalho) com a &lt;em&gt;Boneca Cor de Rosa&lt;/em&gt; e outros livros de que não me recordo, mas que me lembro de ser visita esporádica na casa de meus pais. Seria, porém, injusto não deixar de referenciar outros nomes sonantes da literatura infantil como, por exemplo, Maria Archer (que viveu em Faro), António Boto que escreveu em prosa &lt;em&gt;O Livro das Crianças&lt;/em&gt;, Emília de Sousa Costa com o &lt;em&gt;Tagaté às do Futebol&lt;/em&gt;, Fernanda de Castro com as &lt;em&gt;Aventuras da Mariazinha&lt;/em&gt;, Raul Brandão com o &lt;em&gt;Portugal Pequenino&lt;/em&gt;, António Sérgio com &lt;em&gt;Na Terra e no Mar&lt;/em&gt;, Aquilino Ribeiro de quem recebi em mão a oferta do &lt;em&gt;Romance da Raposa&lt;/em&gt; e da &lt;em&gt;Arca de Noé&lt;/em&gt;, Adolfo Simões Müller com as &lt;em&gt;Aventuras do Trinca Fortes&lt;/em&gt; que era uma biografia de Camões, o Padre Moreira das Neves e António Manuel Couto Viana, de que fui amigo de ambos, escrevendo peças de teatro infantil que representávamos nas escolas, e tantos outros que a memória agora atraiçoa. Não posso passar adiante sem lembrar o &lt;em&gt;Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos&lt;/em&gt; de Alves Redol e as &lt;em&gt;Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo&lt;/em&gt; de José Gomes Ferreira, que foram escritores que marcaram a minha juventude e a minha formação intelectual.&lt;br /&gt;No caso da literatura algarvia não há muitos e bons exemplos para aqui trazer à colação. Apenas destaco os livros Leonel Neves dedicados à literatura infanto-juvenil, como por exemplo &lt;em&gt;Histórias do Zé Palão&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;O Polícia Bailarino&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;João Careca Mestre Detective&lt;/em&gt; e outros, infelizmente pouco conhecidos e mal divulgados, a necessitar de uma compilação em livro para oferecer às escolas, pelo menos as do Algarve. Mais recentemente duas escritoras algarvias, Maria Teresa Ramos com &lt;em&gt;O Senhor Ambiente&lt;/em&gt;, e Maria Armanda Tavares Belo, com &lt;em&gt;A Cebolinha Perdida e Outras Histórias&lt;/em&gt;, deram à literatura infantil um pequeno mas significativo contributo que merece ser aqui louvado. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm6Sk77lkI/AAAAAAAAATU/ZHITrzb-c8M/s1600-h/Caneta+Parker+51.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 226px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402554056323077698" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm6Sk77lkI/AAAAAAAAATU/ZHITrzb-c8M/s320/Caneta+Parker+51.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A juntar aos autores citados cumpre agora destacar a obra de Idália Farinho Custódio, uma escritora natural de Loulé, que considero de incontestável talento e uma verdadeira mais-valia no actual panorama da literatura algarvia. A sua paixão pela literatura infantil advém certamente da sua formação profissional, pois como professora sentiu-se atraída para novas vias de motivação pedagógica de entre as quais a escrita é, certamente, a mais efectiva e proficiente. Começou há duas décadas atrás a publicar poesia para crianças, dando à estampa o livro &lt;em&gt;Carrocel Superstar&lt;/em&gt; (1980) a que mais tarde daria seguimento com &lt;em&gt;O Menino que era Poeta&lt;/em&gt; (1989). Dedicou-se também ao conto infantil publicando mais quatro livros: &lt;em&gt;O Rouxinol e a Rosa&lt;/em&gt; (1981), &lt;em&gt;A Viagem da Parker 51&lt;/em&gt; (1985), &lt;em&gt;O Segredo da Rainha&lt;/em&gt; (1991) e &lt;em&gt;As Mãos do Meu Irmão&lt;/em&gt; (1997).&lt;br /&gt;A utilidade e valor da obra de Idália Farinho no âmbito da formação ético-cultural das crianças não merece contestação. Muito pelo contrário, é de insofismável interesse pedagógico e a merecer todo o apoio das entidades oficiais, mormente da Direcção Regional de Educação do Algarve. Digo isto porque outros autores existem dedicados à literatura infantil no Algarve e por esse país fora, mas raras são as editoras sediadas na capital que apostam nos autores de província. E quem não publica com a chancela da Editorial Caminho, da Editorial Notícias, das Edições Asa ou da Porto Editora, não só não ganha os direitos autorais como também nunca sairá do anonimato, porque em volta dessas editoras existe um apoio mediático que facilita a divulgação das obras e a credibilização literária dos respectivos autores.&lt;br /&gt;Não devendo vassalagem a ninguém a Dr.ª Idália Farinho Custódio pode contar com a colaboração da AJEA para levar por diante a reedição desta &lt;em&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Viagem da Parker 51&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que merece, em primeiro lugar, uma nota bastante positiva pela sua apresentação gráfica, mercê dos belíssimos desenhos de José Maria Oliveira que valorizam artisticamente toda a obra. Em segundo lugar, merece também nota positiva a forma incisiva como a autora desenvolveu a sua narrativa, que sendo para crianças impõe-se que seja breve, alegre e empolgante, cativando a atenção dos miúdos e enchendo as páginas com pouco texto para que estes as conquistem até ao último folgo, como quem vence a batalha da leitura.&lt;br /&gt;Num livro de sessenta páginas é preciso pensar também na paciência e no esforço intelectual das crianças, que devem ver no livro um objecto de distracção e na leitura uma acção de prazer. É claro que para nós, mais velhos, o livro é uma fonte de conhecimentos, mas para as crianças é quase sempre uma prova de paciência e de esforço intelectual, porque exige que a leitura seja acompanhada do recurso à abstratização de imagens e à associação de ideias, tornando-se para isso imprescindível a concatenação dos conhecimentos adquiridos anteriormente. Por essa razão é que os livros infantis devem ter um público-alvo muito bem definido, segundo o escalão etário e a sua competente formação escolar. Atenta certamente a todos esses factores a autora construiu uma narrativa muito viva, carregada de peripécias, surpresas e imprevistos, numa sucessão de quadros ao jeito duma peça teatral, usando um vocabulário acessível mas rigoroso, quer na construção semântica quer na elaboração sintáctica das frases e sobretudo dos diálogos, que não sendo curtos são, porém, completos.&lt;br /&gt;A ideia base que nos parece subjacente a este livro incide nos valores da amizade, da confiança, do respeito mútuo e, fundamentalmente, do amor. O personagem principal é a Caneta - como objecto indutor da escrita - que realiza uma viagem propiciadora de novos conhecimentos, de novos relacionamentos e de trocas culturais, que resultam no sucesso e na felicidade da protagonista. A frase lapidar ou mensagem global do livro – que a autora pretende fazer passar como “moral da história” – é tão sugestiva quanto apelativa: «Não deixes morrer a palavra AMOR! Ela tem que ser a Estrela Universal.» E, de facto, não haverá maior bandeira no ideário dum hipotético humanismo universal do que o Amor.&lt;br /&gt;Na verdade, estamos perante uma fábula dos tempos modernos, pois que a Caneta assume um papel humanizado, nos seus defeitos e virtudes, que se deixa seduzir pelo mistério duma viagem a Nova Iorque, ao longo da qual se confronta com as fraquezas que nos são peculiares, como a inveja, o desprezo, a indiferença, o racismo, o egoísmo e a ambição. É curioso que nesta história a Caneta também tinha a sua presenção e vaidade, ao ser apontada como uma Parker - que é sinónimo de sucesso e prestígio - cuja risca dourada lhe dava um toque de classe e distinção. Em todo o caso assume a sua humildade de emigrante num país de oportunidades, onde por fim alcança o almejado sucesso numa companhia de circo, mercê da sua inteligência e dos seus dotes de escrita.&lt;br /&gt;O surrealismo desta fábula, que é um misto de materialismo e espiritualidade, envolve o livro numa aura de simpatia e felicidade, que induz o leitor a penetrar num mundo de fantasia que lhe é querido e, nas idades mais jovens, muito peculiar. Vê-se que a autora estudou claramente os pontos de maior sensibilidade na narrativa para prender a atenção dos seus jovens leitores. E conseguiu-o até com os mais velhos, que nesta «Viagem» gostariam certamente de estar no papel da Parker 51. Para eles “os menos jovens” existe um certo saudosismo nesta caneta, pois recordo-me perfeitamente de possuir nos idos de sessenta uma Parker azul com um anel dourado, que emprestava aos seus possuidores um toque de requinte e um brilho de distinção, um pouco à imagem da protagonista desta bela história infantil.&lt;br /&gt;Sugestivo é também o facto desta Caneta, no seu lusitanismo anglófilo, se ter cruzado com os nossos emigrantes na América, onde foi bem recebida e tratada com admiração, por força da sua mestria na arte da escrita. Tornou-se pois numa estrela de circo - aqui simbolicamente representado como fonte primordial do nosso imaginário infantil - devido à sua capacidade para escrever as palavras que o público lhe ditava. Curiosamente recusou-se a escrever a palavra «Guerra», por ser a mais maldita, a mais trágica e detestável do vocabulário humano, mas recebeu do público um estrondoso aplauso quando escreveu com luminosas cores a palavra «Amor».&lt;br /&gt;O livro encerra com uma mensagem de fraternidade e amor, num amplexo que deve unir toda a humanidade, quaisquer que sejam as suas coordenadas geográficas ou as suas diferenças étnicas, culturais e religiosas. É por isso um livro recomendável para a educação e formação moral dos nossos filhos. Essa é também uma das razões pela qual a AJEA se orgulha de ter dado à estampa mais uma obra de sucesso, cuja autora, sendo louletana e algarvia de gema, merece todo o nosso apoio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7574014397328427531?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7574014397328427531/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/viagem-da-parker-51.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7574014397328427531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7574014397328427531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/viagem-da-parker-51.html' title='A VIAGEM da PARKER 51'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm6Sk77lkI/AAAAAAAAATU/ZHITrzb-c8M/s72-c/Caneta+Parker+51.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7779996975933950471</id><published>2009-11-09T15:47:00.000Z</published><updated>2009-11-09T15:49:50.849Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='«Algarve Mais»'/><title type='text'>O aborto, uma questão civilizacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No mês passado, era meu propósito escrever sobre aquilo a que chamo a questão civilizacional do aborto. Se não me expressei em devido tempo, isto é, antes do referendo, foi porque entendi que como professor não o devia fazer. Seria eticamente reprovável. Contive-me, por isso, no silêncio da responsabilidade, evitando abordar o assunto, até mesmo na privacidade do lar. Um tema de tão melindrosa e susceptível análise ético-religiosa exigia uma profunda reflexão, íntima, ajuizada e prudente.&lt;br /&gt;Na verdade, nunca expressei publicamente a minha opinião sobre o aborto porque um professor, seja qual for o grau de ensino em que exerce o seu múnus profissional, é sempre uma referência, um modelo, um exemplo a imitar. Não só para os seus alunos, como até para a sociedade em geral, já que desde os alicerces da civilização clássica se confiou ao “pedagogo” a prestigiosa função social de educar os jovens no salutar espírito da defesa da verdade, da honra e da pátria. Foram esses, aliás, os supremos valores que embasaram as grandes civilizações e insuflaram a ética social no mundo ocidental. Com a Revolução Francesa e a consequente formação do estado moderno, aos valores sociais e direitos cívicos acrescentaram-se os deveres e as responsabilidades colectivas da administração pública, as quais são basilarmente quatro: &lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;trabalho&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;saúde&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;habitação&lt;/strong&gt;. Estes foram, e continuam a ser, os vectores sociopolíticos de cuja convergência resulta a plena consecução da Liberdade e da Cidadania.&lt;br /&gt;Analisando esses vectores tradicionais, verificamos o quanto estão hoje pervertidos em nome da lógica economicista que tutela os destinos do Estado.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;educação &lt;/strong&gt;atravessa uma crise de eficácia e de abaixamento de qualidade, porque o governo elegeu os professores como inimigos públicos, vilipendiando-os aos olhos da sociedade e diminuindo-lhes a autoridade profissional. Quando um país desprestigia socialmente os seus professores, é certo e sabido que o seu futuro está irreversivelmente hipotecado à ignorância, à insolência, à desfaçatez e ao desprezo pelos valores da ética social. A educação neste país corre a passos largos na direcção da sarjeta.&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;trabalho&lt;/strong&gt;, como um direito social – sobretudo como pedra angular da dignidade familiar, fonte de honra e orgulho para o trabalhador – está cada vez mais longe da esfera de protecção e fomento do Estado. Aliás tem-se assistido à forma vergonhosa como o governo tem combatido os moldes do antigo contrato social, tentando imitar os paradigmas nórdicos, absolutamente antinómicos com a nossa mentalidade latina. Para não arcar com as custas de protecção ao trabalhador, o governo tem procurado legislar a favor da precariedade do emprego, entregando nas mãos dum patronato sujeito à lógica do lucro, o destino de milhares de famílias.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;saúde&lt;/strong&gt;, até aqui moldada num paradigma de protecção nacional aos cidadãos mais desfavorecidos, tem sido sistematicamente trucidada pela lógica economicista da actual administração pública. Faltam médicos, sobretudo na periferia, encerram-se maternidades, desumanizam-se os hospitais-centrais que passam a ser geridos como empresas, transformam-se os antigos hospitais das vilas e cidades de província em inconsequentes centros de saúde, onde a aspirina é remédio santo para todos os males. O pobre vai para o centro de saúde, o remediado para o hospital e o rico para a clínica privada. A saúde, tal como o país, não funciona nem beneficia os mais carenciados, porque o sector está submetido a uma teia de influências suscitadas pelas Ordens (dos médicos e dos farmacêuticos), cujos interesses corporativos se sobrepõem aos do próprio Estado.&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;habitação&lt;/strong&gt;, como obrigação social do Estado, tem vindo a perder o fulgor a que nos habituara em décadas anteriores. Apenas nas autarquias se assiste à construção de bairros sociais, ao apoio logístico das cooperativas habitacionais e, por vezes, à subsidiarização de projectos com relevância local. Ao contrário disso, o Estado acabou com os apoios ao “crédito jovem” e ao “juro bonificado” para os casais de baixos rendimentos que desejassem adquirir casa própria. Por outro lado, reduziu para metade os apoios ao “arrendamento jovem”, de que muito beneficiavam alguns estudantes pobres deslocados para as diversas universidades do país.&lt;br /&gt;Neste caso, importa referir que a habitação é acima de tudo um negócio, que faz parte de um próspero sector económico, o da construção civil, que movimenta anualmente biliões de euros. Tem sido, aliás, um dos principais factores de enriquecimento da banca. Creio, muito particularmente, que o sector da construção, com toda a sua envolvência empresarial, adquiriu já o estatuto de Capitalismo Imobiliário, com uma abrangência universal muito semelhante (senão mesmo superior), ao dos tradicionais capitalismos: agrário, comercial, industrial e bancário ou financeiro. Mas isso são contas de um outro rosário, que não interessa trazer aqui à colação.&lt;br /&gt;Acontece, como já todos nos apercebemos, que o mundo actual está em total remodelação. O paradigma político alterou-se profundamente. O Estado-social, paternalista e protector, está moribundo. Acabou a Guerra-Fria. Morreu o socialismo. Instalou-se a globalização.&lt;br /&gt;Hoje tudo se perverteu. Os sindicatos perderam força junto dos quadros médios, e os próprios operários deixaram de confiar nos dirigentes laborais. Por outro lado, os partidos desacreditaram-se nos seus jogos de poder, nos interesses privados dos seus líderes, e nas teias da corrupção suscitados pelos grandes grupos económicos, cada vez mais internacionalistas e apátridas. Os chamados “grupos de pressão” deixaram de ser político-sociais, passando a ser exclusivamente económicos. E o Estado português tornou-se numa presa fácil da Banca e dos grandes grupos económicos, cujos lucros anuais são verdadeiramente escandalosos e imorais. Os políticos pactuam com os indecorosos lucros da Banca, porque sabem que quando saírem do governo terão à sua espera pingues empregos, para exercerem a perniciosa traficância de influências junto dos diversos poderes político-administrativos.&lt;br /&gt;Por tudo isto, avizinha-se um novo contrato social, cada menos humanista e cada vez mais imoral. E nesse âmbito se inscreve a questão nacional do aborto, que, na lógica dos comportamentos globais, não podia ter outro resultado senão aquele que legitimamente os portugueses escolheram.&lt;br /&gt;Face à crescente desresponsabilização do Estado na protecção da família, a opção favorável à Interrupção Voluntária da Gravidez, vulgo aborto, era a mais viável e a mais necessária aos interesses estabelecidos.&lt;br /&gt;Um Estado, ou melhor, um governo, que não incentiva o crescimento das famílias porque não ampara as mães na flexibilidade das suas responsabilidades laborais, nem as apoias financeiramente no sustento e educação dos seus filhos, não pode deixar de incitar as mulheres ao aborto.&lt;br /&gt;Bem sei que o aborto é imoral. Mas também sei que o estigma que impende sobre a consciência moral das mulheres deve ser tormentoso. Todavia, a prática do aborto é hoje, e cada vez mais, uma realidade incontornável. A alternativa é a clandestinidade, nas mãos abjectas duma abortadeira, raramente integrada num quadro clínico seguro, sendo em qualquer das circunstâncias altamente vexatório para a mulher.&lt;br /&gt;As causas que levam a mulher a optar pelo aborto já foram amplamente debatidas.&lt;br /&gt;A verdade é que ser mãe deve ser uma opção consciente, reflectida e assumida. A liberdade de decisão é, neste caso, absolutamente fulcral. Uma mulher que se sinta infeliz com a responsabilidade de ser mãe, é preferível que o não seja.&lt;br /&gt;Todos sabemos que o espectro social do aborto incide especialmente nas mulheres jovens e nas mães pobres. As primeiras abortam porque não estão preparadas para serem mães, e as segundas, porque são geralmente casadas e já com mais do que dois filhos, não dispõem de meios financeiros, para sustentarem o crescimento da família.&lt;br /&gt;Perante as circunstâncias actuais de carácter económico, social e comportamental, torna-se lógico aceitar o resultado deste referendo. Foi por isso que votei sim. A questão do aborto é hoje um fenómeno civilizacional, faz parte dos supremos desígnios da liberdade e da responsabilização social da mulher. Como cidadão, como marido e como pai, defenderei sempre os direitos da mulher, especialmente na sua livre opção de ser mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7779996975933950471?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7779996975933950471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/o-aborto-uma-questao-civilizacional.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7779996975933950471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7779996975933950471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/o-aborto-uma-questao-civilizacional.html' title='O aborto, uma questão civilizacional'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-952450431248944144</id><published>2009-11-06T18:46:00.000Z</published><updated>2009-11-06T18:47:25.344Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='«Algarve Mais»'/><title type='text'>Valha-nos Santa Rita, a justiceira do povo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Após dois anos de governação (infra)socrática, qualquer cidadão tem hoje plena consciência que vivemos tempos de perturbante intranquilidade social, provocada por uma política de cariz absolutamente invertida, que contraria os mais elementares ideais socialistas em que supostamente se deveria inspirar o colégio governativo. Por razões que se prendem ao foro da psicanálise-política, quando o PS assume o governo adopta uma política de direita, hostilizando o operariado industrial e os trabalhadores não-especializados, nivelando-os numa massa informe de proletarizados, de forma a esbater o seu poder de luta e a sua capacidade reivindicativa.&lt;br /&gt;Apoderou-se do país e, sobretudo de quem trabalha, uma angustiante sensação de insegurança e de medo, um lancinante silêncio, um abominável terror branco, que a todos deprime, atormenta e humilha. Vivemos hoje sob o espectro da delação (tal como no tempo da PIDE), aterrorizados com a vil possibilidade de um colega de trabalho nos denunciar ao nosso superior hierárquico só para agradar às chefias, para lhes conquistar a confiança de um cão de fila, e com isso abichar sinecuras e favorecimentos. Vimos disso exemplo no episódico saneamento do Dr. Charrua, em que igualmente se vislumbram os reacendimentos de antagonismos partidários, supostamente apaziguados desde o consulado cavaquista.&lt;br /&gt;A chibata do governo surgiu de forma alarmista, sob a invocação da crise económica. Mas, na verdade, o chicote do poder estrondeou sobre os débeis costados do povo de uma forma indirecta e induzida, mercê do velado apoio que o governo tem prestado aos grandes empresários oriundos dos sectores industrial, imobiliário e bancário, os quais ameaçam impunemente os trabalhadores com o desumano espectro do desemprego. É o terrorismo empresarial com que o governo parece mostrar-se complacente.&lt;br /&gt;Toda esta política tem desembocado numa crescente proletarização dos sectores económicos. Deste modo, o governo vai conseguindo reduzir os serviços terciários, desvalorizando a qualificação, o prestígio e a influência socioeconómica da classe média, sociologicamente considerada como a pedra angular das democracias modernas e saudáveis.&lt;br /&gt;Está claramente visto que a política deste governo se traduz numa absoluta rasoira social. Do seu nominal socialismo, só talvez ainda subsista o cheiro do fumo em que se vem esturricando a dignidade daqueles que, ao cabo de uma vida de trabalho, vêem agora cada vez mais longe a sua reforma, e pior do que isso, vêem cada vez mais perto a ameaça de um despedimento precoce. O que se passou com os professores, com os funcionários públicos ou o que se está a passar com os trabalhadores dos departamentos regionais do Ministério da Agricultura, é simplesmente abominável. A angústia e o terror paira agora sobre a cabeça de todos aqueles que trabalham, e muito particularmente sobre aquela geração que ajudou a levantar o país há trinta anos atrás, sustentando a esperança de ver um futuro mais próspero e mais justo para os seus filhos.&lt;br /&gt;A mais recente bandeira do governo é o flexi-emprego, o flexi-trabalho, e outras flexibilizações que significam a genuflexão dos trabalhadores face aos poderes instalados. Essa flexi-política, imitada dos países nórdicos, não passa de uma contrafacção ciganóide, a exigir rápida intervenção da ASAE. Aliás a flexibilização do emprego e do trabalho, não passa duma política anti-social, de favorecimento e de indulgência dos poderes discricionários, não só do patronato como também do governo. E o que mais me assusta é precisamente a possibilidade do governo poder despedir os funcionários por razões de “flexibilização” dos serviços públicos, o que se traduzirá, a curto prazo, numa onda de saneamento partidário, que poderá mergulhar o país numa sanha de racismo político.&lt;br /&gt;Quem votou no Socialismo Democrático, perfilha logicamente ideais induzidos e conquistados pela Revolução Francesa, cujos valores ético-sociais têm sido estranhamente vilipendiados, abjurados e até postergados por aqueles que precisamente dizem ser socialistas. É nesse aspecto que não se admite nem se justifica a actual política governativa.&lt;br /&gt;Assistimos hoje, placidamente, à inversão total dos ideais socialistas que inspiraram a Revolução de Abril. Nunca, como agora, se viram índices tão elevados de prescrição médica de ansiolíticos, de anti-depressivos e de outros medicamentos estabilizadores do humor, para atenuarem a plangente situação em que se encontram milhares de famílias.&lt;br /&gt;A justificação do falhanço geral deste país reside nos políticos e nesta despudorada partidocracia, que subalterniza os interesses do país, aos seus interesses de grupo e à ânsia de conquista do poder. A incompetência e a desfaçatez tomou conta do país – e tanto valem os do PS como os do PSD. Os homens íntegros, escrupulosos, competentes e honrados, fugiram, ou foram afastados, das fileiras partidárias. Em seu lugar instalaram-se os oportunistas e aventureiros, que os partidos aceitaram sem o mais ligeiro critério de selecção.&lt;br /&gt;Com pungente ironia costumo dizer que em Portugal mal se sabe ler e quase nunca se sabe pensar. O governo, na senda dos seus predecessores, tem-se dedicado à destruição do antigo e exigente aparelho educativo, caricaturando grotescamente o nosso povo no seio da Europa, como sendo inferior e iletrado, quando na verdade têm sido os políticos portugueses a jungir-nos a canga da ignorância com reformas educativas inconsequentes, precárias ineficazes.&lt;br /&gt;Resta-nos a esperança de ver assomar-se no horizonte a mítica sombra do redentor, fruto do proverbial sebastianismo, salvífico e regenerador da alma lusitana. Eis agora, erguida do húmus nacional, a esfíngica figura da justiceira do povo, a nossa Maria José Salgado, miscigenação populista da Padeira de Aljubarrota e do espírito de alterne em que revemos o nosso glorioso passado. Somos um povo encarnado na inveja, uma raça de águias que correram o mundo conquistando glórias, mas que perderam as asas em flamejantes pelejas, contra míticos e poderosos adversários, plasmados na invicta força da sua suprema coragem.&lt;br /&gt;Mas temos agora, a nossa Maria José, qual St.ª Rita de Cássia, padroeira dos impossíveis, cuja força justiceira nos devolverá o orgulho nas glórias do passado, condenando ao degredo os nossos cerúleos adversários.&lt;br /&gt;Abaixo o filosofismo socrático e o verde loureiro da esperança política...&lt;br /&gt;Viva a Santa Ritinha de Cássia, que os nossos seis milhões de votos ainda farão erguer-se à Presidência da República... sem precisar de dar cavaco a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. – este texto foi publicado em 2007, e refere-se a duas figuras, que se tornaram excessivamente mediáticas, deixando ao leitor o cuidado de as interpretar. Em todo o caso este texto serve também para identificar o país que temos o e o povo que somos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-952450431248944144?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/952450431248944144/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/valha-nos-santa-rita-justiceira-do-povo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/952450431248944144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/952450431248944144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/valha-nos-santa-rita-justiceira-do-povo.html' title='Valha-nos Santa Rita, a justiceira do povo'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5890707521948940892</id><published>2009-11-01T10:41:00.001Z</published><updated>2010-02-11T23:49:28.707Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulheres Algarvias dignas de memória'/><title type='text'>DAVIM, Joaquina Aboim da Ascensão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benemérita protectora dos desvalidos, nasceu em Faro 1863 e faleceu na mesma cidade em 5-6-1942, com 79 anos de idade.&lt;br /&gt;Esta espécie de mãe dos pobres foi a continuadora do projecto nacional engendrado pelo seu irmão, o benemérito coronel Rodrigo Aboim Ascensão, instituidor em Lisboa da «Associação Protectora da Primeira Infância» e em Faro do «Refúgio Aboim Ascensão», hoje designado por «Emergência Infantil», através dos quais pretendeu dar guarida e protecção às crianças abandonadas ou vítimas de maus tratos, derivando dessa circunstância a designação de “Refúgio”. Era ainda irmã de D.ª Maria da Piedade Ascensão Sande Lemos, que foi casada com o coronel Sande Lemos, um dos grandes obreiros da Associação dos Combatentes da Grande Guerra, que dirigiu ao longo de muito anos, dotando-a aliás de alguns dos seus próprios meios de fortuna.&lt;br /&gt;A bondosíssima senhora, D.ª Joaquina Ascensão, casou-se em Faro com o Dr. Joaquim Rodrigues Davim, que para esta cidade viera colocado como notário, revelando-se um cidadão exemplar e de grande sensibilidade artística, ao ponto de ser considerado nos finais do século XIX, como um dos melhores poetas do Algarve. Não tiveram filhos naturais, mas como a determinada altura soube que seu marido possuía duas filhas, resultantes duma relação extraconjugal com uma modesta costureirinha, mandou que as meninas fossem recolhidas na sua casa, onde as educou e perfilhou, fazendo delas senhoras da primeira sociedade farense. Refiro-me à D.ª Silvina Davim, que conheci bem, casada com o Dr. Mário Lyster Franco, advogado, jornalista e escritor; e à D.ª Olímpia Davim, casada com o Dr. Manuel Rodrigues Júnior, antigo professor liceal, figura muito respeitada na sociedade farense.&lt;br /&gt;A D.ª Joaquina era tia do Dr. José de Ascensão Contreiras, do Eng.º Manuel Aboim de Sande Lemos e do Dr. José Aboim de Sande Lemos, todos figuras de primeira plana na sociedade farense do século XX.&lt;br /&gt;Levada pelos seus impulsos de benemerência e filantropia, qualidades que sempre pautaram a sua existência, legou vários dos seus importantes bens imobiliários ao «Refúgio Aboim Ascensão», à Ordem Terceira do Carmo, ao Seminário de São José e às «Filhas de Maria», todas instituições que na cidade de Faro se encarregavam de proteger os desvalidos e de combater a pobreza. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5890707521948940892?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5890707521948940892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/davim-joaquina-aboim-da-ascensao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5890707521948940892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5890707521948940892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/11/davim-joaquina-aboim-da-ascensao.html' title='DAVIM, Joaquina Aboim da Ascensão'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3659974604553168886</id><published>2009-10-27T13:23:00.005Z</published><updated>2009-10-27T13:43:44.643Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='«Algarve Mais»'/><title type='text'>A inocência dos justos no inferno de Camarate</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história política do recém encerrado séculos vinte ocorreram, pelo menos, três crimes políticos que cobrem de opróbrio a nossa memória colectiva. Refiro-me aos assassinat&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sub36it9pGI/AAAAAAAAAQ8/OmoMFyAMwvg/s1600-h/Francisco+S%C3%A1+Carneiro.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 145px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397273788574180450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sub36it9pGI/AAAAAAAAAQ8/OmoMFyAMwvg/s200/Francisco+S%C3%A1+Carneiro.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;os do rei D. Carlos, do general Humberto Delgado e do Primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro. Passarei em revista os dois primeiros, para estanciar depois no último, o mais próximo no tempo, e talvez o mais infamante de todos, visto que ainda permanece irresoluto.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar o assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro, Luís Filipe, perpetrado a 1-2-1908, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Foi uma execução pública da mais hedionda barbaridade, que deixou o país envergonhado perante o mundo civilizado. Ainda hoje custa a acreditar como foi possível que se tivesse chegado a tamanho extremo e a tão vil procedimento. Não me recordo de ter ouvido falar num pedido de desculpas à Família Real por parte da República ou do Estado que a representa, nem muito menos da Maçonaria, como autora material do crime e como entidade política responsável por muitas outras atrocidades. Atente-se no bom exemplo da Igreja Católica, ao reconhecer que cometeu graves erros no passado, nomeadamente através da Inquisição, pelos quais teve a honradez e a dignidade de pedir perdão à Humanidade.&lt;br /&gt;O segundo crime político, que aguilhoou as nossas consciências, ocorreu em 1965, quando a PIDE assassinou o general Humberto Delgado, na raia espanhola, próximo de Badajoz. No conceito internacional o país perdeu toda a credibilidade política, sobretudo no Reino Unido e nos EUA, dissipando-se a condescendência de que Salazar usufruíra durante décadas com o seu “fascismo de cátedra” – como lhe chamou Unamuno. Quando o regime caiu, em 25 Abril de 1974, o país exigiu que os culpados fossem julgados. E o certo é que os autores materiais desse hediondo crime foram acusados e condenados em tribunal.&lt;br /&gt;Por fim, o crime que mais enxovalhou o país foi a morte, em 4-12-1980, do então Primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, juntamente com mais seis acompanhantes, entre eles o Ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa. Toda a gente percebeu nessa precisa noite que se tratou de um crime político. Porém, os seus camaradas da política entenderam que tudo não passou de um infeliz acidente. Perante a leitura dos relatórios exarados por peritos internacionais, pelas autoridades policiais e comissões de inquérito, que compulsaram provas e testemunhos indiciários de atentado bombista, parece incrível que durante todos estes anos os políticos se tivessem abroquelado por detrás da tese dum infeliz acidente. E a justiça passou ao lado da verdade.&lt;br /&gt;O processo judicial prescreveu há cerca de três meses atrás. Veja-se o despudor com que se anunciou, &lt;em&gt;urbi et orbi&lt;/em&gt;, que um caso de lesa história perdera o seu prazo de validade na justiça portuguesa. Isto é não só ridículo, como é, sobretudo, uma vergonha nacional. Significa tão-somente que a morte ou, mais presumivelmente, o assassinato de várias figuras públicas, sendo uma delas o chefe do poder executivo, tivesse passado impune aos olhos da justiça.&lt;br /&gt;A verdade é unicamente esta: decorreram 26 anos sobre a trágica morte desses justos e inocentes portugueses, sem que nunca se lhes tivesse feito justiça, levando os culpados à barra dos tribunais. E não digam que não sabiam quem eram os autores do crime. Todas as provas indiciavam Sinan Lee Rodrigues e José Santos Esteves como autores materiais do atentado. Ainda há dias este último, que se tornou na figura pública do “Sô Zé”, declarou à revista «Focus» que fora o autor da bomba que matou Sá Carneiro. Mas como não convinha “desenterrar” o assunto, trataram logo de agitar o fantasma do “Apito Dourado” para desviarem a atenção da opinião pública. E o certo é que o caso foi imediatamente “abafado” para dar lugar aos mexericos duma Carolina, artista de alterne, que o país transformou na Maria Madalena do nosso pacóvio provincianismo. Depois do Zé Cabra, do Zé Maria, do Castelo Branco e das putativas figuras do alisbonado jet-set do parolismo nacional, eis que surge agora a celestial Carolina, cujo drama conjugal se tornou num &lt;em&gt;best-seller&lt;/em&gt; e fez esgotar as edições da nossa imprensa, que, neste como noutros casos, se tem revelado cada vez mais acéfala, mercantil e sensacionalista.&lt;br /&gt;Francisco Sá Carneiro foi, acima de tudo, um homem honrado, de superior inteligência e fortes convicções políticas, que as circunstâncias políticas e a injustiça dos homens transformariam num mártir da liberdade. Teve uma vida digna, que poderia ter sido longa e auspiciosa, mas que cessou abruptamente há vinte e seis anos atrás, numa fria noite de Dezembro. Entre a penumbra da traição política e a obscuridade duma vil emboscada, paira toda uma nação, ainda estupefacta e aturdida pela infamante interrogação da verdade. A infernal tese da inocência dos lobos na sanguífera noite de Camarate cobriu de opróbrio toda a geração política glorificada em Abril.&lt;br /&gt;A sua mensagem ideológica e os valores éticos pelos quais tanto propugnou, foram em larga medida delidos pelo tempo, ou obliterados da memória nacional por aqueles que lhe sucederam. Foi inquestionavelmente um promissor político traiçoeiramente assassinado no vergonhoso inferno de Camarate.&lt;br /&gt;Um povo pacífico, cordato e ordeiro, como o nosso, não pode rever-se no sangue derramado pelas vítimas inocentes do ominoso crime de Camarate.&lt;br /&gt;O Governo e a Assembleia da República, já que não estão na disposição de levantarem a prescrição do caso Camarate, deveriam pedir publicamente desculpa aos descendentes das vítimas, por terem deixado impunes os algozes daqueles que morreram como justos ao serviço do governo e do Estado português. Enquanto isto não se fizer, cobrir-nos-emos todos de vergonha perante a memória das vítimas. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sub4iVV_9YI/AAAAAAAAARE/xXyErOoaobs/s1600-h/acidente+vitimou+S%C3%A1+carneiro.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; FLOAT: right; HEIGHT: 149px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397274472178775426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sub4iVV_9YI/AAAAAAAAARE/xXyErOoaobs/s200/acidente+vitimou+S%C3%A1+carneiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não se dirimir a verdade e não se apontarem os algozes, continuaremos a pronunciar hosanas à glorífica liberdade conquistada ao sol de Abril, mas eclipsada e conspurcada pela occisiva noite de Camarate. A democracia portuguesa jamais conseguirá lavar o rosto angélico da sagrada liberdade com as lágrimas dos seus gloriosos mártires, porque na fímbria do seu divino manto se esconde o sangue dos inocentes, imolados no ominoso covil de Camarate. Somos um país de fatalismos e de brumas sebastiânicas, aguardando expectantemente – não o messiânico salvador, mas tão só a natural e humana justiça, que tarda... mas não deveria faltar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3659974604553168886?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3659974604553168886/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/inocencia-dos-justos-no-inferno-de.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3659974604553168886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3659974604553168886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/inocencia-dos-justos-no-inferno-de.html' title='A inocência dos justos no inferno de Camarate'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sub36it9pGI/AAAAAAAAAQ8/OmoMFyAMwvg/s72-c/Francisco+S%C3%A1+Carneiro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1014501199517858771</id><published>2009-10-23T13:58:00.006+01:00</published><updated>2009-11-10T19:06:11.904Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRÍTICA LITERÁRIA'/><title type='text'>Aquilo que verdadeiramente entra no livro de António Manuel Venda</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;José Carlos Vilhena Mesquita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira questão que se sobrepôs à leitura deste livro de António Manuel &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SuGpCve1nOI/AAAAAAAAAQ0/1WtX4UT9p-o/s1600-h/O+que+entra+nos+livros.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Venda, foi precisamente a mais elementar, isto é, a de saber se efectivamente estava, ou não, perante um romance na verdadeira acepção da palavra, e do teórico conceito que lhe é&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm5UY-dUxI/AAAAAAAAATM/WhnBEIoioVI/s1600-h/O+que+entra+nos+livros.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 184px; FLOAT: right; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402552987960562450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm5UY-dUxI/AAAAAAAAATM/WhnBEIoioVI/s320/O+que+entra+nos+livros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; inerente. O trago de dúvida com que fiquei no final da sua leitura obrig&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm4xGUtI7I/AAAAAAAAAS0/WuwW94s0O5A/s1600-h/O+que+entra+nos+livros.jpg"&gt;&lt;/a&gt;a-me a definir os termos e os conceitos em que me exprimo. Um pouco à laia de Voltaire, urge pois aclarar os conceitos com que nos expressamos para que a sintonia das palavras não se disperse na confusão ou no calor da discussão. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm5MvES3yI/AAAAAAAAATE/ecVm2h48vZs/s1600-h/O+que+entra+nos+livros.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Comecemos por definir a palavra Romance, para perceber sem mais delongas aquilo que traduz o seu conceito. A palavra, na sua nudez original, deriva do étimo latino romanice, do qual descende romanicus, que significa, em latim popular, uma narrativa, verdadeira ou imaginária, escrita em prosa ou verso, repartida por cenas, quadros ou capítulos, pejados de pormenores e longas descrições, cuja acção se desenrola através de várias personagens, de entre as quais só algumas assumem o protagonismo de se tornarem no centro da diegese. Isto no que concerne à palavra.&lt;br /&gt;Porém, no que incumbe ao conceito de romance, importa dizer que só muito tardiamente é que o mesmo foi equacionado, numa perspectiva mais simples, mais sintetizada, mas não menos abrangente. Com efeito, só no declinar do séculos XVIII é que se definiu o romance como “uma narração em prosa de uma acção fictícia que tem por quadro a pintura de costumes”. Dito desta forma não há nada mais simples, nem menos directo. E sendo assim, a obra O que entra nos livros, de António Manuel Venda, integra-se inquestionavelmente, tanto no conceito como na palavra, na correcta designação de romance. Não unicamente de “costumes” - porque isso está fora de moda e qualquer dia nem existe – mas de um maravilhoso fantástico, a que mais adiante nos referiremos com relativa acuidade.&lt;br /&gt;Ao longo da História da Literatura Portuguesa publicaram-se diversos tipos de romances: históricos (Romantismo); sócio-moralistas (Naturalismo), ético-científicos (Realismo); político-revolucionários (Neorealismo); anti-dogmáticos e universalistas (Modernismo) psico-surrealistas (Pós-Modernismo), e outros que nem sei até como qualificá-los. Em todos estes modelos de criação ficionista o que está em causa são os costumes das sociedades humanas no tempo e no espaço, numa espécie de simbiose, ou de intercepção espacial, entre a História e a Sociologia.&lt;br /&gt;Ora acontece que este romance, O que Entra nos Livros, afasta-se de todos estes modelos classificativos, ou de todas os movimentos literários que acabei de enunciar sumariamente, muito embora o seu discurso narrativo se integre naquilo a que chamo o “modernismo milenarista”. Isto é, na tentativa de criação artística através do pictorismo ficcionista da palavra, ascendendo a patamares supra-fantasistas, que rapidamente se transformam numa diegese fantástica, surreal, imateral e anti-ascética. Nada de novo, diríamos, se com isso não se cortassem definitiva e diametralmente os cânones da ficção dominante. O paradigma romancista, na sua feição soberana e imperante, preocupa-se com a construção de grandes quadros sociais, ao longo dos quais o autor vai fazendo uma descrição evolutiva dos interesses percepcionais e dos seus consequentes jogos de poder, assim como das virtudes e defeitos dos protagonistas, dos assimilados ou dos desintegrados numa sociedade enquistada nos defeituosos costumes do individualismo social. O romancista torna-se assim num crítico e num psicanalista da sociedade, no que isso tem de mais contraditório e de paradoxal, usando geralmente o amor e as relações laborais nas suas conexões e correspondências com as intrigas que vulcanizam os diversos poderes em que se reparte a vida real. O romancista é, em suma, um ficcionista do real.&lt;br /&gt;No caso presente, a natural bonomia de António Manuel Venda, a sua candura bucólica, a sua inocência e pureza de carácter, insuflada dum certo torpor algarviista, influenciou decisivamente a sua inspiração e consequente criação artístico-literária, visivelmente enraizada nos telúricos vergéis da sua saudável Monchique, onde os romanos procuravam a cura para os seus achaques através do princípio natural da água, ou seja, o termalismo, modernamente designado por SPA, sigla romana que se traduz por “salute per aqua”.&lt;br /&gt;Neste livro, como aliás, em quase todos os outros da sua lavra, a terra-natal, o Algarve e a peneplanície alentejana, que lhe serve hoje de residência e de ninho conjugal, estão presentes com uma insistente acuidade, e até por vezes com inusitado protagonismo . O mesmo acontece com as reminiscência da sua infância e juventude, aqui e ali afloradas, num contrastante quadro dos sentidos, entre a fresca e verdejante montanha e as estivais praias do barlavento algarvio. Essa enriquecedora vivência, a que certamente se conjugaria uma marcante e muito atenta convivência social, serviu-lhe, e provavelmente ainda lhe servirá, para povoar de vida os seus romances, os seus contos e novelas, cujo inquestionável talento, e insofismável sucesso literário, enobrece hoje não só a literatura portuguesa como, muito particularmente, o seu e nosso Algarve.&lt;br /&gt;Relativamente ao estilo, à concepção narrativa deste livro, direi que impera na estruturalização dos seus capítulos uma insistente, e consistente, preocupação realista da envolvente descritiva, através do recurso ao enquadramento paisagístico em que decorre a diegese. A descrição das aves e animais que abundam no montado onde reside, dos pormenores sobre a flora alentejana e sobre o parco coberto florestal, a contrastar com a sua Monchique originária, é uma constante neste romance. A descrição das estradas por onde circula, com as alarmantes brigadas de transito (que por insistência descritiva acabam por o interceptar quase no final do livro), assim como as pessoas que na berma da estrada, nos largos e jardins das aldeias, aguardam serenamente o decurso dos seus dias, numa entediante monotonia. Apesar de aqui e ali depararmos com uma certa acintosidade crítica, contra a ditadura salazarista, mas também contra os políticos actuais, a que não escapam os autarcas, o certo é que a acção do romance decorre de forma lenta e parcimoniosa, à imagem do clima mental, mas também socioeconómico, que se vive nas terras sulinas. Apesar dessa aparente lentidão, desse torpor ao Sul, a minha atenção de leitor (ainda que pouco disponível para a ficção literária), não se conseguiu despegar das páginas que se iam sucedendo, envoltas no crescente mistério da fantasia que paira por detrás das palavras.&lt;br /&gt;O autor, na sua prodigiosa imaginação, assume-se, quase despudoradamente, como personagem principal, como confidente do leitor, e por vezes como um cavaqueador tertuliano, do qual não nos podemos divorciar. Num estilo pós-moderno, o António Manuel Venda encanta-nos com a fantasia dum “mágico velhinho”, figura levemente fantástica, duma bonomia desarmante e quase infantil, muito invulgar por causa dessa inofensividade, contrária à agressividade das personagens surreais que caracterizam este género de literatura.&lt;br /&gt;Acima de tudo, o livro está primorosamente bem escrito, escorreito na linguagem e absolutamente correcto na estrutura frásica e na concordância gramatical, em que por vezes o autor se coloca, diegeticamente, com pruridos de perfeccionista. Numa visão sintética e desconstrucionista da concepção narrativa, eu diria que este livro é uma espécie de alegoria aos Livros e ao Mundo da Escrita, cuja acção se desenvolve num quase monólogo entre o autor e o leitor. Numa estratégia modelarmente concebida, a atenção do leitor é constante e abruptamente interrompida pela desconcertante forma como se encerram os capítulos, deixando-lhe um trago de insaciável curiosidade. Desse estratagema narrativo resulta numa inebriante concentração do leitor na sucessão diegética das páginas, que o leva sempre por diante na progressiva sucessão dos capítulos.&lt;br /&gt;Falando, ainda mais concretamente, deste livro, parece-me que, em primeiro lugar, dele ressalta a surpresa do título: «O que entra nos livros». Assim, de repente, apetece-me dizer que o que está dentro deste livro mais não é do que a própria alma do autor, consubstanciada no seu talento e genialidade, eufemisticamente identificada na figura do “mágico velhinho”. Acima de tudo, o que está dentro deste livro é a rara e mui singular capacidade imaginativo-fantasista do António Venda. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm20npJFyI/AAAAAAAAASs/gNiGhB99Vug/s1600-h/AMVenda04.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; FLOAT: left; HEIGHT: 263px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402550243118618402" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm20npJFyI/AAAAAAAAASs/gNiGhB99Vug/s400/AMVenda04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, ao contrário do que seria normal e expectável, este livro não se distancia dos anteriores; bem pelo contrário, engastasse no romance que o antecede, intitulado O Medo Longe de Ti. Não é a sua continuação, como se de uma saga se tratasse, mas antes de um romance de anamnese, em que uma das figuras secundárias e quase inócuas do livro anterior, passou, ou saltou qual malabarista, para o livro seguinte, como se tivesse vida própria, ou, talvez mais concretamente, como se já existisse antes de ser inventado. É a figura do “mágico velhinho”, uma criatura inventada pelo autor, inocentemente inspirado na «Branca de Neve e os Sete Anões», obviamente uma reminiscência da infância, modelado pela sua imaginação no aspecto físico do Dunga, mas com o carácter e os trejeitos do Zangado.&lt;br /&gt;Tudo aparentemente infantil e inocente, mas que no decurso da narrativa se transforma numa misteriosa errância psicanalítica, pejada duma envolvência fantasista e quase fastasmática, geradora dum clima enigmático, nebuloso e enleante. O misterioso e insondável “mágico velhinho”, vagueava pelos livros, saindo de um e entrando noutro, numa irrequieta odisseia entre autores de diversos quadrantes culturais, aparentemente desconexa e sem qualquer critério, mas que, ao fim e ao cabo, revelava ou estava intimamente relacionada com as preferências literárias do próprio António Manuel Venda. Em certo sentido, o “mágico velhinho” constitui a personificação do espírito errante e irreverente do próprio autor.&lt;br /&gt;Mas o mais desconcertante neste romance é o facto de ser apenas constituído por dois personagens, mais essa omnisciente figura do “mágico velhinho”. Em boa verdade, na intercepção dos diferentes estratos narrativos, estão apenas duas personagens, o Autor, especificamente identificado, e o Livreiro, um tal Sapinho Júnior, proprietário duma livraria em Évora, que numa simples carta indagava o “caríssimo romancista” sobre os verdadeiros traços fisionómicos do “mágico velhinho”. Esta missiva funciona como rastilho para despoletar todo o romance em torno de uma absoluta ficção: o “mágico velhinho”, esse pressuposto duende ou gnomo, híbrida figura inspirada no Dunga, um anão do humor infantil, que talvez por humildade do autor nunca poderia transformar-se num Merlim da Corte do Rei Artur.&lt;br /&gt;O certo é que em torno do “mágico velhinho” nasce, cresce e se desenvolve, um belo romance, uma apaixonante história de fantasia e de mistério, que absorve e confunde a atenção do leitor, transformando-se numa espécie de romance policial, sem violência, sem sangue e sem criminosos.&lt;br /&gt;Perante tudo isto, coloca-se-me, porém, e a priori, esta pertinente questão: terão os livros vida própria, e, por isso, a faculdade de gerarem descendência? Terão os personagens de ficção a possibilidade de se tornarem reais e de se independentizarem do berço/livro em que nasceram? Lendo atentamente O que Entra nos Livros, somos levados a crer que sim, os livros reproduzem-se e os personagens podem fugir deles para virem connosco passear por entre as nossas vidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1014501199517858771?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1014501199517858771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/aquilo-que-verdadeiramente-entra-no.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1014501199517858771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1014501199517858771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/aquilo-que-verdadeiramente-entra-no.html' title='Aquilo que verdadeiramente entra no livro de António Manuel Venda'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Svm5UY-dUxI/AAAAAAAAATM/WhnBEIoioVI/s72-c/O+que+entra+nos+livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6655023657590890473</id><published>2009-10-15T12:09:00.002+01:00</published><updated>2009-10-15T13:07:54.323+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de LOULÉ'/><title type='text'>Notas avulsas de História e Arqueologia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando jovem escrevi centenas de pequenas fichas (15x10cm), sobre diversos assuntos relacionados com o Algarve. A maior parte delas não constituem hoje grande novidade, devido à evolução dos estudos que entretanto se publicaram. Em todo o caso sempre aqui deixo algumas referências curiosas, para o caso de puderem ser proveitosas para quem nelas encontre qualquer interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Origem do topónimo Loulé&lt;/span&gt; – O Prof. José Leite de Vasconcellos, na sua magistral obra Etnografia Portuguesa, vol. II, p. 370, considera que o topónimo Loulé tem origem numa palavra árabe. Para o efeito refere alguns trabalhos publicados pelo Prof. David Lopes onde o assunto da toponímia portuguesa é amplamente versado. Aponta como os mais credíveis um artigo publicado na «Revista Lusitana», vol. XXIV e um outro, que nunca li, intitulado &lt;em&gt;Os Árabes em Herculano&lt;/em&gt;, onde a pág. 80 refere a origem árabe do topónimo de Loulé. Confesso que não posso afiançar nada disto porque nunca vi esse artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Forais de Loulé&lt;/span&gt; – o foral antigo foi exarado em Lisboa e datado de Agosto de 1266, encontrando-se à consulta pública no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Chancelaria de D. Afonso III, Livro I, fl. 83 verso, coluna 2.&lt;br /&gt;O foral dos Mouros Forros foi dado em Lisboa a 12 de Julho de 1269, e encontra-se no mesmo arquivo, Livro I de Doações de D. Afonso III, fl. 97vº, col. 1; e Livro IV de Inquirições de D. Afonso III, fl. 8vº.&lt;br /&gt;O foral manuelino foi dado em Lisboa a 20 de Agosto de 1504, e encontra-se no ANTT, Livro de Foraes Novos do Alemtejo, fl. 23vº, col. 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Furacão&lt;/span&gt; – A 14 de Janeiro de 1850, pelas 7, 30 horas da manhã fez-se sentir um fortíssimo furação que assolou a vila de Loulé. Dada a consistência do tecido urbano não houve vítimas nem gravosos prejuízos nas habitações, o mesmo já não se podendo afirmar em relação aos arredores da vila, onde o furacão quase varreu os pomares e arvoredos, levantando telhados, derrubando cimalhas, portas, janelas e pequenas construções para animais. Os prejuízos foram bastante significativos, deixando o ano de 1850 como uma referência na memória popular louletana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Fundações arqueológicas no Mercado&lt;/span&gt; – foi construído no recinto das antigas muralhas, defronte da porta então designada de “Nossa Senhora do Carmo”, a qual havia sido demolida pouco antes da construção do mercado. Os trabalhos de desaterro puseram a descoberto alguns poços empedrados com uns 0,70 m. de largura de boca (semelhantes a outros que haviam também aparecido no Largo da Sé em Faro, aquando das escavações que ali se fizeram no início dos anos quarenta), silos de cereais e vestígios de alicerces. Quer nos poços, quer avulsos pelo local, recolheram-se vários objectos árabes e romanos que foram para o Museu de Belém, hoje designado por Museu Nacional de Arqueologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Inscrição romana&lt;/span&gt; – No sítio de Apra, arredores de Loulé, foi recolhida uma lápide com uma inscrição romana, que o Prof. Leite de Vasconcellos identificou como invocatória dos Deuses Lares.&lt;br /&gt;Veja-se a este propósito as referências que aquele sábio faz a esta inscrição na sua obra &lt;em&gt;As Religiões da Lusitânia&lt;/em&gt;, vol. III, p. 291.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000099;"&gt;Sepultura visigótica&lt;/span&gt; – O sábio José Leite de Vasconcellos, das várias vezes que visitou o Algarve, foi ver uma sepultura que se havia descoberto em Loulé, a qual logo definiu como remontando ao séc. V e à época visigótica. Nela encontrou um anel de ouro de boa feitura, e uma moeda também de ouro, designada por “tridente”, mandada cunhar por Eudóxia (421-450), que foi, como se sabe, esposa de Teodósio II.&lt;br /&gt;Veja-se a este propósito a respectiva referência ao achado arqueológico publicado na revista &lt;em&gt;Archeologo Portuguez&lt;/em&gt;, vol XII, p. 367; e uma outra referência publicada na mesma revista, vol. XIII, p. 355.&lt;br /&gt;Acresce dizer que esta célebre revista, dirigido por Leite de Vasconcelos, foi reeditada em fac-símile pela Imprensa Nacional, mas também pode ser consultada on-line ou em CD-ROM.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6655023657590890473?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6655023657590890473/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/notas-avulsas-de-historia-e-arqueologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6655023657590890473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6655023657590890473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/notas-avulsas-de-historia-e-arqueologia.html' title='Notas avulsas de História e Arqueologia'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1965108628697312688</id><published>2009-10-12T19:41:00.004+01:00</published><updated>2009-10-12T20:50:36.747+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de LOULÉ'/><title type='text'>Documentos relativos a Loulé, séculos XII a XVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Doação da Igreja de São Clemente ao Mestre de Santiago&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - "Carta de Escambo", datada de Lisboa em 1 de Dezembro de 1297, firmada por el-rei D. Dinis, através da qual se dava por escambo, isto é em troca, a D. João Osório, mestre da Ordem de Santiago, as vilas de Almodôvar e de Ourique, assim como os castelos de Aljezur e de Marrachique, com suas igrejas, e ainda a Igreja de S. Clemente de Loulé, tudo em permuta pela vila de Almada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Este documento faz-nos perceber a importância económica daquela vila fronteira a Lisboa, e da pouca monta, em que para o erário régio era tido em linha de conta, todo o património aqui referido. Este documento encontrei-o em bom estado, escrito de forma escorreita e legível, sobre pergaminho bem conservado. Merece ser estudado e publicado.&lt;br /&gt;Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas da Torre do Tombo, gaveta V, Maço 4, documento n.º 1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O Almoxarife de Loulé vendeu terras à Condessa D. Leonor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Num documento de pergaminho e em bom estado de conservação, datado de Loulé, a 4 de Agosto de 1286, podem constatar-se os termos da compra feita pela Condessa D. Leonor a Paio Miguel, almoxarife de Loulé, das heranças de Montouto, em Vale Longo, no termo de Évora, que ele tinha herdado de Pedro Anes.&lt;br /&gt;Este documento é de leitura algo imbricada, mas está legível, em pergaminho bem conservado. Merece ser estudado e publicado, mas só por quem souber deslindar as transmissões nele referenciadas. As personagens citadas merecem também ser devidamente analisadas, nas suas relações com a Corte.&lt;br /&gt;Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas da Torre do Tombo, gaveta III, Maço 7, documento n.º 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Sentença de pagamento de Dízima pelos Mouro Forros&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – O rei D. João I, firmou em Lisboa, a 8 de Dezembro de 1393, uma sentença pela qual foram julgados os Mouros Forros da Vila de Loulé, sendo condenados a pagarem a el-rei pelas terras que tinham de sesmaria, e que tinham sido primeiramente dos cristãos, uma dizima a El-Rei e outra à Igreja; e os cristãos, que tivessem terras que antes foram de Mouros, pagassem a mesma coisa.&lt;br /&gt;Trata-se de um pergaminho em bom estado e que se lê sem dificuldade. Considero-o muito importante para aferir a igualdade de justiça em que ambas as comunidades eram tidas e apercebidas, isto é, em que coabitavam, na vila de Loulé. Século e meio depois da conquista da cidade ainda nela coexistia uma significativa comunidade de mouros, sendo designados por “Forros” porque lhes fora outorgada a liberdade por direito de Foral.&lt;br /&gt;Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Livro 1 dos Direitos Reais, fl. 242v-243v.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;SENTENÇA contra o concelho da vila de Loulé&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, pela qual se viu obrigado a pagar a el-rei pelo foro de uma horta, duzentas libras de moeda antiga.&lt;br /&gt;Documento em bom estado, feito pergaminho, datado de 23 de Julho de 1465. Tem oito folhas e é de leitura muito curiosa para quem se debruçar sobre o assunto com a paciência que ele merece.&lt;br /&gt;Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas da Torre do Tombo, gaveta XIII, Maço 3, documento n.º 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Privilégios da Vila de Loulé&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Num documento datado de Estremoz, a 22 de Setembro de1497, declaram-se e confirmam-se os privilégios da vila de Loulé.&lt;br /&gt;Interessante documento feito em pergaminho, com oito folhas, em bom estado e letra firme. Possui cópia anexa com a referência detalhada dos mesmos privilégios desde a sua origem.&lt;br /&gt;Merece ser publicado.&lt;br /&gt;Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas da Torre do Tombo, gaveta III, Maço 12, documento n.º 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Sentença&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, datada de 13 de Março de 1587, pela qual foi determinado que a doação do ofício de Escrivão dos Órfãos de Loulé pertencia em exclusivo a El-Rei.&lt;br /&gt;Documento em papel, com catorze folhas, em bom estado de conservação. É de relativo interesse.&lt;br /&gt;Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas da Torre do Tombo, gaveta XIII, Maço 6, documento n.º 12.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Propriedades que tinham sido dos Mouros&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; –Trata-se de uns «Autos» feitos pelo Almoxarife de Loulé, a instâncias de El-Rei, para que sejam exaradas em novo Livro as propriedades dizimadoras que tinham sido dos Mouros, e que foram doadas a Diogo Fernandes Cavaleiro.&lt;br /&gt;Documento importantíssimo para a definição das terras que pertenceram aos mouros da vila, os quais ali já não co-existiam há muitos anos. Trata-se de um códice, em papel, datado de 8 de Fevereiro de 1512. Encontra-se escrito em 27 folhas de papel, em bom estado de conservação. Merece ser publicado.&lt;br /&gt;Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Gavetas da Torre do Tombo, gaveta XX, Maço 10, documento n.º 34. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1965108628697312688?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1965108628697312688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/documentos-relativos-loule-seculos-xii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1965108628697312688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1965108628697312688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/documentos-relativos-loule-seculos-xii.html' title='Documentos relativos a Loulé, séculos XII a XVI'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3155205372546918793</id><published>2009-10-09T11:14:00.000+01:00</published><updated>2009-10-09T11:21:37.646+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>O poeta Salazar Mosocoso, na miséria</title><content type='html'>Publicou-se na imprensa algarvia, nos anos trinta do século passado, uma “Carta de Lisboa” da autoria do Dr. Ludovico de Meneses, na qual se instava aos homens da cultura e aos estudantes do Liceu de Faro para que abrissem uma subscrição público com o objectivo de acudir ao estado de miséria em que se encontrava o grande poeta lacobrigense Salazar Moscoso, então a residir na cidade de Santarém, onde aliás, pouco depois, viria a falecer.&lt;br /&gt;A razão desse apelo à solidariedade intelectual prendia-se com o facto daquele ilustre poeta ter enviado ao Dr. Ludovico de Meneses (de quem fora colega e dilecto amigo no tempo em que ambos leccionaram no Liceu de Faro) uma carta contendo um pedido de auxílio entregue por intermédio de um amigo, cujo teor passo a transcrever:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Santarém, 3-4-1932&lt;br /&gt;                   Meu caro Menezes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Apresento-te o meu excelente amigo Alfredo de Moraes, antigo jornalista e escritor distinto, de fino espírito e vasta ilustração, com cuja amizade me honro e congratulo.&lt;br /&gt;Ele melhor do que eu, te exporá a minha angustiosa situação e a absoluta carência em que me encontro da assistência dos meus amigos e especialmente dos meus comprovincianos.&lt;br /&gt;                   Sem mais abraça-te o teu velho amigo&lt;br /&gt;                   Bartolomeu Salazar Moscozo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa sua «Carta de Lisboa» o Dr. Ludovico de Menezes, para comprovar a beleza e inspiração lírica do seu dilecto amigo, publicou o seguinte sonetilho de Salazar Moscoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;NUPCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao teu solar que branqueja,&lt;br /&gt;Sobre um alto monte erguido&lt;br /&gt;Agora, com teu marido,&lt;br /&gt;Vens recolhendo da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o prado que floreja&lt;br /&gt;Um frémito indefinido,&lt;br /&gt;Todo o povo reunido&lt;br /&gt;Do véu a fímbria te beija.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os choupos, os amieiros,&lt;br /&gt;Acompanham, mesureiros&lt;br /&gt;As saudações da ribeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só as abelhas douradas&lt;br /&gt;Choram por ver desfolhadas&lt;br /&gt;As flores da laranjeira!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Este belo sonetilho, no qual o genial poeta exalta a vaporosa figura da mulher/noiva, constitui uma espécie de apoteose parnasiana da beleza feminina, cuja sequência rítmica do verbo lírico revela um poeta de rara inspiração e de profundo sentimentalismo romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.C.V.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3155205372546918793?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3155205372546918793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/o-poeta-salazar-mosocoso-na-miseria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3155205372546918793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3155205372546918793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/o-poeta-salazar-mosocoso-na-miseria.html' title='O poeta Salazar Mosocoso, na miséria'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5092187851075232255</id><published>2009-10-09T10:41:00.003+01:00</published><updated>2009-10-09T11:14:26.755+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de LAGOS'/><title type='text'>O Paredão de Lagos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;No dia 30 de Março de 1897 começaram os trabalhos de demolição das muralhas e baluartes da cidade de Lagos, cuja derruição se tornou insuperável para iniciar os trabalhos de construção do paredão que se projectara erguer sobre a baía do porto.&lt;br /&gt;No livro de notas do tabelião Ramos, &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Ss8Gxz6N5II/AAAAAAAAAPs/b7BuL4f1G80/s1600-h/lagos.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 362px; FLOAT: right; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390534731803518082" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Ss8Gxz6N5II/AAAAAAAAAPs/b7BuL4f1G80/s320/lagos.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;inscrito no notariado de Lagos, encontra-se lavrada uma escritura com o Ministério da Guerra e o Comando Geral de Engenheiros, representados pelo coronel comandante do Regimento de Infantaria 15 e pelo capitão de engenharia Castro, pela qual cedem as referidas muralhas e baluartes ao Ministério das Obras Públicas, representado pelo eng.º chefe da secção de hidráulica do distrito de Faro, Alexandre Maria Ortigão de Carvalho.&lt;br /&gt;A autarquia de Lagos manifestou o seu público regozijo pela assinatura da referida escritura, pois desde há muitos anos que vinha solicitando junto das instâncias superiores a realização aquelas obras, consideradas de primacial importância para a contenção das cheias de inverno e para o alargamento da cidade. Prepararam-se desde logo grandes e pomposos festejos para assinalar a solenidade do lançamento da primeira pedra do referido “paredão”, anunciando-se a sua efectivação para Outubro desse ano, quando a cidade fosse visitado pelo rei D. Carlos I.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;J.C.V.M.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5092187851075232255?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5092187851075232255/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/o-paredao-de-lagos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5092187851075232255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5092187851075232255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/o-paredao-de-lagos.html' title='O Paredão de Lagos'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Ss8Gxz6N5II/AAAAAAAAAPs/b7BuL4f1G80/s72-c/lagos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2862723055241854724</id><published>2009-10-09T10:36:00.002+01:00</published><updated>2009-10-09T11:25:18.371+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de FARO'/><title type='text'>Apeadeiro do Bom João, em Faro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;A construção do apeadeiro ferroviário do Bom João, sito ao km 342,188, iniciou-se nos primeiros dias de Julho de 1950, sob a orientação técnica de um tal eng.º Fonseca, que era o chefe da 16.ª secção de Via e Obras da C.P.&lt;br /&gt;O local escolhido situava-se mesmo em frente do bairro do mesmo nome, nas imediações da fábrica pertencente ao empresário E. Torres Pinto da Silva, que desse apeadeiro poderia tirar o melhor proveito para o transporte da sua produção industrial. A obra constituía em si um notável melhoramento, pois que não só viabilizaria a transformação dos vastos terrenos agrícolas que lhe estavam adjacentes em futuras urbanizações, como também facilitaria aos estudantes do Liceu de Faro um acesso rápido e cómodo por via-férrea. De tal forma assim foi que não tardou em ficar conhecido como o “apeadeiros dos estudantes”.&lt;br /&gt;Actualmente, embora perdesse a serventia para a fábrica Torres Pinto, entretanto encerrada, continua a ser utilizada por outras indústrias limítrofes, pelos moradores do populoso bairro do Bom João e, muito especialmente, pelos estudantes do Liceu João de Deus.&lt;br /&gt;Pouco depois deu-se também início à construção do apeadeiro da Porta do Mar, que permitia o acesso por via-férrea até ao coração da cidade antiga, junto ao quartel de bombeiros, precisamente no antigo cais da lota.&lt;br /&gt;Acresce dizer, para concluir esta nótula, que o apeadeiro do Bom João foi inaugurado no dia 1 de Novembro de 1950.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2862723055241854724?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2862723055241854724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/apeadeiro-do-bom-joao-em-faro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2862723055241854724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2862723055241854724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/apeadeiro-do-bom-joao-em-faro.html' title='Apeadeiro do Bom João, em Faro'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3338279578404844843</id><published>2009-10-06T19:04:00.000+01:00</published><updated>2009-10-06T19:05:00.967+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de FARO'/><title type='text'>Compra do Teatro Lethes, em Faro, pela Cruz Vermelha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os herdeiros de Constantino Cúmano, grande benemérito local, venderam, em Junho de 1951, à sociedade da Cruz Vermelha Portuguesa o magnífico edifício do antigo Teatro Lethes. Segundo constou na época o imóvel foi transaccionado por 350 contos, comprometendo-se a nova entidade proprietária a não alterar a traça arquitectónica do edifício, garantindo ao mesmo tempo o restauro e recuperação do edifício.&lt;br /&gt;O único problema que importava solucionar a breve trecho era o de assegurar a sede do Sport Lisboa e Faro, que ali se encontrava instalado há bastantes anos. Aquela agremiação desportiva tinha aliás grandes tradições, encontrando-se estruturalmente relacionada com a vida social da cidade, comprovada aliás pelos cerca de 800 sócios que mantinha nas suas fileiras. Na altura, muitos foram os cidadãos que clamaram contra a hipótese de desalojamento do popular clube desportivo, o que apesar de tudo veio a acontecer a contento de ambas as entidades, mercê de solução sugerida e apoiada pela edilidade local, transferindo-se a sede para as instalações no largo do Pé da Cruz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3338279578404844843?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3338279578404844843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/compra-do-teatro-lethes-em-faro-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3338279578404844843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3338279578404844843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/compra-do-teatro-lethes-em-faro-pela.html' title='Compra do Teatro Lethes, em Faro, pela Cruz Vermelha'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-5277047105759696381</id><published>2009-10-02T14:00:00.002+01:00</published><updated>2009-10-09T10:50:01.154+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>Origens algarvias de Camões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Severim de Faria afirma que Antão Vaz de Camões, filho de João Vaz de Camões e de Inês Gomes da Silva, casou com Guiomar Vaz da Gama (descendente directo dos Gamas do Algarve, originários do Alentejo) que teve um filho chamado Simão Vaz de C&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SsX6mEgk-OI/AAAAAAAAAO0/m16vyqZftAc/s1600-h/camoes3.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 253px; FLOAT: right; HEIGHT: 264px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387988061171022050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SsX6mEgk-OI/AAAAAAAAAO0/m16vyqZftAc/s320/camoes3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;amões, que casando com Ana de Macedo tiveram Luís Vaz de Camões, o poeta nacional e mentor da cultura lusíada.&lt;br /&gt;Também li sobre Camões um artigo de Julião Quintinha intitulado “Camões no Algarve”, publicado no «Correio do Sul» de 27-8-1922. A fonte do artigo era o escritor anti-semita Mário Saa que lhe terá confidenciado que Camões tinha no Algarve um tio chamado Pero Vaz de Camões, na casa do qual aliás se refugiara quando em 1546 fugiu de Lisboa por causa dos amores com sua prima Isabel Tavares. O alcaide-mor de Silves e o alcaide-mor de Lagos eram seus parentes, presumindo-se que ele esteve refugiado no morgado de Boina, que era de um outro seu parente próximo, irmão do poeta Jorge da Silva ali refugiado também por essa altura, por via dos seus amores com uma infanta da Corte. O poeta partiu de Lisboa para o Algarve pouco antes de seguir para a Índia. Parece que o tio, Pero Vaz de Camões, tinha sangue judeu, sendo talvez as origens de cristão-novo a causa das perseguições movidas pela Inquisição de Goa contra o poeta dos Lusíadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-5277047105759696381?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/5277047105759696381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/origens-algarvias-de-camoes.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5277047105759696381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/5277047105759696381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/10/origens-algarvias-de-camoes.html' title='Origens algarvias de Camões'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SsX6mEgk-OI/AAAAAAAAAO0/m16vyqZftAc/s72-c/camoes3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-8007392946376595922</id><published>2009-09-26T18:46:00.002+01:00</published><updated>2009-10-06T18:26:55.742+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de FARO'/><title type='text'>Museu Marítimo de Faro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Criado por decreto de 4-1-1889, referendado pelo Ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria, Emídio Júlio de Navarro, o Museu Industrial Marítimo de Faro, como então se designava, abriu as suas portas ao público em 24 de Novembro de 1889.&lt;br /&gt;Esteve primeiramente instalado numas pequenas salas anexas ao antigo edifício da Escola Industrial e Comercial, próximo da Câmara de Faro. Mas como urgia expandir as instalações da Escola foi o espólio museológico transferido para uma velha casa na rua da Carreira, onde não servia os fins para que fora criado. Assim, acabaria por ser remetido para as magníficas salas do Palácio Pantojas, na rua de St.º António, onde hoje se acha o Clube Farense. Mas como aquele Clube precisasse de restaurar e remodelar as suas instalações foram novamente em bolandas as colecções do Museu Marítimo para as exíguas dependências da Escola de Alunos Marinheiros. Neste périplo muitas coisas desapareceram e outras se degradaram de forma quase irremediável, a ponto de haverem perdido muito do seu valor e de reduzirem toda a sua importância e interesse cultural.&lt;br /&gt;Foi nestas condições, de abandono e esquecimento, que o foi desencantar o almirante António de Macedo Ramalho Ortigão, que dedicou o melhor do seu esforço à recuperação das peças mais degradadas, restaurando umas, substituindo outras e acrescentando-lhe imensos artefactos da nossa secular actividade marítima. Felizmente, nesse insano trabalho de recuperação do antigo espólio do Museu Marítimo de Faro, pode contar com a boa vontade de alguns camaradas de armas e de outros cidadãos de boa vontade, nomeadamente o pintor Carlos Augusto Lyster Franco que o ajudou a restaurar muitas peças e principalmente lhe ofereceu vários quadros sobre a fauna marítima, que hoje decoram as paredes das actuais e aprazíveis instalações do Museu.&lt;br /&gt;Em sinal de reconhecimento pelo seu esforço e pela inimitável dedicação prestada ao restauro e melhoramento do antigo espólio, foi com inteira justiça atribuído o seu nome ao renovado Museu Marítimo de Faro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-8007392946376595922?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/8007392946376595922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/museu-maritimo-de-faro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8007392946376595922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/8007392946376595922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/museu-maritimo-de-faro.html' title='Museu Marítimo de Faro'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4273346440702521087</id><published>2009-09-14T23:38:00.000+01:00</published><updated>2009-09-14T23:39:24.986+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>Gilberto Freyre no Algarve</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;O ilustre escritor, antropólogo e sociólogo brasileiro, Prof. Gilberto Freire, autor da famoso obra &lt;em&gt;Casa Grande &amp;amp; Senzala&lt;/em&gt;, figura de prestígio universal que trabalhou para a UNESCO como investigador da miscigenação étnica em África e na América, visitou o nosso país em Agosto de 1951 a convite oficial do governo português.&lt;br /&gt;Nesse âmbito deslocou-se ao Algarve na última semana de Agosto, aqui tendo permanecido durante quatro dias a recolher informações para uma obra que se propunha escrever sobre o nosso país e seu império. Vinha acompanhado de sua esposa e dois filhos assim como por seu pai, o ilustre Dr. Manuel Freyre, antigo Juiz Federal na Baía. Acompanhava-os desde Lisboa o Dr. Manuel Rino, funcionário superior do SNI.&lt;br /&gt;Como hóspede de honra do governo português esteve instalado na Pousada de S. Brás, de onde irradiou para os diferentes locais da região. Para o elucidar e responder às questões que lhe aprouvesse colocar, foi o Dr. Mário Lyster Franco requisitado oficialmente para o acompanhar durante esses quatro dias. Desse contacto nasceu uma admiração mútua e uma sólida amizade entre ambos, comprovada na oferta de livros e no envio de amistosas missivas.&lt;br /&gt;Pouco depois da sua vinda ao Algarve partiu o Prof. Gilberto Freyre para as nossas antigas colónias africanas, a fim de estudar os usos e costumes dos povos autóctones, assim como as heranças culturais carreadas pelos antigos escravos para o Brasil.&lt;br /&gt;As impressões dessa visita ao Algarve foram publicadas no «Correio do Sul» n.º 1763 de 6-9-1951, numa espécie de entrevista concedida pelo célebre antropólogo àquele semanário farense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4273346440702521087?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4273346440702521087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/gilberto-freyre-no-algarve.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4273346440702521087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4273346440702521087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/gilberto-freyre-no-algarve.html' title='Gilberto Freyre no Algarve'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4253796464486656178</id><published>2009-09-14T23:33:00.001+01:00</published><updated>2009-09-14T23:37:27.083+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4253796464486656178?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4253796464486656178/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/o-deserto-habitado-de-julio-conrado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4253796464486656178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4253796464486656178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/o-deserto-habitado-de-julio-conrado.html' title=''/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3880127847842019691</id><published>2009-09-10T21:48:00.003+01:00</published><updated>2009-10-09T10:24:37.641+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de FARO'/><title type='text'>Professores do Liceu de Faro em 1932</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa notícia publicada na imprensa local, ficamos a saber que no final do ano lectivo de 1932, realizou-se um almoço de confraternização dos professores do Liceu de Faro, servido na cantina daquele estabelecimento de ensino. Do elenco docente constavam as seguintes personalidades:&lt;br /&gt;Dulce de Freitas; Ofelia Azinheira; Donatila Baptista; José Monteiro Simões; António de Sousa Agostinho Júnior; Armando Cassiano; Jorge Silv&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Ss8BF0evVnI/AAAAAAAAAPU/u10QnXjXx1E/s1600-h/liceu.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 348px; FLOAT: right; HEIGHT: 221px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390528478484321906" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Ss8BF0evVnI/AAAAAAAAAPU/u10QnXjXx1E/s320/liceu.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;io Pélico d’Oliveira Neto; David Pacheco; Aleixo da Cunha; Sousa Bazílio; Cruz Malpique; António Rebelo Neves; Silva Pera; Manuel Alexandre; Francisco Fernandes Lopes; António dos Ramos Bentes; tenente-coronel José Guerreiro Fogaça; José Rebelo Neves; Vidal Belmarço; Ricardo Bensaúde; José de Sousa Gago.&lt;br /&gt;Faltou por indisposição momentânea o Reitor, Dr. José Júlio Rodrigues, que só apareceu no fim do almoço, e faltou por doença o Dr. Silveira Ramos.&lt;br /&gt;Para quem viveu nessa época, e felizmente ainda hoje contacta com a sociedade mais culta da cidade de Faro, ou para aqueles que conhecem minimamente a história da cultura algarvia, fácil se torna afirmar, e concluir, que no Liceu de Faro exerciam o múnus da docência uma verdadeira elite intelectual, que hoje facilmente se constituiria num escol científico do mais elevado nível universitário.&lt;br /&gt;Os destaques deixámo-los para os que nos queiram interpelar sobre o assunto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3880127847842019691?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3880127847842019691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/professores-do-liceu-de-faro-em-1932.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3880127847842019691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3880127847842019691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/professores-do-liceu-de-faro-em-1932.html' title='Professores do Liceu de Faro em 1932'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Ss8BF0evVnI/AAAAAAAAAPU/u10QnXjXx1E/s72-c/liceu.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-3446290465805596605</id><published>2009-09-06T22:02:00.002+01:00</published><updated>2009-10-06T18:29:08.684+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de FARO'/><title type='text'>Esplanada de São Luís Parque, em Faro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Inaugurou-se em Faro no dia 1 de Julho de 1950 a esplanada “S. Luís Parque” mandada construir pela empresa do Cine-Teatro Farense, dotando assim a cidade de um espaço destinado privilegiado para a realização de espectáculos durante a temporada de verão, que decorria entre meados de Junho e finais de Setembro. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SqQkfxXa2nI/AAAAAAAAAOI/kNGIo2W7odY/s1600-h/Faro+-+rua+St+Ant%C3%B3nio.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 198px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378463983233325682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SqQkfxXa2nI/AAAAAAAAAOI/kNGIo2W7odY/s320/Faro+-+rua+St+Ant%C3%B3nio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A localização, a extensão e comodidade do recinto permitiu às autoridades competentes na matéria qualificá-la como a melhor do país, tendo em consideração que reúne os meios necessários para a realização de todo o tipo de espectáculos, desde a projecção de cinema, a representação de peças de teatro, espectáculos desportivos (boxe, por exemplo) récitas estudantis, espectáculos de variedades, festivais de folclore, bailes, festas dos santos populares, etc. Em suma, previa-se que assumisse um papel fulcral nas actividades culturais e recreativas da cidade durante a época de verão, numa altura em que a indústria do turismo começava a dar os primeiros passos.&lt;br /&gt;Para a festa da inauguração, realizada a 1 e 2 de Julho de 1950, organizou-se um programa festivo no qual tomaram parte a orquestra dirigida pelo maestro Fernando de Carvalho, as artistas Júlia Barroso (algarvia muito conhecida e apreciada), José António, Maria do Carmo, Maria Pazzo, Graciette Melo e Rui de Mascarenhas, num misto de fados e canções, tão do agrado popular. Para apresentar os artistas, animar o público e quebrar a saturação musical, actuaram também dois grandes artistas da rádio e conhecidos comediantes do teatro de revista, Humberto Madeira e Miguel Simões, que depois de fazerem algumas burlescas imitações de figuras populares, procederam a um hilariante “sketch” composto em verso, entre o “sr. Lucas e o Dr. Matias”, no qual retratavam num finíssimo humor negro algumas das mais conhecidas figuras da região. Os artistas eram acompanhados com solos de viola executados por Alfredo Costa. A noite encerrou com um animado baile.&lt;br /&gt;O cinema em si só foi inaugurado a 3 e 4 de Julho com a projecção do célebre filme Joana d’Arc, interpretada pela consagrada artista Ingrid Bergman, que teve casa cheia, numa agradável noite, de amena temperatura, quase tropical.&lt;br /&gt;Creio que, infelizmente, os nomes dos artistas aqui citados já não fazem parte do mundo dos vivos. Também infelizmente já não existe a magnífica esplanada de Faro, onde nos finais dos anos setenta ainda cheguei a ver algumas fitas, que por serem reprises tinham a plateia quase deserta. Também ali ouvi Júlio Iglésias num espectáculo memorável e também por ali passaram vários artistas da nossa moderna canção.&lt;br /&gt;Esta pequena nota serve para avivar a memória dos farenses que na antiga esplanada viveram momentos de prazer e de felicidade, lamentando que no mamaracho denominado “Alhandra”, implantado naquele espaço, não exista um pequeno estúdio de cinema com o nome de “S. Luís Parque”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-3446290465805596605?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/3446290465805596605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/esplanada-de-sao-luis-parque-em-faro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3446290465805596605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/3446290465805596605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/esplanada-de-sao-luis-parque-em-faro.html' title='Esplanada de São Luís Parque, em Faro'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/SqQkfxXa2nI/AAAAAAAAAOI/kNGIo2W7odY/s72-c/Faro+-+rua+St+Ant%C3%B3nio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-1621689004950298216</id><published>2009-09-01T22:14:00.001+01:00</published><updated>2009-10-06T18:29:55.070+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de SILVES'/><title type='text'>Mulheres de Silves</title><content type='html'>Lord Carnarvon, que foi membro do Parlamento inglês e escritor consagrado, escreveu em 1836 acerca da beleza das mulheres algarvias as seguintes palavras:&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As mulheres de Silves, assim como as de todo o Algarve, são extremamente formosas de feições e muitas vezes também de figura: tez pálida mas clara, olhos ensombrados por longas pestanas negras e sempre belos, tendo quase sempre a distingui-los uma expressão pensativa e bondosa que se reflecte no sorriso, dando-lhe carácter. Os encantos das espanholas maravilham e atraem os olhares mas a beleza da algarvia, menos ardente, é dotada de mais ternura e nem por isso penetra menos fundo no coração&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-1621689004950298216?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/1621689004950298216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/mulheres-de-silves.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1621689004950298216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/1621689004950298216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/mulheres-de-silves.html' title='Mulheres de Silves'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-4118418621326119192</id><published>2009-09-01T22:13:00.001+01:00</published><updated>2009-10-06T18:30:35.297+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais de TAVIRA'/><title type='text'>Em Tavira não se cospe no chão</title><content type='html'>A Câmara Municipal de Tavira, em Setembro de 1946, e depois de receber os pareceres favoráveis da Comissão Municipal de Higiene e do Conselho Superior de Higiene, aprovou um postura sanitária no sentido de reprimir o hábito condenável de cuspir nos passeios ou em qualquer via pública, assim como noutros locais de frequência e utilidade pública.&lt;br /&gt;A mesma edilidade apresentou ao Ministério do Interior o texto da postura aprovada para que superiormente fosse a mesma convertida numa portaria de alcance nacional, por forme a erradicar tão reprovável e abjecto acto público.&lt;br /&gt;Parece que a medida não teve o sucesso esperado, mantendo-se ainda hoje tão primitiva e vergonhosa atitude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-4118418621326119192?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/4118418621326119192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/em-tavira-nao-se-cospe-no-chao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4118418621326119192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/4118418621326119192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/em-tavira-nao-se-cospe-no-chao.html' title='Em Tavira não se cospe no chão'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-6214046685704558165</id><published>2009-09-01T22:10:00.000+01:00</published><updated>2009-09-01T22:11:02.526+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos sobre LITERATURA ALGARVIA'/><title type='text'>O Poeta das Aldeias – Domingos Guerreiro Basílio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;J. C. Vilhena Mesquita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma das figuras hoje absolutamente ignoradas foi outrora considerado como o “Poeta das Aldeias”, epíteto conquistado com merecida justiça pela forma como este percorria as freguesias do extremo sotavento desafiando para verdadeiros combates poéticos, acompanhado à desgarrada por concertinas e cavaquinhos, aqueles que se arvoravam capazes de acompanhar ou competir com a sua repentina criatividade.&lt;br /&gt;O homem que tinha o raro talento de improvisar quadras populares à velocidade de um fósforo, chamava-se Domingos Guerreiro Basílio, era um cidadão muito conhecido e admirado pela sua inteligência, honestidade e dedicação ao trabalho. E não se pense que no fim da vida era apenas uma figura típica, como aquelas que nas antigas feiras pontificavam pela sua excentricidade e submissão aos prazeres da bebida. Bem pelo contrário. Na pujança da idade foi um denodado republicano que lutou com todas as forças pela vitória dos ideais, chegando por várias vezes a desempenhar as funções de regedor da aldeia do Azinhal, onde residia, tendo mais tarde chegado aos bancos da edilidade de Castro Marim na qualidade de vereador.&lt;br /&gt;Não era, pois, um obscuro habitante da ignorada freguesia do Azinhal no não menos ignorado concelho de Castro Marim. Os seus conterrâneos reconheciam-lhe qualidades e ouviam-lhe os concelhos. Porém , com o decorrer dos tempos, os anos começaram a pesar e a situação política alterou-se, a ponto do pobre Domingos Basílio se ter dedicado ao humilde mas honrado cargo de transportar as malas do correio entre Castro Marim e a freguesia de Odeleite. Uma espécie de carteiro dos tempos antigos, que não só levava a correspondência privada como também trazia as boas e más notícias. Era ele quem gritava os pregões das leis e decretos, quem citava os preços no mercado da vila, quem dava conselhos aos agricultores, anunciava as “sortes” aos mancebos, combinava negócios, escrevia cartas e tratava doutros documentos para os analfabetos... Enfim, era um sopro de vida e de civilização numa terra perdida num canto remoto do país profundo, um aglomerado de casas e um povo soturno, sacrificado e submetido às entediantes agruras duma agricultura de subsistência.&lt;br /&gt;O velho republicano, esquecido de outras lides mais honrosas, deitou mãos à vida e transformou-se num simples carrejeiro, levando serra acima, os cereais e as viandas, os secos e molhados, os barris do vinho de Tavira e os almudes da cristalina medronheira serrana, para abastecer as mercearias e tabernas do raiano concelho.&lt;br /&gt;Nos fragosos percursos das suas jornadas, deixou pelos valados das humildes estevas o eco da sua voz, em alegres quadras cantadas nas tabernas, nas feiras ou nos adros das ermidas, à compita com os destemidos cantadores locais, sob as saudáveis gargalhadas e os estridentes aplausos do povo, sempre acolhedor e generoso.&lt;br /&gt;Foi no retorno de um desses trajectos, para a sua velha casa no Azinhal, que encontrou a morte num estúpido acidente. Uma queda aparatosa e desamparada roubou-lhe a vida aos 72 anos de idade.&lt;br /&gt;As gentes serrenhas continuaram a venerar a memória do “Poeta das Aldeias” decorando-lhe os versos e cantando as suas quadras em modinhas populares, nos “bailos” e nos ranchos das raparigas solteiras.&lt;br /&gt;Quem se lembra hoje desses tempos?..&lt;br /&gt;Haverá por aí, no concelho de Castro de Marim, no seio do seu bom povo, quem ainda se lembre do “Poeta das Aldeias” ?&lt;br /&gt;Aqui deixamos o desafia na expectativa de recuperarmos a sua memória e se possível algumas das suas quadras.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-6214046685704558165?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/6214046685704558165/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/o-poeta-das-aldeias-domingos-guerreiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6214046685704558165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/6214046685704558165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/o-poeta-das-aldeias-domingos-guerreiro.html' title='O Poeta das Aldeias – Domingos Guerreiro Basílio'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-2536003680930919808</id><published>2009-09-01T22:07:00.000+01:00</published><updated>2009-09-01T22:08:21.035+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>Pintores de temática algarvia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;Inaugurou-se a 24-2-1946 no Museu Regional de Lagos uma exposição de Arte Algarvia na qual tomaram parte os pintores que mais e melhor usaram o Algarve como tema das suas produções artísticas.&lt;br /&gt;Assim, e para que conste, estiveram patentes ao público 75 quadros da autoria dos seguintes pintores:&lt;br /&gt;Alexandrina Chaves Berguer, Rosalina de Passos, Virgínia de Passos, Sylvia Aguiar Santos, Lázaro Velozo, Samora Barros, Carlos Porfírio, José Amado da Cunha, Joaquim de Passos, Carlos Lyster Franco, Falcão Trigoso, Serra da Motta, Fausto Sampaio, Gabriele Constante, Jayme Murteira e Ribeiro Cristino.&lt;br /&gt;De todos estes os mais consagrados artistas, então já considerados mestres de pintura, devemos destacar as telas de Samora Barros, Falcão Trigoso e Serra da Motta, assim como os “carvões” de Lyster Franco. Agradaram ao público os quadros de Lazaro Velozo, Alexandrina Chaves Berger e os “apontamentos algarvios” de Jayme Murteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-2536003680930919808?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/2536003680930919808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/pintores-de-tematica-algarvia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2536003680930919808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/2536003680930919808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/pintores-de-tematica-algarvia.html' title='Pintores de temática algarvia'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-668387161684559361.post-7311877512991252372</id><published>2009-09-01T22:05:00.000+01:00</published><updated>2009-09-01T22:06:12.110+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curiosidades históricas e culturais do Algarve'/><title type='text'>Naturalização de Cayetano Féu Marchena</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;No dia 31 de Março de 1930 o industrial espanhol no ramo das conservas, sediado em Portimão, Caetano Feu, ofereceu aos amigos e clientes um banquete servido no Grande Hotel das Caldas de Monchique, em sinal de congratulação pela sua naturalização como cidadão português.&lt;br /&gt;Isto permite-nos compreender a sua satisfação por ter adquirido a nacionalidade portuguesa, ao mesmo tempo que se torna evidente o seu reconhecimento às autoridades regionais por terem certamente contribuído com declarações abonatórias para a sua naturalização. Como é lógico, também interessava ao industrial Caetano Feu deixar de ser espanhol para poder beneficiar dos privilégios de que gozavam os industriais nacionais, nomeadamente de carácter alfandegário e sobretudo fiscal.&lt;br /&gt;No banquete realizado a 31-3-1930 no Grande Hotel das Caldas de Monchique, em homenagem ao Dr. Caetano Feu Marchena, estiveram presentes cerca de 80 pessoas de todos credos políticos e classes sociais. A opção daquelas termas deve-se ao facto do reputado industrial ter pugnado ao longo dos anos pelo desenvolvimento económico-industrial daquele concelho, pelo melhoramento do estabelecimento das Caldas Termais e pela divulgação dos seus efeitos terapêuticos. Na imprensa da época, nomeadamente no «Correio do Sul», descrevem-se vários pormenores da homenagem, assim como se transcrevem algumas das passagens dos discursos aí proferidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/668387161684559361-7311877512991252372?l=promontoriodamemoria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/feeds/7311877512991252372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/naturalizacao-de-cayetano-feu-marchena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7311877512991252372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/668387161684559361/posts/default/7311877512991252372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://promontoriodamemoria.blogspot.com/2009/09/naturalizacao-de-cayetano-feu-marchena.html' title='Naturalização de Cayetano Féu Marchena'/><author><name>José Carlos Vilhena Mesquita</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16396422993752237285</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_igIEREEqfSg/Sk6jzuwSiXI/AAAAAAAAACM/L24BkgRc0b0/S220/mesquita.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
