terça-feira, 30 de março de 2010

SOARES, Mariana Pacheco


Pianista e compositora, natural de Faro, onde faleceu a 26-6-1951, com 91 anos de idade.
Distintíssima senhora, de esmerada educação e bondosíssimo carácter, uma das principais figuras femininas de Faro do princípio do século XX.
Exerceu o magistério da música durante mais de sessenta anos, educando gerações sucessivas de jovens oriundos das melhores famílias locais. Além da docência dedicou-se também à difícil arte da composição, escrevendo partituras de grande nível e exigente execução. No decurso dos anos foi granjeando a admiração e o prestígio dos seus conterrâneos, a ponto de se tornar numa venerável artista, uma espécie de patriarca da cultura musical algarvia.
As suas composições musicais foram publicadas e comercializadas pelas melhores casas da especialidade em Lisboa. Algumas dessas músicas foram escritas com objectivos pedagógico-didácticos, razão pela qual foram adoptadas em muitas escolas de instrução musical, tornando-se o seu nome muito admirado em todo o país.
Foi mãe da também distintíssima pianista D. Maria Isabel Pacheco Soares que o Algarve tanto admirou.

LEMOS, Maria da Piedade Aboim Ascensão de Sande


Benemérita local e primeira figura da sociedade farense do seu tempo. Nasceu em Faro, em 1867, e faleceu em 25-3-1944, aos 77 anos de idade, na cidade de Lisboa, onde fixara residência alguns anos antes. Na altura do seu passamento estava ainda de luto pelo falecimento do marido, Coronel José de Sande Lemos, ocorrido em Lisboa a 27-3-1943.
Dotada de excelsas qualidades humanas, dedicou parte da sua vida a cuidar dos pobres e das crianças desvalidas, mercê dos seus avultados bens de fortuna. Foi, por isso, uma grande benemérita local, a quem se ficaram devendo os altíssimos donativos que canalizou ao longo da vida para o Refúgio Aboim Ascensão, hoje denominado por «Emergência Infantil».
Por outro lado, sendo esposa de um oficial do exército e herdeira e uma das mais notáveis casas agrícolas do Algarve, viu-se durante a I Grande Guerra privada da companhia do marido e do filho, o major Manuel Aboim de Sande Lemos, ficando por isso entregue à sua administração todos os meios de sobrevivência da família, que ela geriu com a maior competência e inteligente criatividade, o que em vez de diminuir acabou por resultar no crescimento do seus bens e recursos financeiros.
Esses avultados cabedais económicos soube-os distribuir benemeritamente pelos mais necessitados, nomeadamente a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, em Faro, para cuja sobrevivência contribuiu por várias vezes com elevados donativos, garantindo assim a manutenção do convento, das suas obras pias e sobretudo da Igreja do Carmo, cujas despesas de restauro e do exercício religioso sempre cobriu com indefectível generosidade.
O funeral de D. Maria da Piedade, realizado no dia 28 de Março de 1944, no cemitério da Esperança em Faro, foi uma das maiores expressões de pesar e de reconhecimento social prestado pelos habitantes da cidade, que reconheciam nela a “mãe dos pobres”, epíteto com que sempre foi conhecida.
Era mãe do Engenheiro Major do exército Manuel Aboim Ascensão de Sande Lemos e do Dr. José Aboim Ascensão de Sande Lemos, tia do Dr. José Aboim Ascensão Contreiras e irmã da igualmente benemérita D. Joaquina Ascensão Davim e do Coronel Aboim Ascensão, fundador do Refúgio das Raparigas em Faro.

FIALHO, Maria Antónia Cúmano


Descendente de uma ilustre família italiana e herdeira de notáveis bens materiais e pecuniários, senhora da mais alta estirpe e das mais conceituadas figuras do Algarve. Nasceu em Faro, aqui viveu e faleceu, a 17-6-1948, com 87 anos de idade, no seu invejável palácio de Santo António do Alto, ainda hoje um dos edifícios mais belos e notáveis de todo o Algarve.
Dotada de grande inteligência e enorme sensibilidade artística, era muito culta e ilustrada, conhecedora das principais cidades europeias e dos melhores museus do mundo. Por outro lado, era bastante religiosa, cuidava dos pobres e desvalidos que atendia com avultadas esmolas, sendo por isso muito estimada em todo o Algarve. A sua benemerência, fulcralizada em Faro e Portimão, estendia-se em toda a região, protegendo também as artes e a cultura. A sua inclinação artística e cultural herdara-a do pai, o Dr. Justino Cúmano, falecido em 1885, que além de médico foi também um conceituado arqueólogo e numismata.
No seu palácio de Santo António do Alto reuniu, em parte como herança dos seus ascendentes mas também como fruto da sua dedicação e amor à arte, uma valiosa colecção de quadros, esculturas, móveis e outros objectos de grande valor cultural que foi coleccionando ao longo da vida. Grande parte desse espólio foi depois repartido pelos seus herdeiros e hoje correm descritos nos catálogos de leiloeiros e coleccionadores de arte.
Era irmã de Paulo Cúmano, que faleceu com 92 anos de idade, a 21-6-1946, ou seja quatro dias depois dela, que embora estivesse já bastante doente não resistiu à comoção de tão dolorosa perda.
Era viúva do famoso industrial de conservas, João António Júdice Fialho, e mãe de D. Maria Justina Fialho de Sousa Coutinho, casada com D. António de Sousa Coutinho (herdeiro dos Condes de Linhares) e D. Isabel Maria Fialho de Mendonça; era avó de D. Maria Antónia de Sousa Coutinho Telles da Sylva, casada com D. José Carvalhal Telles da Sylva (herdeiro dos Condes de Tarouca) e D. Maria Constança de Sousa Coutinho Pulido Garcia, casada com José Pulido Garcia, abastado proprietário de Beja, e dos engenheiros D. Nuno e D. João de Sousa Coutinho.
Era cunhada de D. Ana de Bivar Cúmano e de D. Mariana Fialho Calado, casada com Basílio calado, abastado proprietário em Portimão.Era tia de D. Maria Luísa de Bivar de Sampaio e Melo, casada com o Dr. Lopo Vaz de Sampaio e Melo, de D. Maria Vitória, de D. Justina Cúmano, ambas residentes em Lisboa, e do Dr. Justino de Bivar Weinholtz (que foi conservador do Registo Predial e provedor da Santa Casa da Misericórdia de Faro), do Dr. Raul de Bivar Weinoltz (que foi presidente da comissão municipal de Turismo de Faro), Luiz Frederico de Bivar Weinholtz, do Dr. Constantino de Bivar Cúmano, do eng.º Rui de Bivar Cúmano (que foi administrador do porto de Leixões), do Dr. Henrique de Bivar Cúmano (que foi naturalista do Museu de Bocage), do capitão Paulo Cúmano, de Lázaro Justino Cúmano, Francisco Constantino Cúmano, todos residentes em Lisboa, e de Francisco Fialho Calado, abastado proprietário em Portimão.
A ilustre Maria António Cúmano Fialho encontra-se sepultada no Cemitério da Esperança num magnífico mausoléu de família.

quinta-feira, 18 de março de 2010

FORMOSINHO, Maria Amélia Coelho de Carvalho Pimenta


Ilustre senhora, descendente das mais nobres famílias algarvias, casou com Bento Gomes Formosinho, distinto oficial do exército que exerceu as funções de governador civil de Faro. Era filha do conselheiro José dos Santos Duarte Pimenta, que foi um dos mais célebres magistrados do seu tempo.
Foi acima de tudo uma senhora de preclaras virtudes, muito admirada pela sua esmerada educação, fino porte e insignes atitudes de candura e bondade para com os mais pobres.
Teve quatro filhos: D. Josefa Margarida Pimenta Formosinho Guerreiro Tello; Dr. José dos Santos Pimenta Formosinho, notário e arqueólogo amador, assim como director e fundador do Museu de Lagos; Tenente Bento Pimenta Formosinho e Barnabé Pimenta Formosinho. Foi sogra de D. Maria José Fialho Barata Formosinho, de D. Beatriz Abranches Formosinho, de D. Olivia Novak Formosinho e do Dr. António Guerreiro Tello, ilustre clínico em Lagos.
Faleceu em Lagos, a 1-6-1953, com 87 anos de idade, tendo o seu funeral o acompanhamento de centenas de pessoas, numa sentida manifestação de pesar e saudade.

quarta-feira, 17 de março de 2010

FONSECA, Marina Romero Santos


Bondosíssima senhora da melhor sociedade algarvia, natural de Faro, que faleceu em Lisboa nos finais de Outubro de 1947, com 71 anos de idade. Era viúva do coronel António dos Santos Fonseca e mãe da pianista D. Ema Romero Santos Fonseca da Câmara Reys, casada com o escritor Dr. Luís da Câmara Reys.
A ilustre benemérita farense era irmã de D. Clotilde Romero Reis e de D. Aida Fonseca Romero, ambas residentes em Faro, e era tia de D. Maria Cristina Sieuve Romero Penco de Almeida e de João Romero dos Reis, ambos residentes em Lisboa.

FERRO, Helena Tavares


Algarvia, creio que natural de Loulé, faleceu com 81 anos de idade, em Lisboa, a 21-4-1946, vítima de síncope cardíaca
Era casada com António Joaquim Ferro e mãe amantíssima do escritor António Ferro, ilustre director do Secretariado de Informação e grande obreiro da cultura nacionalista do “Estado Novo”. Era sogra do Dr. Augusto da Cunha, na altura director da revista «O Mundo Português».

terça-feira, 16 de março de 2010

CLEMENTINA, Maria



Actriz de teatro, Maria Clementina Borges de Sá, de seu nome completo, nasceu em Faro a 28-1-1897, e faleceu em Lisboa nos últimos dias de Dezembro de 1947, com 50 anos de idade. Era filha de D. Clementina Rato Borges de Sá e de João Bernardino Cardosos Sequeira Borges de Sá, que foi oficial do exército, Era também sobrinha-neta de Duarte de Sá, notável figura de intelectual e homem das artes, que foi o primeiro director do Conservatório de Lisboa.
Depois dos estudos primários frequentou a Escola de Arte de Representar, onde se distinguiu quase de imediato pelas suas qualidades para o canto, desenvolvendo muito as suas naturais aptidões com D. Eugénia Mantelli de quem foi dilecta discípula.
As artes do palco, sobretudo o teatro atraíam a sua curiosidade e natural ambição de sentir na alma os aplausos do público. Estreou-se então a 17-11-1919, no Teatro da Trindade, numa opereta, ou teatro musicado, muito na moda nesse tempo, intitulada «A Bela Risette», integrada na famosa companhia de Afonso Taveira. Pouco depois integrou-se na companhia de Luz Veloso, estreando-se no teatro declamado e foi escriturada de Nascimento Fernandes, artista algarvio dos mais prestigiados nos proscénios portugueses. Quando se constituiu a companhia de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro entrou para o seu elenco, nele se mantendo até ao precoce cair do pano no teatro da sua vida.
A sua carreira, não foi longa nem marchetada de grandes êxitos, podendo até dizer-se que embora Maria Clementina fosse uma artista bastante popular, faltou-lhe porém o sucesso estrondoso, a endeusante fama e a paixão do público, para se tornar numa diva da Arte de Talma. Em todo o caso a sua carreira fez-se de forma ascensional, com a crítica a render-lhe rasgados elogios e por vezes até a render-se ao seu talento. As suas preferências interpretativas incidiam nas figuras de recorte cómico, caricaturando de forma maliciosa, histriónica e satírica certos esteriótipos da sociedade portuguesa
Maria Clementina foi acima de tudo uma actriz do teatro cómico, distinguindo-se em várias comédias (talvez o género mais do agrado nacional) com figuras da sua própria concepção, representando quadros de um memorável humor, entre o brejeirismo popular e o sardónico afrancesado. Para isso valia-se da sua inteligência, perspicácia e esmerada educação literária. A sua invejável cultura geral associada aos dotes de criação literária, levaram-na para os caminhos da escrita, preparando por vezes com os colegas os textos de peças cómicas, revistas e quadros hilariantes que integrava por vezes em peças de cariz erudita ou de raiz clássica.
Maria Clementina sendo aparentada, pelo lado paterno, com o Conde de Farrobo herdara-lhe os genes artísticos, que elevou até aos píncaros das suas possibilidades, com honra, rigor e competência profissional.
Descendente, pelo lado materno, de uma importante família de Lagos, era também sobrinha do tenente-coronel do Estado Maior do Exército Raul Frederico Rato e do Dr. Jerónimo Cabrita Rato, sendo prima do Dr. Afonso Eduardo Martins Zuquete, que foi Governador Civil de Leiria.

terça-feira, 9 de março de 2010

AZEVEDO, Maria da Circuncisão Alves Cavaco de


Professora primária de grande talento artístico, indefectível divulgadora do sistema pedagógico de João de Deus. Era natural de Alte, concelho de Loulé, e nessa freguesia veio a falecer em 2-4-1944, nos braços do seu marido, o jornalista Cruz Azevedo.
Costuma dizer o povo que por detrás e um grande homem está uma grande mulher. E assim aconteceu de facto. O conhecido jornalista e redactor regional de «O Século», Cruz Azevedo tornou-se num dos mais conhecidos animadores culturais do Algarve, divulgador das efemérides regionais e impulsionador das comemorações festivas do Centenário de João de Deus, pertencendo porém a sua esposa grande parte do esforço que levou à obtenção dos fundos necessários à elevação do monumento que o autor do Campo de Flores possuiu em Faro.
A Prof.ª Maria Cavaco Azevedo é ainda hoje lembrada nas terras por onde exerceu o seu múnus profissional, pelo carinho que derramava sobre as crianças, oferecendo aos mais pobres o material escolar de que careciam, quando não lhes distribuía o pão que não possuíam em casa. Em Brancanes, no concelho de Olhão, onde desempenhou oficialmente os últimos anos de serviço, ensaiou com os alunos várias peças de teatro, organizou recitais de poesia e festejava sempre com júbilo as datas oficiais que rememoravam no espírito dos mais jovens a Restauração da nacionalidade e o dia de Camões. Aliás sempre divulgou o autor dos Lusíadas como um verdadeiro “pai da pátria” distribuindo às crianças alguns sonetos, que depois de decorados eram recitados perante os pais e familiares da comunidade estudantil olhanense.
Acima de tudo foi um bom exemplo de competência e dedicação à difícil arte de educar crianças num meio carenciado, onde o apelo do mar e da pesca era mais forte do que os bancos da escola.
No dia 14 de Maio, logo a seguir à sua morte, foi-lhe prestada uma sentida homenagem na Casa do Povo de Alte, terra da sua naturalidade, onde usaram da palavra o Dr. Matos Parreira, em representação da Junta de Província, e os Drs. Falcão Machado e Virgílio Fagulha em nome da Direcção Escolar. Seguiram-se os depoimentos de amizade e profunda saudade das suas colegas, Prof.as Maria Elisa Aboim e Maria de Lourdes Madeira. Por fim foi descerrada uma lápida, oferecida pelos seus antigos alunos, na casa onde faleceu a Prof.ª Maria cavaco Azevedo, seguindo-se uma romagem até ao cemitério onde foram depositados inúmeros ramos de flores no artístico mausoléu mandado erguer pelo inconsolável marido, o jornalista Cruz Azevedo.
O seu único filho, Hélder Cavaco Azevedo, foi um artista de raro talento, pintor a óleo e aguarela, que se dedicou na juventude à fotografia e ao cinema, produzindo alguns documentários para a Tobis e depois para a RTP sobre as pescas e outros traços da etnografia algarvia, não deixando também de filmar as belezas naturais que estiveram na base do arranque do turismo na região. Emigrou para África onde se fez um prestigiado fotógrafo, nunca deixando de produzir alguns filmes para as empresas de cinematografia. Regressado à cidade de Faro estabeleceu-se com ateliê de fotografia, dedicando-se esporadicamente à pintura e ao jornalismo, sendo inclusivamente o fundador do Elismo no Algarve.

segunda-feira, 8 de março de 2010

CABEÇADAS, Maria da Graça Guerreiro


Natural de Loulé, faleceu em Lisboa com 70 anos de idade a 12-1-1930. Era casada com o conceituado comerciante José Mendes Cabeçadas (ver este nome) e mãe do comandante José Mendes Cabeçadas Júnior, do capitão João Cabeçadas, de Joaquim Cabeçadas, de Nuno Cabeçadas e de Berta Cabeçadas; sendo irmã de Manuel Fernandes Guerreiro, conceituado comerciante estabelecido em Faro.
Muito apreciada nas suas qualidades humanas de bondade e generosidade, foi sepultada no cemitério oriental de Lisboa a 13-1-1930 perante numeroso e prestigiado acompanhamento.

CABEÇADAS, Judite Rosa


Foi a primeira mulher formada em Direito no Algarve.
Filha de Mariana Rosa Cabeçadas e do coronel Joaquim Mendes Cabeçadas. Estudou no Liceu de Faro e na Faculdade de Direito de Lisboa onde concluiu o seu curso a 25-7-1925, com excelentes classificações e apenas 24 anos de idade.
Empregou-se em Lisboa como ajudante notarial no cartório do Dr. Noronha Galvão, pensando vir a fixar-se em Faro nas mesmas funções.

quinta-feira, 4 de março de 2010

BRAGANÇA, Margarida da Conceição


Senhora de grande ilustração, natural de Lisboa que faleceu em Faro a 4-1-1936, com 92 anos de idade.
Senhora da melhor sociedade, muito culta e sobretudo bastante bondosa, sendo estimada pela sua afabilidade, esmerada educação e dotes de benemerência, ainda que parcos fossem os seus réditos económicos.
Era tia do pintor Carlos Augusto Lyster Franco, professor e antigo director da Escola Tomás Cabreira. Foi na sua companhia que veio para Faro, já viúva, tratando o sobrinho com um desvelo maternal. Aquele artista e notável professor comprou em sua honra uma campa perpétua, onde inclusivamente, em 1984, viria a ser sepultado o Dr. Mário Lyster Franco, na qual ainda jaz incógnito.
Era viúva do escultor Ernesto José Bragança

quarta-feira, 3 de março de 2010

BIVAR, Maria Luiza Hickling Pereira da Silva de

Distintíssima figura da primeira e mais afidalgada sociedade algarvia, natural de Ponta Delgada, faleceu em Faro a 17-7-1930, com 94 anos de idade. Era filha de D. Ana Hickling de Medeiros e do conselheiro Dr. Mateus António Pereira da Silva, antigo corregedor e deputado. Na altura do seu passamento era viúva do conselheiro Luiz de Bivar, antigo presidente da Câmara dos Pares e Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.
Era irmã de D. Francisca Emília Cabreira, casada com o gen. Thomaz Cabreira, e de D. Ana Henriqueta de Bivar, esposa de Jerónimo de Bivar; e tia do coronel Thomaz Cabreira, antigo Ministro das Finanças e professor da Universidade de Lisboa; de António Cabreira, conde de Lagos e do eng.º agrónomo Manuel de Bivar Weinholtz, da D. Ana de Bivar Cumano, de Justino de Bivar Weinholtz, de D. Maria Luiza de Sampaio e Melo e dos srs. Luiz, Raul, Jerónimo de Bivar e Dr. Constantino de Bivar Cumano.

terça-feira, 2 de março de 2010

ASSIS, Joaquina de



Senhora da melhor sociedade farense, que faleceu nesta cidade, com 88 anos de idade, a 16-3-1930. Era mãe do Dr. Alexandre Pereira d’Assis, subinspector de saúde em Faro; de D. Gertrudes Assis de Figueiredo, viúva do Eng.º agrónomo Alexandre de Sousa Figueiredo. Tinha também uma filha, de que não sei o nome, casada com o judeu Abraão Ruah.
Era avó de D. Antónia de Figueiredo e Melo, esposa do Eng.º agrónomo Alexandre de Figueiredo e Melo; de D. Teolinda Barbosa, esposa de José Avelar Barbosa e de D. Maria Isabel Arouca Assis Simões esposa do Dr. José Monteiro Simões que era professor do Liceu de Faro.
Ao funeral de D. Joaquina d’Assis compareceram centenas de pessoas originárias de todas as classes sociais, pois que gozava de enorme prestígio social granjeado pelas suas acções de bondade e benemerência.

segunda-feira, 1 de março de 2010

ASCENSÃO, Olímpia Lamas de Aboim

Distinta senhora da melhor sociedade farense, viúva do benemérito coronel Rodrigo de Aboim Ascensão. Nasceu em Faro e faleceu na sua residência em Lisboa, a 13-10-1933, com 76 anos de idade. Foi sempre um modelo de virtudes e de grande carácter, defendendo os mais desfavorecidos e protegendo os humildes, seguindo nesse exemplo o seu saudoso marido, um dos amais altruístas e beneméritos cidadãos farenses, a quem se ficou a dever a fundação do Refúgio que tem o seu nome.
O féretro da veneranda D. Olímpia veio por via-férrea para Faro a fim de ser sepultado no jazigo de família no cemitério da Esperança

AMRAM, Sol Sequerra

Senhora de nação judia, educada nos moldes da sua tradição religiosa, que teve lugar cimeiro na sociedade farense. Faleceu na sua residência de Lisboa a 29-3-1934, com 58 anos de idade. Foi casada com o industrial Abrahão Amram que construiu a magnífica residência apalaçada na rua Filipe Alistão, onde se encontra hoje o Colégio Algarve.
Viveu durante largos anos em Faro e aqui lhe nasceram os seguintes filhos: D. Orovida Luna Amram Levy (que à data do passamento da mãe estava viúva de Salomão Isaac Levy) D. Raquel Amram, Samuel e Josuah Sequerra Amram.