Industrial e antigo colonialista, era natural da vila de Lagoa, onde faleceu em meados de Novembro de 1950, com 77 anos de idade.
Ainda jovem foi estudar para a Bélgica de onde regressou ao Algarve anos depois para se dedicar à indústria da pesca e sobretudo das conservas, de que foi um dos pioneiros, tal como aconteceu com seus tios fundadores da «Casa grande» da Mexilhoeira e com o seu primo João Júdice Fialho.

O abastado proprietário e industrial António de Mascarenhas Júdice, teve ainda uma faceta colonialista pouco conhecida. Assim, e sem entrar em grandes pormenores, acrescentaremos apenas que foi director da Companhia Colonial do Buzi e gerente do Banco de Angola.

Foi casado com D. Maria de Mascarenhas Grade Júdice, descendente das mais afidalgadas famílias do Algarve. Era pai do Visconde de Lagoa um dos mais ilustres historiadores e publicistas do Algarve. Era irmão dos então já falecidos Dr. Patrício Eugénio de Mascarenhas Júdice, que foi deputado pelo Algarve e faleceu ainda jovem, e do Dr. Pedro Paulo Mascarenhas Júdice, reputado escritor e arqueólogo que viveu em Silves.
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