Construtor civil, natural das Caldas de Monchique,
faleceu nos princípios de Julho de 1950, no Instituto de Oncologia em Lisboa,
vítima de doença incurável. Tinha 67 anos de idade, era filho do então já falecido
José da Encarnação, antigo proprietário da Pensão Encarnação onde se hospedavam
muitos dos doentes que naquelas termas procuravam alívio para os seus achaques
de saúde.
Foi um dos mais conceituados empreiteiros do
Algarve, muito inteligente, honesto, esforçado e competente, a quem se deve a
construção do palácio da Embaixada de Portugal em Madrid. Também a ele se deve
a edificação dos primeiros bairros sociais de arrendamento económico em Lisboa,
Portimão, Setúbal e Olhão, os quais ainda se mantêm com ligeiros melhoramentos,
pois que os seus prédios eram garantidos pela qualidade e competência da sua
construção.
Pela sua dedicação ao trabalho, pela honradez e
seriedade com que executava as suas obras, decidiu o governo agraciá-lo com o
grau de Cavaleiro da Ordem do Mérito Industrial, tendo o governo espanhol
aprovado também a outorga da medalha de ouro como recompensa pela valiosa
colaboração por ele prestada nos trabalhos de edificação da grande Exposição
Ibero-Americana, que se realizou em Sevilha.
Sem comentários:
Enviar um comentário